Tiago, o irmão de Jesus - Parte 1 PDF Imprimir E-mail
 

Mário Porto

1.INTRODUÇÃO

Este ensaio pretende servir como o piloto do conteúdo a ser desenvolvido em um livro sobre Tiago, o irmão do Senhor. Todos os componentes a serem desenvolvidos encontram-se neste ensaio dividido em duas partes e cobrindo desde a infância conjunta de Jesus e Tiago até o martírio e legado de Tiago.

Quando falamos dos irmãos de Jesus a reação muitas das vezes é de perplexidade ainda mais se mencionarmos a posição delegada a Tiago, pelo próprio Jesus na liderança da Igreja Primitiva quando então a exclamação bem comum é a que representa desconhecimento de que Jesus teria tido algum irmão.

O Novo Testamento se refere a sete pessoas, não necessariamente diferentes, com o nome de Tiago.

  • a) Tiago, filho de Zebedeu, um dos doze apóstolos;
  • b) Tiago, filho de Alfeu, igualmente um dos doze (Mt 10:3/Mc 3:18/Lc 6:15/ Atos 1:13); 
  • c) Tiago, irmão do Senhor (Mc 6:3/Mt 13:55/Atos 12:17;15:13 e 21:18/Gl. 1;19;2:9 e 2:12/ 1 Co 15:7);
  • d) Tiago Menor, mencionado nas narrativas da Paixão (Mc 15:40 e 16:1/Mt 27:56/Lc 24:10);
  • e) Tiago, o pai ou irmão de um dos doze, chamado Judas (Lc 6:16/Atos 1:13);
  • f) O autor da epístola de Tiago (Tg 1:1);;
  • g) O irmão do autor presumido da epístola de Judas (Jd 1:1)  

Desta relação podemos destacar três personagens mais importantes.

Tiago, filho de Zebedeu, Tiago Maior, é o santo reverenciado na Espanha no caminho de Compostela a partir da lenda de que seus restos mortais teriam sido levados para a Galiza, no lugar de Compostela (depois chamado, em sua honra, Santiago de Compostela).

Tiago, filho de Alfeu, também denominado Tiago Menor, identificado na lista dos doze apóstolos e considerado para muitos estudiosos não como irmão mas como primo de Jesus, seguindo a Teoria Jerominiana (Jerônimo séc. IV - EC), teoria esta que tem como objetivo maior preservar a virgindade perene de Maria. 

E finalmente Tiago, chamado "O Justo" e qualificado nos evangelhos e na Epístola aos Gálatas como irmão do Senhor tendo tido papel proeminente na Igreja Primitiva.

Tiago Menor é identificado por grande parte da Igreja Católica como sendo Tiago, o irmão do Senhor tornando-os uma só pessoa. No entanto, a maioria dos estudiosos do NT não segue esta idéia e Tiago "Menor" e Tiago "O Justo", irmão do Senhor, são considerados pessoas diferentes sendo que o último não foi apóstolo durante o ministério de Jesus. A maioria dos exegetas não faz mais esta identificação embora ela tenha sido sedimentada durante muitos anos entre os fiéis católicos. 

Para tornar bem claro o objeto de nosso estudo, o Tiago de quem vamos tratar é exatamente Tiago "O Justo" que é apresentado no Novo Testamento várias vezes com a qualificação de irmão de Jesus (Mc 6:3, Mt 13:55, Gl. 1:19). Não é o Tiago Maior filho de Zebedeu, pois este pereceu assassinado por Herodes Antipas pouco tempo depois de Cristo, e não é o Tiago Menor, filho de Alfeu, pois este teve muito pouca proeminência na Igreja Primitiva. Como já dissemos acima, é preciso deixar claro que esta controvérsia não está totalmente resolvida e autores importantes como Eisenman [5] identificam Tiago Menor como o Tiago "O Justo" de que estamos tratando.

No entanto, identificar o chamado Bispo de Jerusalém ou o irmão do Senhor com o chamado Tiago, filho de Alfeu, não me parece relevante visto como já dissemos Tiago, como filho de Alfeu teve pouca proeminência na Igreja Primitiva.

2. Infância e Adolescência com Jesus - Educação

Pensar em Tiago, "O Justo" traz logo a idéia da possibilidade dele, um pouco mais novo, ter crescido e desenvolvido sua infância e adolescência ao lado de Jesus nos arredores da cidade esquecida de Séforis que não foi mencionada no Novo Testamento e, portanto, não se apresenta nos mapas que comumente constam nos finais dos exemplares de cada Bíblia.

Séforis somente se mostrou para nós com as escavações que começaram na década de 80 do século 20.

Neste ensaio, estamos assumindo a teoria Helvidiana pela qual Tiago é considerado irmão sanguíneo de Jesus e filho de José e Maria, assim como o são seus outros irmãos e irmãs.

O esplendor de Séforis na época do Cristo, transformada pelos herodianos no centro administrativo de todas a região, dominava toda a região contrastando com a realidade de hoje quando a Nazaré moderna é a maior cidade árabe de Israel enquanto Séforis são apenas ruínas à distância.

Existiria a Nazaré de então como uma pequena vila de cerca de 200 a 500 habitantes como defendem alguns estudos arqueológicos de orientação católica ou seria Nazaré do ponto de vista histórico e arqueológico apenas uma cidade ou vila criada pela teologia? Baseando-se nas conclusões das escavações do franciscano Bellarmino Bagatti sobre Nazaré, desprezando aquelas destinadas a criar uma peregrinação cristã ao local da aldeia, Meyers & Strange afirmam que após uma nova fundação no século II a.E.C. “ a aldeia tinha menos de 200 anos no século I. (Rev2 Ago08) 

O nome Nazaré não é mencionado fora do NT nem por Josefo, quando ele lista 45 cidades da Galiléia, nem no Talmude que se refere a 63 cidades na Galiléia, [9] mas isso não significa que a aldeia não existia apenas que deveria ser muito pequena. A questão da real existência da aldeia provoca mais dúvidas do que certezas ainda mais se considerando que o termo Nazareno possa ser oriundo de uma tradução errada de um antigo movimento ascético dentro do judaísmo, os nazoreus, que pode estar relacionado com a seita dos Ebionitas. (Rev 2)

No entanto, podemos conviver com a idéia de que Jesus nasceu e cresceu junto com seu irmão Tiago próximo à região de Séforis na Galiléia.

A suposição mais aceita é de que a família de José e Maria era pobre e esta idéia vem da qualidade da oferenda que sua família fez ao santuário do Templo, "um par de rolas ou dois pombinhos", quando se completaram 40 dias do nascimento de Jesus, segundo o relato de Lc. 2:24.

Que tipo de educação poderiam ter recebido Jesus e Tiago de seus pais?

Qual a condição financeira de José?

Aqui novamente uma imprecisão de tradução nos parece encaminhar para outra incerteza, visto que a tradução "filho do carpinteiro" encontrada em Mt. 13:55 pode estar equivocada ou pelo menos não no sentido mais adequado empregado para a palavra. O apócrifo Proto-evangelho de Tiago, do século I, se refere a José como "um construtor de edifícios". Pedra e não madeira era usada na construção das moradias, a madeira era usada para vigas de telhado, portais e portas. Segundo James Tabor [1], a palavra "tekton" no contexto social cotidiano da Galiléia era algo semelhante a um operário diarista, quem sabe um pedreiro ou um artesão. Jesus e Tiago atingiram a adolescência no auge das atividades em Séforis e quando estavam nos seus 20 anos foram testemunhas do surgimento, a poucas milhas dali, da nova cidade de Tiberíades fundada por Herodes Antipas e da própria reconstrução de Séforis.

O desprezo demonstrado por Jesus em relação a Antipas e tudo que fosse proveniente dele podem ser reflexo dos anos de exploração e trabalho árduo exigido à sua família.

Teria José auxiliado por seu filho trabalhado nesta construção se deslocando, diariamente, de algum vilarejo (Nazaré?) próximo a Sefóris, quem sabe acompanhado por seus dois filhos mais velhos? Bernheim [2] aponta que as parábolas de Jesus nos revelam algo de muito familiar com os mecanismos de economia monetária que a família tinha que exercitar em suas andanças.

O centro cívico e religioso de um povoado judaico era a Sinagoga. Na pequena vila aonde vivia a família de José, tenha ela o nome de Nazaré ou não, não parece provável que lá existisse uma Sinagoga com Beit Midrach (casa de aprendizagem ou estudo).

Teriam Jesus e Tiago freqüentado uma Sinagoga em Séforis? Não sabemos e nem temos registros arqueológicos [3] de Sinagogas em Séforis antes do período Talmúdico (70 AEC - 500 EC), mas não é impossível que existissem.

Por volta dos seis anos os meninos ingressavam na Beit Sefer - Casa do Livro. Numa aldeia pequena esta escola é um pequeno cômodo na Sinagoga. Seria interessante imaginar Jesus carregando seu irmão menor para deixá-lo em uma Beit Sefer enquanto ele próprio estava mais adiantado. Tiago como os outros meninos, logo aos seis anos começou a aprender a Torah, com mais dois anos passou para o Beit Talmud aonde lhe foram ensinadas as tradições orais. Com a idade de 12 ou 13 anos deixou o beit Talmude já conhecendo todo o Velho Testamento. Somente os mais interessados entre os melhores continuavam a estudar a Torah após os quinze anos, enquanto os demais eram iniciados nos negócios da família ou eram encaminhados a outras atividades profissionais. Os que eram conduzidos a Beit Talmud ou Midrash - Casa de Estudo, eram chamados talmidim e ficavam sob os cuidados de um mestre da lei em uma Beit Midrach. Aquela era uma seleção rígida. Os rabinos avaliavam criteriosamente cada candidato. Um talmidim deixava para trás seu pai e sua mãe, os negócios da família, sua sinagoga e seus amigos para se entregar de corpo e alma a seguir seu rabbi. O objetivo final não era apenas aprender o que o rabino sabia ou dominar o que o rabino sabia fazer. O objetivo de um talmidim era se tornar igual ao seu rabbi.

O fato é que se tributarmos a Tiago a autoria posterior da epístola que leva seu nome, o documento do Novo Testamento composto com o grego mais culto de todos, teremos que reconsiderar o nível sociocultural da família de José e o tipo de educação que Jesus e Tiago receberam ou então considerar a possibilidade da existência de um secretário redator da epístola.

Isto nos leva novamente a considerar a possibilidade de Séforis ser o centro cultural em que Jesus e Tiago possam ter construído seu conhecimento. (Rev3 Set08)

No  entanto, existem estudiosos que nos lembram que não podemos ver a antiguidade com os nossos olhos. A antiguidade dependia menos do livro, o que quer dizer que quem habitasse aldeias como Nazaré não seria, necessariamente, inculto, pois ali passava o Caminho do Mar, um ramo da Rota da Seda (a estrada central do mundo antigo). Uma pessoa vivendo nessa "pobre e apagada aldeia" teria perfeito acesso à cultura do mundo conhecido. Pois era pelas "caravanas" que o saber se difundia (cf. Paulo Dias, historiador, membro da Lista JesusHistorico) [7]. (Rev1 Ago08)

O mais correto na falta de fontes que nos permitam elucidar a educação recebida por Tiago é supor que ele tenha tido uma educação similar à de Jesus sobre a qual podemos deduzir algumas conclusões retiradas dos evangelhos. Várias passagens sugerem que Jesus conhecia o hebraico e seu conhecimento sobre as Sagradas Escrituras parece ter sido muito bom haja vista seus debates com os fariseus, escribas e saduceus.

A análise da educação de Tiago pelos textos que lhe são atribuídos é bastante complexa uma vez que sobre a epístola de Tiago, escrita em excelente grego, pairam dúvidas com relação à autenticidade de sua autoria. O discurso de Tiago no famoso Conselho de Jerusalém foi realizado com base nas escrituras demonstrando um bom conhecimento da Bíblia Hebraica. A autoridade de Tiago na Igreja Primitiva pode ter sido obtida em função de seu conhecimento das escrituras e o protesto dos fariseus quando de sua morte pode significar um respeito à sua formação farisaica.

3.Tiago, um Incrédulo?

Seria Tiago um incrédulo durante o ministério de Jesus?

O período que vai do nascimento de Jesus até o seu ministério público é também um período no qual nada sabemos sobre Tiago. Não sabemos, embora possamos inferir, se estava com Jesus quando este iniciou o que poderíamos chamar de uma campanha de batismo com João Batista, provavelmente na primavera de 27 EC.

Jo 3:22  Depois disto, foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judéia; ali permaneceu com eles e batizava.

Jo 3:23 Ora, João estava também batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e para lá concorria o povo e era batizado.

Não é improvável que estivesse acompanhando Jesus e João Batista, afinal o rito do batismo estava inserido entres os ritos judaicos e é importante notar que João não introduziu o batismo no conceito judaico, este já era uma cerimônia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimônia, além da conversão dos gentios, aos próprios judeus, causando assim muita polêmica.

Seu reaparecimento tangível se dá, primeiramente, em Atos 12:17, quando logo após a saída de Pedro da prisão se mostra como líder da Igreja no famoso Conselho de Jerusalém em Atos 15 e se apresenta de forma marcante nas epístolas de Paulo. Uma passagem na Primeira Epístola aos Coríntios é considerada pelos cristãos como expressão de sua conversão em relação à sua incredulidade enquanto Jesus era vivo.

As evidências desta incredulidade estão presentes em Marcos e João.

Em Mc. 6:3 quando o povo da cidade natal de Jesus se admirava com a sabedoria de Jesus e disseram:

Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele.

O evangelho de Marcos (Mc 3:20-21 e 3:31-35) não economiza argumentos na identificação desta incredulidade enquanto Mateus (Mt 12:46-50) e principalmente Lucas (Lc. 8:19-21) amenizam esta incredulidade lembrando que estes dois últimos são os evangelhos que introduzem o nascimento virginal de Jesus e deixam claro o conhecimento de seu destino excepcional e seria incompreensível demonstrar ceticismo e hostilidade à família. Em João (Jo 7:1-10 combinado com Jo 2:23-25 e Jo 6:60-66) talvez tenhamos o esclarecimento final deste problema, pois neste evangelho a hostilidade aos irmãos não é muito clara e temos que nos lembrar que o texto foi escrito depois da liderança de Tiago na Igreja Primitiva e depois do seu próprio martírio sendo que nada que possa caracterizar uma conversão é relatada.

A partir deste dado precisamos olhar a hostilidade à família sob outra perspectiva, pois nada no Evangelho de João nos faz pensar que Tiago e seus irmãos não acreditassem na excepcionalidade da pessoa de Jesus. Enxergavam nele o profeta messiânico que iria restaurar Israel, mas não o viam na medida maior em que o próprio Jesus se via.

Nesta diferença de visão estão contabilizadas as divergências que acabaram caracterizando o grupo judaizante ou fiel ao judaísmo e que se manifestaram entre a comunidade joânica e os judeu-cristãos do qual Tiago era o maior expoente.

Estas mesmas diferenças podem ter causado a traição de Judas na medida em que após o episódio dos vendilhões do templo houve o conseqüente recolhimento de Jesus ao invés da invocação de seus anjos para ajudá-lo a combater o jugo romano. Judas na sua visão tradicional do messianismo percebeu que a missão de Jesus como o Messias de Israel havia falhado, considerando mesmo que Jesus era um mistificador e embusteiro e para isto o procedimento padrão era denunciá-lo para as autoridades romanas.

Não sabemos exatamente quando e de que maneira estas divergências foram expostas, mas a narrativa de Marcos (Mc. 3:20-21 e Mc. 3:31-35) deixa claro que elas o foram. Talvez o grupo de Tiago, sendo composto de judeus profundamente piedosos e tradicionalistas, teria ficado chocado com o radicalismo da mensagem de Jesus que culminaria com as palavras proferidas na eucaristia que deixaria qualquer judeu piedoso surpreendido.

Portanto, esta incredulidade causadora do mal estar familiar pode ter sido manifestada em conversas particulares entre Jesus e Tiago sem que estas afetassem o destino que Jesus reservasse a seu irmão na liderança de seu povo, possivelmente, cônscio de que conseguiria converter Tiago para o seu conceito messiânico, um destino que segundo Eusébio, "ele obteve pelo superior mérito de sua virtude". [4]

[1] Tabor, James , A Dinastia de Jesus, Ediouro, 2006

[2] Bernheim, Pierre-Antoine, Tiago, o irmão de Jesus, Record, 2003

[3] Excavation at Sepphoris http://www.colby.edu/rel/archaeology/Israel.htm

The USF Excavation at Sepphoris http://www.centuryone.org/sepphoris-site.html

Tzipori, Archaeology http://www.jewishmag.com/32MAG/zippori/zippori.htm

[4] Cesaréia, Eusébio, História Eclesiástica,Fonte Editorial, 2005

[5] Eisenman, Robert, James , The Brother of Jesus,Watkins Publishing,2002

[6] Nunes, Danillo, Judas Traidor ou Traído, Record, 1968

[7] Lista de discussões JesusHistorico

[8] Meyers, Eric & Strange, James, Archaelogy, the Rabbis, and Early Christianity.

[9] Crossan, Dominic John, O Jesus histórico


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Comentarios (2)add
tiago
escrito por tatapotaba , 24 abril 2008
Interessante e oportuno o ensaio de ensaio sobre Tiago, o obscuro irmao do Senhor. Pouco sabems sobre essa figura historica que pode ter mais importancia do que normalmente se pensa. Gostaria que o autor fizesse mais claras as distinçoes entre Jesus e Cristo, para nao misturar os conceitos. Aqui, parece-me, a enfase seria no JH. Também ajudaria muito o leitor atento se o autor esgostasse cada assunto, antes de passar para outro. Também ajudaria se calçasse cada afirmação biblica com sua respectiva citação de uma biblia conhecida. Parabens por ter coragem de enfrentar este espinhoso tema, que pode leva-lo a conclusoes totalmente inesperadas...
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Tiago
escrito por Mario Porto , 24 abril 2008
Obrigado Tarciso pelo comentário.
Realmente refiro-me ao Jesus Histórico não ao Cristo Joanino ou Paulino. Vou verificar os pontos em que isto pode ser tornado mais claro e aonde devem ser inseridas citações da Bíblia.
Quanto a esgotar o assunto gostaria que você exemplificasse, pois como o nome diz este é um ensaio que não pretende esgotar o assunto e servir de base, ai sim, para um livro aonde os temas serão esgotados.

Abs.

Mário Porto
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