Acreditamos inteiramente nas palavras de Edgar Morin, historiador, sociólogo e filósofo e um dos maiores pensadores do século XX quando ele afirma:
"Em um certo sentido sou fruto da cultura universitária; em outro minha indisciplinaridade e minha transdisciplinaridade me fizeram ser condenado pelo alto mandarinato durante décadas. Quanto desdém me valeu, entre educadores, meu desejo de me educar!".
Exposamos a mesmas idéias quanto à junção das culturas humanística e científica quando ele também afirma:
"Da mesma forma que eu quis estabelecer a comunicação, nunca pude me isolar na sociologia fechada, na antropologia fechada, na filosofia fechada ou na ciência fechada. Assim, cheguei a fazer naturalmente a ponte entre a cultura humanística e a cultura científica. Ao longo destes anos, não acumulei uma verdadeira cultura científica, isto é, que tenha passado pelos departamentos de ciências nas universidades e que respeitasse cortes disciplinares. Pelas vias de penetração das "três teorias", eu quis me aproveitar de noções estratégicas e de idéias-chave, procurei compreender suas abrangências, tentei problematizar, unir e refletir. Em suma, eu quis introduzir a cultura humanística na cultura científica e a cultura científica na cultura humanística, para um diálogo que modifique uma e outra."
Morin conclui de forma brilhante que "A cultura humanística e a cultura científica separadas são duas sub-culturas."