goroskop dlja raka 2017 goda dlja muzhchin kakie zhivotnye v goroskope po godam nazhmite chtoby perejti goroskop sovmestimosti telets muzhchina i deva zhenschina prodolzhit'
Maquinas mais Inteligentes do que Humanos - Quando?
O jogador não esperava estar naquele lugar. Mas refletindo, ele pensou que havia mostrado alguma bondade em seu tempo. Aquele lugar era ainda mais belo e agradável do que ele imaginara. Por todo lado havia magníficos candelabros de cristal, os mais finos tapetes feitos à mão, as mais suntuosas comidas e sim, as mais belas mulheres, que pareciam intrigadas com seu mais novo companheiro de Paraíso. Ele tentou a mão na roleta e surpreendentemente seu número foi sorteado uma vez após outra. Ele tentou as mesas de jogo e sua sorte era nada menos do que notável: ele ganhou partida após partida. Na verdade seus ganhos estavam causando uma verdadeira comoção, atraindo muita excitação do atencioso staff e das lindas mulheres.

Esta situação continuou dia após dia, semana após semana com o jogador ganhando todas as apostas, acumulando maiores e maiores ganhos. Tudo corria a seu jeito. Ele se mantinha ganhando. E semana após semana, mês após mês a cadeia de sucesso do jogador permanecia inquebrantável.

Após algum tempo, ele começou a ficar entediado. O jogador estava ficando cansado, os acertos estavam começando a perder o sentido. Todavia nada mudava. Ele continuava ganhando cada jogo, até que um dia, o agora angustiado jogador dirigiu-se a um anjo que parecia estar encarregado e disse que não agüentava mais. Afinal, o Paraíso não era para ele. Ele havia descoberto que estava destinado para "o outro lugar", sem dúvidas e com certeza, lá era aonde ele desejava estar.

"Mas este é o outro lugar", veio a resposta.

Estas são minhas lembranças de um episódio de Além da Imaginação (The Twilight Zone) que assisti quando era criança. Não me lembro do título, mas eu o chamaria de "Cuidado Com O Que Você Deseja." Como esta instigante série costumava fazer, ela ilustrou um dos paradoxos da natureza humana: Gostamos de resolver problemas, mas nós não desejamos que todos eles sejam resolvidos, pelo menos tão rapidamente. Estamos mais ligados nos problemas do que nas soluções.

Tome, por exemplo, a morte. Uma grande parte de nossos esforços, segue na direção de evitá-la. Fazemos esforços extraordinários para adiá-la e com certeza consideramos sua intrusão um evento trágico. Todavia, acharíamos difícil viver sem ela. A morte confere sentido às nossas vidas. Ela dá importância e valor ao tempo, O tempo perderia o sentido se fosse abundante. Se a morte fosse indefinidamente afastada, a psique humana colapsaria exatamente como o jogador no episódio de Além da Imaginação.

Não temos ainda este dilema. Hoje não temos deficiência tanto da morte como dos problemas humanos. Poucos observadores acham que o século vinte nos deixou muito bem. Existe uma crescente prosperidade, alimentada não incidentalmente pela tecnologia da informação, mas a espécie humana ainda está sendo desafiada por questões e dificuldades não muito diferentes daquelas pelas quais tem lutado desde o início de sua história documentada.

O século vinte e um será diferente. A espécie humana, juntamente com a tecnologia computacional que criou, será capaz de resolver velhos problemas de carências ou de desejos e estará em posição de mudar a natureza da mortalidade num futuro posbiológico. Temos a capacidade psicológica para todas as coisas boas que nos esperam? Provavelmente não. Porém, isto também pode mudar.

Antes do próximo século terminar, os seres humanos não mais serão as entidades mais capazes e inteligentes no planeta. Na verdade deixe-me rever isto. A verdade desta última afirmação depende em como nos definimos humanos. E aqui vemos uma profunda diferença entre estes dois séculos: A principal questão política e filosófica do próximo século será a definição de quem nós somos.

"The Age of Spiritual Machines" (parte do Prólogo)
Autor: Ray Kurzweil
Viking Penguin, 1999 -
Extrato traduzido por Mário Porto
Em seu primeiro livro em 1990, "The Age of Intelligent Machines" Kurzweil recebeu o prêmio do mais extraordinário livro em Ciência da Computação pela American Publisher em 1990. Foi também vencedor do "Dickson Prize, Carnegie Mellon's top science prize" em 1994. O Massachusetts Institute of Technology (MIT) o nomeou o inventor do ano em 1988 e ele detém nove doutorados honorários e medalhas conferidas por dois presidentes americanos. O seu livro seguinte cujo prólogo traduzi, parcialmente, "The Age of Spiritual Machines", é uma versão atualizada das previsões tecnológicas para dez anos do livro de 1990 (The Age of Intelligent Machines) as quais foram quase que integralmente confirmadas e foi publicado em 1999 oferecendo novas previsões tecnológicas detalhadas até 2039 e um resumo em forma de diálogo para 2099. Em 2006 Kurzweil completou o quadro com o extraordinário ‘The Singularity is Near ”.
Trackback(0)
Comentarios (2)add
brilhante
escrito por Silas , 17 maio 2007
brilhante!
acho que a tendencia e as maquinas serem parte de nós
ninguem é idiota o bastante pra criar algo que futuramente pode o destruir...
nem memso Deus!
se deus criasse lucifer mais poderoso do que ele hoje lucifer seia deus
obs:não acredito em deus isso e uma suposição
acho que nós vamos virar ciborges
vamos acabar por substituir nossos orgãos biológicos por alguma coisa mais eficiente
aumentaremos nossa capacidade motora nossa memória e sabe-se la o que mais!
report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
Máquinas extraordinárias
escrito por Edite F. Sabbi Porciuncula , 28 setembro 2007
Segundo Michel Serres,(1993)nossa civilização está entrando numa era planária, volumosa e descentrada em que a máquina possibilitará que os homens pensem através dela, numa relação absolutamente distinta do momento atual, o que segundo ele, "mudará corpos e almas, e isso transformará o tempo.". O sugestivo título "Máquinas mais Inteligentes que os Humanos - Quando?" já vislumbra respostas. Estamos nos encaminhando para um tempo em que a máquina terá uma relação tão diferente com o homem, que hoje podemos apenas imaginar, sem poder fazer previsões com certeza de cálculos. Portanto penso, que dificilmente a rotina fará parte deste novo mundo e que as pessoas, apesar de encontrar soluções, sempre terão novos problemas a enfrentar, sabendo que a cada resposta, encontrarão perguntas sempre novas. Muito bom o artigo . Parabéns.
report abuse
vote down
vote up
Votes: +0

busy