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Domingo, Setembro 20, 2009

Twitte com Ética


Alguns usuários do Twitter estão usando um comportamento que considero injusto, antidemocrático e mesmo antiético.

Trata-se da prática de bloquear seguidores que fazem "unfollow" deixando de seguí-los.

Ora, deixar de seguir alguém é um direito do usuário que em busca de conteúdo afim com seu perfil pode promover freqüentes substituições de seguidores. Ainda mais se levarmos em conta de que para seguir alguém com qualidade, o número de seguidores máximo deve estar situado entre 150 a 200 seguidores.

A gravidade desse comportamento é explicada pelo fato de que os diversos programas que categorizam os twitters levam em consideração o número de "blocks". Assim, um usuário pode ser nivelado a um "spammer" ou com perfil de conteúdo pornográfico pelo simples fato de que pessoas o bloquearam injustamente e ter seu "grade" abaixado entre os twitters e mesmo, eventualmente, ter a conta cancelada por excesso de "blocks".

Quando você segue alguém, pode tê-lo escolhido por algum critério subjetivo inicial que com as sucessivas postagens do novo seguido pode deixar de ser importante e você decida deixar de segui-lo. Não significa que ele é melhor ou pior apenas que não se enquadra no conteúdo que você busca e assim não faz sentido ser bloqueado por deixar de acompanhá-lo. A atitude coerente é, no máximo, retribuir o "unfollow", isso se as postagens também não lhe interessam o que significa que não seria nem mandatório deixar de segui-lo pelo fato dele não lhe seguir mais.

Eu espero que essas pessoas reflitam sobre essa atitude e ajam de maneira mais democrática ressalvando o fato de que não sofremos esse tipo de ação, mas temos visto ser relatada a sua aplicação como se isso fosse o correto a ser feito.




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Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Sindrome da Impotência Adquirida (SIA)


No século 21 nos acostumamos a imaginar que com a popularização da Internet temos, os cidadãos comuns, o mesmo poder midiático que sempre ora impressionou ora assustou a humanidade ao longo do século passado.

No entanto, recentemente estamos constatando que os homens de bem deste país, aqueles que não se alinham entre o contigente de beócios manipulados mansamente pelo primeiro beócio do país ou que não formam na massa de manobra na qual o antídoto bolsa-família tem sido inoculado, estão sofrendo de uma síndrome cujo vírus os aniquila e angustia.

Esta condição se apresenta nas inteligências ainda não bestificadas pelo béocio-mor e seus conselheiros goebelianos ante a incapacidade de influenciar e fazer frente a este ambiente de constantes afrontas à ética alimentadas por um arsenal de mentiras e ilusões.

Trata-se do que vou denominar de Sindrome da Impotência Adquirida (SIA).

Em 1992, por uma cascata decorativa na casa da Dinda e um Fiat Elba conseguimos, ainda sem Internet, movimentar e colocar nas ruas milhões de caras-pintadas que terminaram por desalojar um presidente cujo nível de corrupção é suplantado infinitamente pelos números das corrução em tempos de pré-sal, tanto que esse personagem, aprendiz de corrupto, decidiu se aliar aos goebelianos e foi recebido de braços abertos.

Hoje, com ferramentas poderosas como o Twitter, que ameaçou a estabilidade da fundamentalista república islâmica do Irã e ajudou a eleger Barack Obama não conseguimos colocar mais do que algumas dezenas de pessoas nas ruas em protesto contra as inúmeras aberrações e episódios de corrupção que assistimos cotidianamente em Brasília.

Qual a razão dessa apatia?

Será que nos acostumamos à impunidade? Nos acostumamos aos argumentos repetida e cínicamente apresentados por aqueles que não viram nada, não sabem de nada?

Sim, estou convencido de que estamos sofrendo de uma Síndrome de Impotência, adquirida depois das sucessivas pizzas que são assadas nos fornos do poder.


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Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Em Tempo de Twitter


Cada vez fica mais difícil registrar a história, paradoxalmente, por excesso de fontes.

Vejam por exemplo, essa questão da crise na Receita Federal.

Em um primeiro momento nos vemos diante de supostas ingerências políticas do Planalto na Receita Federal em função da ênfase na fiscalização de grandes contribuintes, entre eles, é claro, a Petrobras.

Num segundo momento, elementos ligados ao sindicato que se opõe àquele representado pela equipe de Lina, tendo como expoente maior o ex-secretário Everardo Maciel, acusam sua gestão de incompetência e afirmam que a suposta pressão política exercida por Dllma Roussef e os problemas fiscais da Petrobras seriam factóides.

Vêm então as demissões espontâneas em protesto ao que seria uma ação não republicana do governo federal que são interpretadas pelo próprio governo como atitudes normais de quem já sabia que seria exonerado. Ou seja, uma guerra de posições dentro da Receita e nós, os contribuintes, meros expectadores.

Tudo isso circula na imprensa, em blogs e em primeira mão no Twitter nos deixando literalmente inundados de versões. A base do governo se apoia na posição defendida pelo antigo secretário, que diga-se de passagem, foi secretário na era FHC e até Lina Vieira mantinha uma grande influência dentro da Receita. A oposição se agarra nas demissões espontâneas para sugerir investigações.

Como encontrar o caminho da verdade, uma tarefa quase impossível com tanta profusão de fontes.

Os historiadores do nosso tempo de Twitter terão muitas dificuldade em relatar a verdade dos fatos e acabaremos por ter uma história enviesada.

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Quarta-feira, Agosto 26, 2009

MPHP no Twitter


Desde maio/2009 aderimos à onda do Twitter ferramenta importante se bem utilizada e que permite que nossas idéias sejam espalhadas por seguidores, ou seja, pessoas que aprovam nossos textos e decidem acompanhá-los.

Estamos atuando no Twitter com os mesmos três pilares que caracterizam a MPHP: Combate ao Obscurantismo Religioso, Problemas Brasileiros e Ciência e Tecnologia na Fronteira do Conhecimento.

Estamos no Twitter sem fazer qualquer promoção até agora tendo alcançado até essa data 47 seletos seguidores. É pouco perto do número de seguidores de celebridades e organizações importantes na mídia.

Esses 47 seguidores nos seguem, exclusivamente, por gostar do que escrevemos e é dessa maneira que pretendemos contar com você, visitante da MPHP.

Clique no link a seguir se você acompanha nossos textos e deseja se tornar nosso seguidor no Twitter. Vamos tentar chegar logo aos 100 seguidores e dai para mais defendendo, por exemplo, a Ética e o Voto Virgem.

Siga a MPHP no Twitter.

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Sábado, Julho 11, 2009

Muito barulho em 140 caracteres


De Vanessa Nunes Jornal Zero Hora

Uma boa matéria analítica do Jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, sobre qual o papel e como está a presença do twitter hoje em todo o mundo.

O Twitter relatou a repressão na China, o golpe em Honduras, os distúrbios no Irã, a corrupção no Senado brasileiro e sua rede social planetária aumenta todos os dias.

Até parece que só se fala dele na internet. Tem sido usado tanto pelos jovens para organizar encontros em volta de mesas de bar quanto para políticos adiantar ao público decisões tomadas a portas fechadas. Mistura de blog e rede social, o Twitter é o atual queridinho da web. E, claro, novo alvo da censura chinesa à web.

O serviço foi um dos bloqueados esta semana pelo governo da China na esperança de cortar o fluxo de informações sobre os distúrbios étnicos que levaram a dezenas de mortes na região de Xinjiang. A China é o país com mais internautas no mundo, 300 milhões, mas sofre uma dura censura de conteúdos na rede, especialmente em momentos de tensões políticas ou em datas “sensíveis” para o governo comunista.

No mês passado, já havia sido uma das vedetes dos protestos no Irã, onde houve uma série de manifestações após a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.

O Twitter é aquele site em que cada um pode publicar mensagens com um limite de até 140 toques. Essas atualizações podem ser acompanhadas em tempo real pelos seus “seguidores”, no vocabulário típico dos seus usuários. Bem, e dá pra “tuitar” até do celular, o que dá mais instantaneidade à ferramenta.

Só que apesar do burburinho, o serviço não é novo. Criado em 2006 nos Estados Unidos, ficou mais conhecido no segundo semestre do ano passado com o uso nas eleições presidenciais americanas. Em 2009, veio a adesão de celebridades, o que jogou mais holofote à ferramenta, deixando de ser coisa só dos geeks, aqueles aficcionados por tecnologia que são os primeiros a aderir às novidades. Tanto que a apresentadora Oprah Winfrey disse “se sentir no século 21” ao adotar o microblog, em abril. O ator de Hollywood Ashton Kutcher, marido da atriz e também usuária do Twitter Demi Moore, venceu uma disputa com a rede de TV CNN por quem chegaria primeiro a 1 milhão de seguidores. Recentemente, o senador democrata Agripino Maia (RN) antecipou via Twitter sua posição favorável ao afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

O Twitter é a rede social que mais cresceu no Brasil este ano (477%, apontam os números do Ibope Nielsen Online). Mesmo assim, foi acessado em maio por apenas um em cada 10 pessoas que navegaram na web de casa e do trabalho. Por que, então, tanto alarde?

– É um espaço em que as pessoas estão interagindo, cidadãos comuns e também pessoas com cargos mais importantes, gente mais reconhecida. As informações que elas passam pelo Twitter acabam reverberando mais. Talvez esse seja o impacto. Todo mundo fala, vira um telefone sem fio muito rápido. Essas informações vão atingindo várias redes – explica a pesquisadora de redes sociais Raquel Recuero, professora da Universidade Católica de Pelotas.

Para o analista de internet do Ibope Nielsen Online José Calazans, o fator “novidade” contribui para essa projeção:

– O Twitter entrou na agenda pública como uma ferramenta de disseminação de opinião, mas não é algo que necessariamente esteja sendo muito usado. O Orkut é acessado por sete em cada 10 internautas brasileiros, a diferença é que não é a moda agora.

Também deve-se levar em conta o perfil mais maduro de quem navega por essa rede social. No Brasil, 62% dos usuários do microblog têm entre 18 e 34 anos, indicam as pesquisas do Ibope Nielsen Online.

Um em cada quatro internautas brasileiros com curso superior completo tuíta.

– Os grandes meios hoje de troca de mensagens pelo povão são o Orkut e os torpedos. O Twitter é mais de uma elite intelectual – esclarece a professora de comunicação da Universidade de São Paulo (USP) Beth Saad, especialista nas chamadas mídias sociais.

Há quem ache o Twitter perda de tempo. É verdade que o propósito inicial era responder “o que você está fazendo?”, mas esse uso foi extrapolado. Destaca-se por sua capacidade de se conectar com outras ferramentas, a partir de links seja para um vídeo ou uma notícia. Um exemplo veio do governador da Califórnia, o ex-ator Arnold Schwarzenegger, que fez uma foto do seu avião após um pouso de emergência, em junho, e publicou no Twitter pelo celular dizendo que estava tudo bem com ele.

Ou seja, o Twitter ampliou nossa capacidade de ficar informados. Navegamos mais, seja por links, compartilhados pelos nossos amigos ou pelo seu uso por veículos da imprensa tradicional, que nos informam por lá, remetendo aos seus sites. Para Beth, este não deverá ser daqueles serviços que caem no esquecimento tão logo deixem de ser vistos como novidade. Claro, não é a todos que vai ter utilidade, mas tende a ter um público cativo.

– O Twitter tem se mostrado muito útil porque tem informação. As pessoas vão para o Orkut para encontrar os amigos, para saber da vida dos vizinhos, não para saber o que está acontecendo no mundo – diferencia Raquel.

As empresas também estão procurando tirar proveito desse oba-oba. Mas o destaque talvez seja mesmo o importante papel como palco de mobilização política online. Isso já ocorreu até no Brasil: o movimento Fora Sarney ganhou força em 140 caracteres.

Por isso, não estranhe quando o Twitter virar importante plataforma nas campanhas eleitorais do próximo ano no país. Vai ter muito político querendo seguir a cartilha de Barack Obama e se mostrando antenado com as novas tecnologias. Aliás, há até um site (www.politweets.com.br) que já reúne o nome de alguns políticos brasileiros “tuiteiros”.

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Segunda-feira, Maio 11, 2009

Entramos Na Onda do Twitter


Entre ouvir falar desta nova rede e tornar-me um quase especialista, instalando ferramentas para otimização do uso, foram cerca de 48 horas. É realmente muito simples.

E seria muito chato se não fossem algumas de suas aplicações que de imediato foram percebidas por empresas, profissionais de todos os tipos, blogueiros e responsáveis por sites.

Devido exatamente à sua simplicidade e à pequena capacidade de exposição de idéias a rede é ideal para quem não tem nada na cabeça e só gosta de zoar e lá você vai encontrar toda esta fauna internauta.

No entanto, esta característica se for bem usada é uma excelente arma para divulgar trabalhos, eventos, sites, blogs. Tanto isso é verdade que que a maioria das agências de notícias e jornais e muitas grandes empresas já estão "twitando" para sentir a aceitação de seus produtos entre a população.

Fala-se que a Dell já modificou o design de seu notebook em função de reclamações apontadas entre os "twitters". Escritores desenvolvem suas narrativas e personagens "twitando".

A MPHP entrou na onda divulgando seus artigos e resenhas de livros buscando um aumento de visitantes.

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