<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="FeedCreator 1.7.2" -->
<rss version="2.0">
	<channel>
		<title>William Somerset Maugham e o Ateísmo</title>
		<description>Comments for William Somerset Maugham e o Ateísmo at http://www.mphp.org , comment 1 to 6 out of 6 comments</description>
		<link>http://www.mphp.org</link>
		<lastBuildDate>Sat, 10 Dec 2011 13:39:34 +0100</lastBuildDate>
		<generator>FeedCreator 1.7.2</generator>
		<item>
			<title>A GAGUEIRA DE MAUGHAM</title>
			<link>http://www.mphp.org/racionalismo/william-somerset-maugham-e-o-ateismo.html#comment-339</link>
			<description>Imaginemos o menino Maugham, tão zeloso com suas obrigações religiosas e mesmo assim tendo que enfrentar sua gagueira, algo que lhe parecia tão deprimente. É bem possível que esta gagueira foi o ponto de partida para sua Descrença em Deus.
Lembrando o também ateu Machado de Assis, será que sua gagueira também não teve o mesmo impacto que em em William Somerset Maugham?
É possível que suas mentes brilhantes que os faziam penetrar na profundidade das letras e do Esclarecimento, não adimitiam que um Deus amoroso lhes negasse, por conta de um problema psicossomático o ingresso magistral no mundo da Oratória.
Mais do que imaginamos, conflitos aparentemente insignifantes para outros, são suficientes para que pessoas admitam a conclusão que não há um Deus bondoso cuidando dos que nele creem ou cultuam. - José Hunaldo de Souza</description>
			<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 01:02:24 +0100</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>A falha na Tradução de Summing Up por Mario Quintana (nota 2 do artigo)</title>
			<link>http://www.mphp.org/racionalismo/william-somerset-maugham-e-o-ateismo.html#comment-91</link>
			<description>As pessoas têm me perguntado sobre a falha na tradução de Mario Quintana do livro Summing Up, a que me refiro na nota 2 deste artigo.

Pois bem, quando Quintana traduz as lembranças de Maugham relativas à oração que fizera antes de dormir, quando ainda um menino, visando ver-se livre da gagueira que o atormentava, ele assim traduz o relato de Maugham ao acordar:

[i][b] &quot;Despertei cheio de alegria, e foi um verdadeiro, terrível choque quando               descobri que não mais gaguejava tanto como antes.&quot;[/i][/b] (Editora Globo 1ª Edição 2ª impressão, 1958, pg 184)

Mas não é isto que Maugham escreve em Summing Up:

[i][b]I woke full of exultation and it was a real, a terrible shock, when I                discovered that I stammered as badly as ever.[/i][/b]

Como se vê ele inverteu completamente o sentido para não dizer traduziiu errado.

Quanto ao título acho que a liberdade poética foi longe demais. Summing Up não tem o sentido de confissão e sim de resumo, balanço.

2 results for: summing up
1-2 of 2 results

Roget's New Millennium™ Thesaurus - Cite This Source 
Main Entry:   resume 
Part of Speech:   noun 
Definition:   outline 
Synonyms:   CV, abstract, bio, biography, brag sheet, curriculum vitae, digest, epitome, précis, recapitulation, review, rundown, sum, summary, summation, summing-up, synopsis, vita, work history 
Source:   Roget's New Millennium™ Thesaurus, First Edition (v 1.3.1)
Copyright © 2007 by Lexico Publishing Group, LLC. All rights reserved.
 
Roget's New Millennium™ Thesaurus - Cite This Source 
Main Entry:   summary 
Part of Speech:   noun 
Definition:   statement 
Synonyms:   abbreviation, abridgment, abstract, analysis, apercu, brief, capitulation, case, compendium, condensation, conspectus, core, digest, epitome, essence, extract, inventory, nutshell*, outline, pandect, prospectus, précis, recap*, recapitulation, reduction, rehash*, report, resume, review, roundup, run-through, rundown, sense, skeleton*, sketch, substance, summand, summing-up*, survey, syllabus, synopsis, version, wrap-up*
Source:   Roget's New Millennium™ Thesaurus, First Edition (v 1.3.1)
Copyright © 2007 by Lexico Publishing Group, LLC. All rights reserved.
* = informal or slang  

O próprio Maugham explica porque escolheu este título e assim se expressa nas próprias palavras da tradução de Quintana:

[i][b]Isto não é uma autobiografia, nem tampouco um livro de memórias. É inevitável que diga aqui coisas que já tenha dito antes; eis por dei a esta obra o nome de &quot;Summing up&quot;. Este livro tem que ser egotista. Trata de certos assuntos que me parecem importantes. E trata de mim mesmo, pois só posso tratar desses assuntos da maneira como me afetaram. Mas não trata de meus atos. Não desejo desnudar meu coração, e ponho limites à intimidade que desejo se estabeleça entre mim e o leitor. Há assuntos que me é grato conservar privativos. Ninguém pode dizer toda a verdade a respeito de si mesmo.[/i][/b]

Administrador
MPHP
 - Administrador</description>
			<pubDate>Mon, 04 Dec 2006 22:31:51 +0100</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Recolocação de comentários deletados inadvertidamente</title>
			<link>http://www.mphp.org/racionalismo/william-somerset-maugham-e-o-ateismo.html#comment-81</link>
			<description>Aos visitantes
Devido a um problema técnico causado por um erro de operação tive que recolocar alguns comentários que foram, inadvertidamente, deletados por mim. Todos estes comentários recolocados ficaram na data de 25/03/2007, quanto a isto nada posso fazer não ser indicar dentro do próprio texto,em uma nota P.S.,a data em que foi o comentário foi, originalmente, postado. Isto foi feito. 
 
Minhas desculpas

Administrador
MPHP - Administrador</description>
			<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 16:12:45 +0100</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>...</title>
			<link>http://www.mphp.org/racionalismo/william-somerset-maugham-e-o-ateismo.html#comment-69</link>
			<description>Quem colocou Maugham no “segundo escalão” da literatura britânica foram seus pares, tanto os contemporâneos quanto os pósteros. E ele, ao dizer (“Confissões”) que não tinha nenhuma ilusão quanto ao seu lugar na escala literária, mostra-se conformado, quase concorde com os que lhe negam uma importância maior.

Escritor fascinante para mim (e tantos outros), ainda assim é possível que lhe faltasse uma certa dose de imaginação e criatividade que, não raro, percebe-se naqueles que são grandes no que fazem. Maugham não criava; ele descrevia. Se pintor fosse, haveria de ser um retratista. A rigor, ainda que contista e romancista, sua obra não é de ficção. É realidade tratada com os instrumentos da ficção. Por isso, seus personagens se nos figuram tão verossímeis. É também por isso que afirmei que, excetuando “Servidão Humana - com seu forte acento autobiográfico – o resto de sua obra é “biográfica” (espero agora ter sido entendido).

Talvez por ser fã de Maugham, eu me ressentia ao perceber que não lhe conferiam a importância que ele para mim tinha. Quando soube que “Of human bondage” tinha sido filmada (a versão de 1964), corri ao cinema, tão logo o filme estreou em Belém. Literalmente, eu ardia de ansiedade.

Esperava assistir a uma película inesquecível. 

Que decepção! Diante da grandeza do livro, o filme chega a ser medíocre. A começar pelo elenco, sem nenhum brilho. Laurence Harvey (ator geralmente coadjuvante, como em “Álamo”, de John Wayne), nada tem de Phillip Carey. E Kim Novak, esplendorosa nas mãos de Hitchcock, já mostra sua condição de atriz decadente. Saí do cinema frustrado.

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 17/03/2007 - Alvaro Pacheco Rodrigues</description>
			<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 15:40:46 +0100</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Maugham e a Crítica</title>
			<link>http://www.mphp.org/racionalismo/william-somerset-maugham-e-o-ateismo.html#comment-67</link>
			<description>Obrigado Alvaro pelo excelente comentário.

Só faço uma observação quanto a Maugham ser do segundo escalão o que acontece é que a crítica não perdoa o sucesso financeiro aliado ao sucesso literário e por isso diminuem sua importância.

Ele assim se refere à crítica: 

&quot;Quando me achava na casa dos vinte anos, diziam os críticos que eu era brutal, aos trinta que era irreverente, aos quarenta cínico, aos cinqüenta entendido e agora aos sessenta que sou superficial. Fiz o que pude, seguindo o curso que eu próprio me tracei e, procurando com as minhas obras amoldar-me ao padrão desejado. Creio que os autores que não lêem críticas fazem muito mal. E' salutar exercitarmo-nos para não ser mais afetados pelas censuras do que pêlos louvores; pois naturalmente é fácil dar de ombros quando nos vemos descritos como um génio, mas já não é tão fácil a gente não se, importar quando nos tratam de nulidades. Aí está a história da crítica para mostrar como é falível a crítica dos contemporâneos. E' uma delicada questão saber o leitor até que ponto deve considerá-la e até que ponto a deve desprezar. É tal é a diversidade de opiniões, que é muito difícil ao autor chegar a qualquer conclusão acerca de seu próprio mérito.&quot;

Por outro lado, Maugham escrevia muito na primeira pessoa do singular o que não quer dizer que tudo que escrevesse fosse autobiográfico. Esta é uma das três formas de se contar histórias; do ponto de vista superior ou divino, com um narrador e na primeira pessoa; neste último caso o narrador poder ser um protagonista ou um observador, preferência de Maugham em muitas de suas histórias.

Administrador
MPHP

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 17/03/2007 - Administrador</description>
			<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 15:38:33 +0100</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Maugham: agnóstico, cínico, infeliz</title>
			<link>http://www.mphp.org/racionalismo/william-somerset-maugham-e-o-ateismo.html#comment-66</link>
			<description>Como Bertand Russel, W. S. Maugham também se proclamava agnóstico. Por muito tempo, as obras de ambos partilhavam minha cabeceira. E mesmo hoje, volta e meia, ainda o fazem. Na prática, agnosticismo e ateísmo se confundem. Mas são diferentes. Se Deus é uma resposta necessária para explicar o porquê do tudo, ser ateu é afirmar que o porque de tudo pode
ser explicado sem Deus. Salvo se ele considerar tal explicação desnecessária. O agnóstico é mais humilde. Afirma apenas que, se Deus existe, sua existência não pode ser por nós apreendida. É incognoscível. Em Russel, isso é bastante para contentá-lo e ele se
mostra confortável com a resposta que se dá. Em Maugham, ela não parece conclusiva. Se Deus é inatingível, talvez porque não exista, o porquê da vida fica sem resposta, sem um sentido coerente. Não passa de uma grande farsa, ou como ele preferia dizer, uma grande “comédia”.

Como escritor, Maugham era, acima de tudo, um contador de história. Sua extrema paciência para escutar, aliada a uma  refinada perspicácia, eram as armas que dispunha para compor personagens e situações, sendo a ficção um modo de rearrumar a realidade. Se “Of human bondage” é uma obra em grande parte autobiográfica, todos os seus demais escritos
são, de alguma forma, biográficos.

“Servidão Humana” é um Maugham que não se traduz nas outras obras. Um homem infeliz, que aprendeu a conviver com a infelicidade, dedicando-se à vida dos outros para esquecer a sua, construindo para si mesmo um refúgio feito de ironia e descrença. Um cínico  -  como o rotularam vários de seus contemporâneos.

Nunca teve ilusões sobre sua posição literária. Embora, em certa época, tenha conquistado uma expressiva legião de leitores e admiradores, jamais foi reconhecido como um grande escritor. Seu lugar no panteão da literatura anglo-saxônica não foi além do segundo escalão.
Ele mesmo diz que apenas dois críticos literários se deram ao trabalho de levá-lo a sério.

Para o tipo de histórias que ele contava, o conto era o gênero literário apropriado, e ele o cultivou com maestria crescente, atingindo ápice com “Histórias do Mares do Sul”. Quem as leu há de ter gravada na memória, com letras de fogo, o post-scriptum inesquecível:

“Quando nosso navio parte de Honolulu, penduram-nos ao pescoço ´leis`,que são grinaldas de flores, levemente odoríficas...”

Maupassant, que muitos consagram como o “pai do Conto”, definiu sua fórmula. A história sempre há de acabar com uma situação ou revelação surpreendente, talvez chocante. Em “Histórias do Mares do Sul”, a história do pregador missionário, que se dispõe a salvar a alma de uma pecadora, é Maupassant puro: “- Homens...são todos iguais...Todos! Todos! Ele estremeceu. Tinha compreendido.”

Em “Servidão Humana”, Phillip Carey é Maugham. Claro que é. Até nos complexos. Carey é coxo, Maugham era gago. Imagine-se o quanto lhe deve ter sido sofrida a maldade verbal de seus colegas e desafetos. Nos ouvidos de Maugham/Carey não para de ressoar a palavra temida, que Mildred dispara em sua ira de mulher vulgar: “Aleijado!”

Os leitores/admiradores de Maugham, consideram “Of human bondage” sua obra-prima. Pena que a tenha conspurcado, cedendo às críticas de quem, lendo os rascunhos, considerou-a demasiado amarga ou pessimista. O romance Carey-Sally, no final do romance, é uma excrescência. Empobreceu a obra. Não é Maugham. Ele não sabia  escrever sobre um relacionamento amoroso com “final feliz”. Como poderia, se jamais experimentou um “beijo de amor correspondido”?

Como o Sinhuê, de Mika Waltari, Maugham foi um homem que viveu sozinho todos os dias de sua vida.

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 17/03/2007 - Alvaro Pacheco Rodrigues</description>
			<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 15:37:40 +0100</pubDate>
		</item>
	</channel>
</rss>

