Testemunhas da Ressurreição PDF Imprimir E-mail

Autor: Tarciso S. Filgueiras

    Todos concordam: a ressurreição de Jesus é central para o cristianismo. Provavelmente não exista outro tema que atinja importância tão elevada, talvez porque sem ela, tudo desmorona, como, aliás, admite o próprio apóstolo Paulo ao afirmar que "se Cristo não ressuscitou, ilusória é a vossa fé" (1 Cor 15:17). Apesar disso, ou, talvez, por causa disso, o tema tem sido acaloradamente debatido desde os primórdios do cristianismo, sem, contudo, alcançar unanimidade de interpretação. Os que advogam uma ressurreição corporal de Jesus invocam um enorme rol de testemunhas, entre elas personalidades de peso no contexto bíblico, tais como as Santas Mulheres (destaque especial para Maria de Magdala ou Magdalena), os apóstolos, a própria Maria, mãe de Jesus, mais quinhentas pessoas de uma só vez e, por último, o próprio Paulo de Tarso, embora, como diz ele próprio, como "um abortivo" (1 Cor 15:8). Todas essas pessoas são apresentadas nos documentos da Igreja como "testemunhas oculares" da ressurreição.Isto, todavia, é o que dizem os teólogos.

    Seria, talvez, proveitoso verificar o que os textos neotestamentários realmente dizem sobre esse assunto. Para simplificar o raciocínio a ser apresentado, a pesquisa será restrita apenas aos quatro evangelhos canônicos (Marcos, Mateus, Lucas e João). A Bíblia de Jerusalém será o texto de referência.

    Afinal, o que é uma testemunha ocular?

    De acordo com os códigos do processo civil, testemunha ocular é alguém que presenciou um fato, que viu "com seus próprios olhos", daí o termo ocular (oculus = olho, em latim). Tomando-se como base esse conceito jurídico, defende-se aqui a hipótese de que não há registro de testemunha ocular para o fato da ressurreição de Jesus nos evangelhos canônicos. Não há registro de que alguém estava presente naquele momento único da História, em que Jesus voltou à vida. Teria ele regressado à vida de modo repentino, como alguém que acorda de um sono profundo, um coma? Ou, ao contrário, começou a movimentar apenas alguns membros e, paulatinamente, todo o corpo? Quando abriu os olhos? Quais foram as primeiras palavras que proferiu? Tais detalhes apenas uma testemunha ocular poderia fornecer. Tanto quanto se sabe, esses pormenores não aparecem em nenhum texto conhecido, seja canônico ou apócrifo.

    Por outro lado, houve inúmeros testemunhos sobre a ressurreição. Isto, sim! Ou seja, afirmações de pessoas diversas de que viram o ressuscitado, o "ressurrecto". Em outras palavras, essas pessoas afirmaram ter visto o resultado do processo, o fato consumado, porém não o processo em si. A distinção pode ser sutil, porém tem implicações teológicas profundas. Discute-se aqui testemunha versus testemunho.

    Maria Magdalena é arrolada como testemunha principal da ressurreição. Nessa qualidade, ela é convocada ao "tribunal" com habitual freqüência. Mas, o que a Magdalena tem a declarar? No evangelho de João, ela faz dois anúncios sobre esse evento. No primeiro, ela declarou: "Retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram" (Jo: 20:2). No segundo, ela declara, de modo inequívoco "Vi o Senhor" (Jo: 20:18). Note-se que, em nenhum dos casos, Magdalena afirma que Jesus havia ressuscitado. Nestas perícopes, densas e carregadas de emoção, o conceito de ressurreição emerge, espontaneamente, na cabeça do evangelista ou do leitor. Porém, não está explícito no texto.

    Entretanto, o que se percebe no texto, no subtexto e no contexto é que quando se diz que Jesus havia ressuscitado, deve-se entender que ele havia sido elevado (literalmente "levantado") a um nível superior, que agora ele passara a desfrutar de status especial junto ao Pai. Através dos seus ignóbeis sofrimentos na cruz, ele havia sido elevado a um grau totalmente inédito para um ser humano. Daí ser ele considerado o Primeiro.

Uma testemunha ocular?

    Contudo, talvez, teria havido uma testemunha ocular! Essa possibilidade aparece em vários evangelhos. Marcos, por exemplo, afirma que quando as mulheres entraram no túmulo "elas viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca" (Mc 16:5). Se existe uma testemunha real da ressurreição, esse "jovem" seria um candidato natural, pois estava dentro da caverna e teria tido a oportunidade de presenciar o fato. Por isso, ele seria peça chave nesta investigação. Porém (grande desilusão!), mesmo que isso fosse possível, esse "jovem" é identificado por todas as fontes como um anjo e anjos não fazem parte do nosso mundo material. Em outras palavras, não são pessoas, não fazem parte da Humanidade (Homo sapiens) e, portanto, são inelegíveis como testemunhas nos tribunais humanos. A não ser que, como advogam Thiering e também Filgueiras, esse anjo não fosse, realmente, um ente espiritual, mas, sim, um membro graduado da comunidade dos essênios, à qual Jesus pertenceria. Como se sabe, os essênios vestiam-se com túnicas brancas, vestes de cor imaculada, resplandecentes de tanta alvura, segundo esses autores. Fora essa possibilidade, não há, nos textos sagrados, quem se qualifique como testemunha ocular.

    Outra possibilidade a ser investigada é que Jesus não tenha realmente morrido na cruz e que, portanto, não teria necessidade de ressuscitar. Teria apenas desfalecido sob o efeito do potente "vinagre" que lhe fora administrado (Mt 27:48). Neste caso, ao invés de ressurreição, teria havido ressuscitação, isto é, uma pessoa quase morta teria sido trazida à vida.

    Este será o tema do próximo artigo.

 

    Bibliografia:

  • Bíblia de Jerusalém, São Paulo, Ed. Paulus, 2002.
  • Filgueiras, T.S. Ensaio sobre Jesus: Revelando o homem. São Paulo, Livro Pronto, 2ª ed., 2006.
  • João Paulo II, texto do documento "Urbi et Orbi", 1998 [www.vatican.va/holy_ father/John_Paul ii/messages/urbi/documents/hf (Páscoa de 1998).
  • Thiering, B. Jesus the man, Corgi,1978.

 

 

Trackback(0)
Comentarios (13)add
defina ressurreição
escrito por Aíla , 04 março 2007
Pergunto então: que é ressurreição? que conceitos os primeiros seguidores do Nazareno queriam transmitir ao utilizarem esse termo? seria uma reanimação de um cadáver? o que Paulo quis dizer com essa afirmação? eu sou cristã, posso afirmar que ressuscitei ou isto supõe a morte?
Eu o convido a participar do fórum aqui da mphp, pois tenho vários perguntas e comentários.
Obrigada
report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
resposta Aíla
escrito por Tarciso Filgueiras , 11 março 2007
Prezada Aíla:
Muito obrigado pelo seu interesse pelo meu artigo "Testemunhas da ressurreição". Vou tentar responder seus questionamentos de maneira simples e direta, mas talvez minhas ideias se tornem um pouco mais claras nos proximaos artigos que preparei sobre o mesmo tema e que, provavelmente, aparecerão aqui. De qualquer modo, meu conceito de ressurreição é o retorno da morte à vida. Para mim, Paulo queria dizer exatamente isto que Jesus havia morrido (morte biologica) e que havia voltado a viver uma vida biológica. Nao sei se entendi bem o que voce quis dizer ao relacionar a ressurreição com o fato de voce ser cristã. A rigor, nao deveria afetar em nada pois, neste Portal, o tema é o Jesus Histórico que, formalmente, nao tem nada a ver com o Jesus da fé. Se lhe interessar, podemos continuar a dialogar, no futuro. Cordialmente,
Tarciso.
report abuse
vote down
vote up
Votes: +3
...
escrito por Aíla , 11 março 2007
Oi, obrigada por responder.
Mas no texto grego não existe o termo ressurreição. Existem dois termos gregos que as edições em português traduzem por ressurreição: anástasis e éguesis. Éguesis quer dizer içamento (substantivo e deriva do verbo erguer). Anástasis é mais utilizado que éguesis. Veja isso:
tasis = lugar, situação
ékstasis= ser colocado fora do lugar, metaforicamente = transe
apóstasis = sair do lugar, partir, embarcar, metaforicamente = morrer
anástasis = subir do lugar, ir para um lugar mais alto, metaforicamente = acordar, aclamar

Tanto o termo anástasis quanto éguesis fazem parte da linguagem cotidiana e não supõem a morte. Veja na LXX (AT em grego):
"Observa-os quando se assentam e quando se levantam (anástasin = acusativo de anástasis); eu sou objeto da sua canção" (Lm 3,63).
Em latim na Vulgata: "Sen sessionem eorum et resurrectionem eorum vide ego sum psalmus eorum".

"Ao mestre de canto. Cântico. Salmo Aclamai (anastáseos, genitivo de anástasis) a Deus, toda a terra" (Sl 66[65],1).
Vulgata: "in finem canticum psalmi resurrectionis iubilate Deo omnis terra"

E se perguntei se eu como cristã posso dizer que ressuscitei é o porque o texto de 1 Cor 15,17, citado no seu artigo, significa, dentro da argumentação de Paulo, que todo cristão foi ressuscitado, a fé não é vã por isso, porque todo cristão foi ressuscitado, mesmo não tendo morrido...
E agora? continuo com a pergunta... quando o NT diz que Jesus ressuscitou ele está afirmando principalmente que houve uma reanimação de um cadáver?
Abraços
report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
...
escrito por Aloízio , 25 março 2007
Prezado Tarcísio:

O teu texto está excelente. A linguagem é enxuta, concisa e, sobretudo,imparcial. Parabéns!

Eu estou digitando de uma lanhouse, afastado dos meus livros. Mas,lembro-me de uma obra intitulada "A Conspiração Jesus", de Holger Kersten ("Jesus Viveu na Índia") et al, que trata do teste do carbono 14 que o Papa João Paulo II autorizou ser feito no Sudário de Turim, no ano
1982. E essa autorização foi dada exatamente porque o Sudário de Turim passou a se constituir numa prova cabal de que Jesus foi retirado da cruz com vida. E isso aconteceu porque um criminologista, ao examinar uma determinada mancha de sangue no linho, concluiu que, quando o corpo foi enrolado no Sudário, o sangue continuava a escorrer sem pronta coagulação -- e isso só seria possível se houvesse pulsação arterial, mesmo que fosse tênue.

Há poucos dias atrás, eu postei duas partes de um artigo sobre "O Anúncio da Traição", no qual aderi à teoria de James Tabor ("A Disnatia de Jesus"), de que a crucificação ocorreu na quinta-feira, e não na sexta-feira, como tradicionalmente se diz. Porém, depois de rever outras partes dos Evangelhos, já voltei a pensar como antigamente, exatamente porque fiquei confuso ao escrever sobre esse mesmo tema da Ressurreição, uma vez que o assunto está chamando a atenção do mundo todo depois da anunciada descoberta de um pretenso ossuário de Jesus e
sua família. Se eu descobrir que Tabor está errado e que, com isso, eu tenha me equivocado, ferei um Juízo de Retratação. Eu leio muito esses pensadores, mas sempre fico a pressentir que há outros interesses por trás dessa trilha da "busca do Jesus histórico". Por que os
arqueólogos não sobem às montanhas para ver se encontram o ossuário de Moisés (se é que ele existiu!)? Por que eles se preocupam tanto com Jesus?

Com esse último comentário, eu quero dizer que o teu texto segue a linha da imparcialidade -- o que, decididamente, eu não vejo em outros escritos, principalmente naqueles do aclamado Geza Vermes. Por incrível que pareça, o jornalista Michael Baigent, que não tem relevantes
títulos acadêmicos na área, levanta argumentos com muito mais pertinência do que muitos estudiosos escolarizados por universidades famosas.

Vamos em frente.

Abraços.

AloízioMonteiro, 57
Natal - RN, Brasil.

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 11/03/2007
report abuse
vote down
vote up
Votes: +1
Sudário & carbono 14
escrito por Administrador , 25 março 2007
Aloízio

Chamou-me atenção a sua menção ao Sudário de Turim como sendo prova de algum fato ligado a Jesus.Os testes neste Sudário afastaram qualquer chance dele ser datado do primeiro século e sua datação foi determinada como sendo da idade média, ano 1300. Aliás o livro que você citou deixa isto bastante claro (A Dinastia de Jesus).

Por outro lado, é verdade que estudiosos escolarizados são mais cautelosos em suas afirmações, ainal prezam muito a reputação acadêmica enquanto um jornalista só tem a ganhar com o lançamento de teses mirabolantes ou sem fundamentação histórica/científica.

Abraços

Administrador

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 12/03/2007

report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
...
escrito por Aíla , 25 março 2007

Isso mesmo Sr Mário
Os teólogos e exegetas têm lá suas falhas... e suas crenças, às vezes, interferem nas pesquisas. Mas isto acontece inconscientemente a maioria das vezes. O principal para um teólogo e exegeta é a pesquisa e a reputação... Os resultados dessas pesquisas ficam desconhecidos da maioria das pessoas.

Eles não ganham tanto dinheiro escrevendo coisas que as pessoas não gostam de ler.

Eles não são sensacionalistas.

São falhos, repito, mas a intenção é descobrir a verdade, seja ela qual for. Mesmo que vá contra as próprias crenças. Desonestidade na pesquisa é imperdoável para um exegeta, ele torna-se totalmente excluído pelos demais colegas, pelos leitores, pelos alunos de universidade, pelas projetos de pesquisas... Mas o que é melhor nos exegetas e teólogos é que eles tratam material científico como científico e material alegórico como alegórico e não o contrário, como alguns querem fazer.

Pesher, por exemplo, não é método científico, mas um recurso de abordagem literária profundamente alegórico.

Abraços

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 12/03/2007

report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
Oculatus testis?
escrito por Aíla , 25 março 2007

Sr Tarciso

O Sr definiu testemunha ocular, mas é interessante que:

Esta expressão só aparece duas vezes no NT em português:

Lc 1:2 "conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles *testemunhas oculares* e ministros da palavra" Aqui a expressão traduz o termo grego hyperétes = com os próprios olhos. Nem se fala em testemunhas. A tradução correta seria: "Tal como nos ensinaram desde o
princípio os que viram com os próprios olhos e foram ministros da palavra". É assim que a bíblia em latim traduz.

Mas o que foi visto com os próprios olhos? As coisas que se realizaram (Lc 1,1). Isso é muito subjetivo. E não está implicado aqui ter visto um cadáver que reviveu. Trata-se da história que Lucas vai contar.

A segunda vez que aparece esta expressão é:

2 Pd 1,16: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade"

Testemunha ocular da majestade de Jesus? É muita subjetividade não acha.

Nesta passagem a expressão está traduzindo o grego epóptes = espectador, aquele que assiste a qualquer espetáculo Também aqui não há o termo testemunha.

Só para finalizar:

"Portanto, já que haveis ressuscitado com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus" (Cl 3,1).

Os cristãos de Colossos estavam vivinhos... e já tinham ressuscitado com Cristo?

Eu o convido a participar do fórum porque isto aqui vai ficar cheio de comentários, eu ainda nem comecei a fazer as perguntas que eu quero.

Abraços

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 13/03/2007
report abuse
vote down
vote up
Votes: +1
Resposta a Aíla2
escrito por Tarciso , 25 março 2007

Olá, Aíla!

Quando eu aceitei o convite do Mario Porto para escrever neste Portal, aceitei-o sob a premissa que deveria escrever para o público em geral e não para especialistas. Escrevi uma série de artigos (o "Testemunhas" é o primeiro de uma série de cinco outros)para atingir uma ampla gama de leitores, mas não foi minha intenção escrever um "paper" para uma revista especializda. Para isso, eu creio, há outros veículos mais adequados.

Suas observações são pertinentes e você tem razão em apontar todas essas variações de possíveis traduções.

No entanto,como indiquei no artigo, tomei como base a Bíblia de Jerusalém, um texto
reconhecidamente de bom nível e de fácil acesso. Eu recorro aos textos gregos ou latinos para resolver minhas dúvidas pessoais, que são muitas e frequentes, mas nao tenho intençao de fazer análises a partir exclusivamente deles.

Veja, por exemplo,que faço alusão à tradução literária "levantado", que talvez coincida com sua análise linguística.

Mais que uma discussão pessoal entre nós dois, creio que artigos seus apresentando interpretações diversas da minha poderiam ajudar a esclarecer mais a nós mesmos e aos leitores interessados no assunto.

Ainda mais, esses artigos poderiam enriquecer o debate, porque seriam textos para serem analisados com calma e reflexão. E como o que você escreve é sempre muito bem pesquisado, todos ganharíamos.

Obrigado pela paciência!

Tarciso.

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 13/03/2007

report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
Concordo com o Tarciso
escrito por Administrador , 25 março 2007
Aíla

Realmente eu concordo com o Tarciso, o nível para o qual você está conduzindo a discussão está mais apropriado para o Fórum da MPHP - http://www.mphp.org/forum/index.php ou como ele mesmo disse para um artigo resposta.

Abraços
Administrador
MPHP

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 13/03/2007
report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
...
escrito por Aíla , 25 março 2007

Olá Sr Tarciso

Eu não estou aqui como especialista, até agora fiz apenas uma pergunta sobre o título de seu artigo. Eu acho muito bom que alguém ligado à ciência e não a religião escreva sobre Jesus, mas pesquisar na bíblia e nos documentos pontifícios significa entrar num mundo de significados
diversos daqueles usados cotidianamente ou em outras áreas do conhecimento. Tudo o que pedi foi que o Sr definisse o que é ressurreição para os primeiros seguidores do Nazareno.

Na verdade não estou apenas apontando variações de possíveis traduções, estou perguntando pelo significado que o autor do texto bíblico quis assumir e passar para seus leitores.

A Bíblia de Jerusalém (BJ) é, de fato, uma boa tradução. E é claro que a BJ traz em seus texto a expressão "ressuscitou dos mortos", o que eu pergunto é; o que significa esta expressão para os primeiros cristãos? A questão não é o que está escrito, mas o significado do
que está escrito. Ressuscitado significa apenas "levantado", "aclamado".
Minha pergunta é pelo significado dado a estas palavras. Não estou tentando substituir o termo "ressuscitado" por "levantado" nas edições da bíblia, não é este o caso. Quero saber é que idéia o autor quis passar com o uso do termo.

E penso que uma conversa entre nós seria mais frutífera do que se eu escrevesse uma artigo, é conversando que a gente se entende. Obviamente isto só será possível se o Sr aceitar o meu convite para participar do fórum. Estou lhe fazendo perguntas sobre o seu texto, aliás, até agora fiz apenas uma pergunta e sobre uma das palavras que constam no título do seu artigo.

Se no comentário anterior eu toquei na expressão testemunha ocular foi porque entendi ser esta a mola mestra de seus argumentos no artigo. Eu apenas pergunto se uma expressão que aparece apenas duas vezes na bíblia em português, e além disso, colocada pelo tradutor, já que não consta no texto original, seria a melhor premissa para embasar seus argumentos.

Ainda nem conversamos sobre o termo "testemunha" que no sentido teológico tem outra conotação que não aquela usada nos tribunais.

Eu o convido a participar do fórum, senão, infelizmente vou parar por aqui com meus comentários sobre seu artigo. Ainda assim acho que o público em geral merece saber o que o texto bíblico entende por:

Testemunha (literalmente: mártir), ressurreição (literalmente:elevação, aclamação) ocular (literalmente: lançar o próprio olhar,opinar, dar seu ponto de vista).

Para finalizar eu queria destacar o seguinte parágrafo do seu artigo:

"Entretanto, o que se percebe no texto, no subtexto e no contexto é que quando se diz que Jesus havia ressuscitado, deve-se entender que ele havia sido elevado (literalmente "levantado") a um nível superior, que agora ele passara a desfrutar de status especial junto ao Pai".

Até breve e obrigada

Nota da MPHP: Comentário originalmente postado em 13/03/2007

report abuse
vote down
vote up
Votes: +1
Comentários recolocados
escrito por Administrador , 25 março 2007
Aos visitantes
Devido a um problema técnico causado por um erro de operação tive que recolocar alguns comentários que foram, inadvertidamente, deletados por mim. Todos estes comentários recolocados ficaram na data de 25/03/2007, quanto a isto nada posso fazer, a não ser indicar dentro do próprio texto,em uma nota P.S.,a data em que foi o comentário foi, originalmente, postado o que foi feito.

Minhas desculpas

Administrador
MPHP
report abuse
vote down
vote up
Votes: +1
Voltando ao tema do Sudário . . .
escrito por Aloízio Monteiro de Oliveira , 25 março 2007
Quero esclarecer que Holger Kersten et al, no livro "A Conspiração Jesus", mostra que o teste do carbono 14, realizado em 1982, no Sudário de Turim, foi uma burla.

Segundo eles, houve um momento em que os encarregados do teste trocaram os farrapos de pano que foram enfiados nos tubos de aço para queima, retirando os pedaços da tira de linho que saiu do Sudário e colocando nos tubos alguns pedaços de pano que foram retirados da manta de S. Luís, que é do Século XIII. Segundo eles, isso foi uma manobra da Igreja.

Assim, se o teste foi uma burla, continua válida a tese de que Jesus pode ter sido retirado com vida da cruz, como afirmou o criminologista.

Abraços.

AloízioMonteiro, 57
Natal/RN, Brasil

report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
...
escrito por Aíla , 18 maio 2007
"Assim, se o teste foi uma burla, continua válida a tese de que Jesus pode ter sido retirado com vida da cruz, como afirmou o criminologista".

Ou então, a outra opção é que Jesus não tenha sido sepultado, como acontecia a todo crucificado e como eu já mostrei no meu post no fórum desse site. E não precisa fazer conjeturas e imaginar propinas e nem coisas assim que não podem ser provadas. A coisa é simples:
- Roma não permitia que os crucificados fossem sepultados
- Os judeus não permitiam que um crucificado recebesse os funerais previstos pela religião
- José de Arimatéia não era parente de Jesus, logo, não poderia pedir o corpo dele. Não havia túmulo cavado na rocha perto do local da crucificação porque era um local impuro. E nunca existiu a cidade de Arimatéia.

Não há sudário porque não houve sepultamento de Jesus. E não houve sepultamento porque não se sepultam crucificados. Simples, sem gasto de dinheiro para subornar desde os soldados até o Pôncio Pilatos.

report abuse
vote down
vote up
Votes: +1
Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
smaller | bigger

security image
Escreva os caracteres mostrados


busy
 
< Anterior   Seguinte >

Recomendar a MPHP

Fala para um amigo Seu nome:

Seu e-mail:

E-mail do seu amigo: