N.E.O : Probabilidade maior do que ZERO PDF Imprimir E-mail

Objetos Próximos da Terra

(Near Earth Objects) 
deep_impact

 
 

1.0 INTRODUÇÃO

Este texto, até o item 2.5, é uma tradução, mais ou menos livre, do "Spaceguard Survey Report" produzido pela NASA em 1981.

 

Desde a sua formação a Terra vem sendo bombardeada de poeira cósmica, na forma de asteróides, meteóros e cometas, que se chocam com esta a  velocidade de dezenas de quilômetros por segundo. Enquanto a atmosfera nos protege dos impactos de objetos menores do que 50 m em diâmetro, os maiores que este limite, podem causar explosões maiores que as mais potentes bombas atômicas já detonadas pelo homem. Objetos maiores que um quilômetro de diâmetro são capazes de causar danos ambientais globais, com riscos de destruição em massa da vida humana e podendo levar à extinção da nossa civilização.
Evidências geológicas sugerem que, embora ocasionalmente raros, grandes impactos já conduziram à extinção de seres vivos. O impacto em Júpiter, em julho de 1994, de fragmentos do cometa Soemaker-Levy 9,  profusamente, observados pela comunidade astronômica,  liberaram uma quantidade de energia  mensurada na casa dos milhões de megatons de TNT e geraram no planeta bolas de fogo e nuvens escuras, tão grandes quanto a Terra. Esses eventos, foram objetos de estudos visando a determinação dos efeitos que os grandes impactos poderão causar.
A comunidade científica começou a dar atenção a estes perigos quando, em 1980, Luis Alvarez e outros propuseram que estes impactos e a resultante nuvem de poeira, que se segue ao choque, já foram causa da extinção em massa das formas de vida na Terra, terminando com a era dos dinossauros (Alvarez e outros 1980). Trabalhos adicionais e ampla discussão na literatura científica despertaram e disseminaram o interesse do público. Em 1981, a NASA organizou o seminário "Collision of Asteroids and Comets with the Earth: Phisical and Human Consequences" em Snowmass, Colorado (13-16 de julho de 1981).
Em resposta à passagem próximo da Terra do asteróide 1989FC, O Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA, 1990) recomendou estudos para aumentar a taxa de deteção dos chamados "Near-Earth Asteroids" e de como prevenir que estes objetos se chocassem com a Terra. Esta autorização foi dada à NASA no orçamento de 1990.
Na autorização do orçamento da NASA de 1990, está incluído o seguinte texto:

 

  "The Committee believes that it is imperative that the detection rate of Earth-orbit-crossing asteroids must be  increased substantially, and that the means to destroy or alter the orbits of asteroids when they threaten collision  should be defined and agreed upon internationally.

"The chances of the Earth being struck by a large asteroid  are extremely small, but since the  consequences of such a collision are extremely large, the Committee believes it is  only prudent   to assess the nature of the threat and prepare to deal with it. We have the technology to detect  such asteroids  and to prevent their collision with the Earth.

 

" The Committee therefore directs that NASA undertake two workshop studies. The first would  define a program for dramatically increasing the detection rate of   Earth-orbit crossing asteroids;  this study would address the costs, schedule, technology, and equipment required  for the definition  of the orbits of such bodies. The second  study would define systems and technologies to alter the orbits  of such asteroids or to destroy them if they should pose  a danger of life on Earth. The Committee  recomends  international participation in these studies and suggests that  they be conducted within a year of the passage of  this legislation"

2.0 Os Perigos dos Impactos Cósmicos

Através da história a Terra tem sido atingida por um número incalculável de asteróides e cometas. Pequenas partículas, continuamente, atingem a atmosfera superior do planeta onde eles são consumidos pelo atrito com o ar, meteóros não maiores do que uma ervilha e com massa de aproximadamente 1 grama, são vistos   nas noites escuras ao riscarem o céu. Milhares de meteoritos, tipicamente, pesando alguns quilos de massa caem, anualmente, no solo sem causar grandes danos e passando despercebidos. Em raras ocasiões é noticiado que um meteorito atingiu um telhado, embora não se tenha registro de vítimas humanas fatais.
Um evento mais sério aconteceu na Sibéria , em 1908, quando um fragmento cósmico se desintegrou na atmosfera, sobre Tunguska,  liberando uma energia de mais de 10 megatons de TNT
 
 

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Figura 1(clique para aumentar a foto)

Em 30 de junho de 1908 às 07:40hs um projétil cósmico explodiu sobre o céu da Sibéria derrubando 2.000 Km2 de florestas na região de Tunguska. Se um evento semelhante tivesse acontecido sobre áreas populosas, teria matado centenas de milhares de pessoas e causado um prejuízo da ordem de bilhões de dólares. Photograph  courtesy of Smithsonian Institution,Art courtesy of John Pike

Mas mesmo o evento de Tunguska pode ser considerado pequeno, nosso maior interesse se situa no impacto de objetos maiores, do que pelo menos 1 km de diâmetro que embora raros causam danos globais à vida na Terra, tornando alta a sua importância a despeito de sua baixa probabilidade de ocorrência.
No Brasil , também tivemos, em 1931, um evento similar.
Neste texto examinaremos o risco do impacto de objetos de vários tamanhos, podendo ser objetos do tipo asteróides ou do tipo cometas, pouco importando para os efeitos, a constituição física do objeto. Chamaremos estes objetos, coletivamente, de NEOs (Near Earth Objects).
 

2.2 O Relacionamento do Risco com o Tamanho do Objeto

Objetos pequenos, relacionados com meteoritos, dissipam sua energia na atmosfera superior e não tem efeito direto na superfície. Somente quando o objeto possui diâmetro maior do que 10 m é que ele começa a representar perigo para a humanidade. O dano pode ser dividido em três abrangentes categorias que dependem do tamanho ou da energia cinética do bólido.

  • O objeto é destruído na atmosfera antes de atingir a superfície; a maior parte da energia é consumida na atmosfera, resultando, basicamente, em efeitos locais.

  •  
  • O objeto atinge a superfície suficientemente intacto para produzir uma cratera; os efeitos ainda são, basicamente, locais embora ácido nítrico e poeira possam ser levados a grande distância; ocorrência de grandes ondas (tsunami) se o objeto cair no mar.

  •  
  • Grandes crateras são formadas, gerando poeira suficiente para encobrir a luz solar por um grande período de tempo e causar substanciais mudanças climáticas, somadas a efeitos devastadores na região do impacto.

  •  Categoria 1: Objetos de 10 m a 100 m em diâmetro.

    Corpos de dimensões situadas na extremidade menor deste intervalo, interceptam a Terra a cada década. Corpos de 100 m de diâmetro ou maiores, na média, chocam-se com a Terra várias vezes por milênio. A energia cinética de um projétil de 10m viajando numa velocidade de entrada na atmosfera de 20 km/s é de, aproximadamente, 100 quilotons de TNT, equivalente a várias bombas do porte da de Hiroshima. A energia  cinética de um corpo de 100 m em diâmetro é equivalente à energia explosiva de 100 megatons, comparável àquela produzida pelos maiores artefatos termonucleares existentes.

    Relativamente aos projéteis de 10m, somente raros projéteis de ferro ou rocha-ferro alcançam o solo com uma fração de sua velocidade de entrada suficiente para produzir crateras, como aconteceu em Sikhote-Alin região da Sibéria em 1947.
    Corpos rochosos são esmagados e fragmentados durante a desacelaração na atmosfera e os fragmentos resultantes são, rapidamente, freiados até a velocidade de queda livre, enquanto a energia cinética é transferida para a atmosfera na forma de onda de choque. Parte da energia da onda de choque é liberada numa explosão de luz e calor (chamada bola de fogo meteórica) e parte é transportada em uma onda mecânica. Geralmente, estas rupturas de 100-kilotons ocorrem bastante altas na atmosfera, de maneira que nenhum dano é causado no solo, embora a bola de fogo possa atrair atenção até a distâncias de 600 quilômetros ou mais e a onda de choque possa se ouvida e mesmo sentida no solo.

    Com o aumento do tamanho, os projéteis-asteróides alcançam, progressivamente, níveis mais baixos na atmosfera antes da ruptura, e a energia transferida para a onda de choque é, correspondentemente, maior. Existe um limite, onde tanto a energia irradiada no choque, quanto a pressão na onda de choque, produzem danos. Um exemplo histórico, é o evento de Tunguska em 1908, onde um corpo de talvez 60 m em diâmetro destruiu-se na atmosfera a uma altitude de cerca de 8 km. A energia liberada foi de cerca de 12 megatons, se estimada pelas ondas de ar registradas em barógrafos na Inglaterra, ou talvez 20  megatons, se estimada pelo raio de destruição. A floresta Siberiana foi quase, integralmente, derrubada num raio de 20 km do ponto final da trajetória da bola de fogo e algumas árvores foram afetadas até uma distância tão grande como 40 km. Evidências circunstanciais, sugerem que a ignição do fogo deu-se até 15 km do ponto final da trajetória. Os efeitos combinados foram similares àqueles esperados em uma explosão nuclear numa altitude semelhante, exceto, naturalmente, pela ausência de liberação de neutrons, raios gama ou qualquer radiação remanescente. Se um evento tipo Tunguska acontecer hoje, sobre uma área densamente povoada,  a perturbação no ar será como a de uma bomba de 10-20 megatons: prédios serão derrubados numa área de 20 km de raio e o material inflamável exposto, entrará em ignição perto do centro da região devastada.

     Categoria 2: Objetos de 100 m a 1 km em diâmetro.

    Asteróides rochosos ou de composição metálica maiores do que 100 m em diâmetro, podem alcançar o solo intactos e produzir uma cratera. O tamanho limite depende da densidade do projétil, sua velocidade e ângulo de entrada na atmosfera. Evidências de registros geológicos de crateras de impacto bem como a teoria, sugerem que na média objetos rochosos maiores do que 150 m em diâmetro, formam crateras. Eles se chocam com a Terra uma vez em cada 5000 anos e se o alvo for  em terra, produzem crateras de cerca de 3 km de diâmetro. Um cobertor contínuo de material ejetado destas crateras, cobre uma área de cerca de 10 km em diâmetro. A zona de destruição se estende bem além desta área, onde prédios serão avariados ou derrubados pela onda de choque atmosférica e em diferentes direções, pelos detritos lançados. Entratanto, a área total de destruição  não é, necessariamente, maior do que no caso da ruptura atmosférica, visto que muito da energia do objeto é absorvida pelo solo, durante a formação da cratera. Assim, os efeitos dos eventos formadores de crateras pequenas ainda são, basicamente, locais.

    Na direção da extremidade final deste intervalo de tamanhos, a energia equivalente em megatons excederia, enormemente, o que já foi estudado em cenários de guerra nuclear tornando difícil estar-se seguro sobre os efeitos. Extrapolações dos eventos menores sugerem que a zona "local" de avarias poderia envolver estados inteiros ou países, com fatalidades de dezenas de milhões em regiões populosas. Haveria também notáveis conseqüências globais, incluindo alterações na química atmosférica e resfriamento devido a poeira na atmosfera.

    Categoria 3: Objetos de 1km a 5km em diâmetro

    Neste nível de tamanho, é finalmente alcançado o limite no qual o impacto tem sérias conseqüências globais, embora muito trabalho tenha ainda que ser realizado para compreender-se os efeitos físicos e químicos do material ejetado na atmosfera. Em geral, a cratera produzida por esses impactos tem de 10 a 15 vezes o diâmetro do projétil; i.e., 10 a 15 km em diâmetro para um asteróide de 1 km. Estas crateras são formadas nos continentes, uma vez em cada 300.000 anos. Para objetos maiores do que 1 km, o dano principal advém do veio global de poeira injetada na atmosfera. A gravidade dos efeitos globais dos impactos de diâmetros maiores aumenta com o aumento do objeto e da resultante quantidade de poeira injetada. A partir de um certo tamanho, o impacto conduzirá a uma massiva quebra da produção de grãos no mundo todo, ameaçando a sobrevivência da civilização. Com tamanhos ainda maiores, mesmo a sobrevivência da espécie humana estará ameaçada. O que acontece quando um objeto de vários quilômetros de diâmetro, atinge a Terra numa velocidade de algumas dezenas de quilômetros por segundo? Primeiramente, há uma explosão massiva, suficiente para fragmentar e parcialmente vaporizar tanto o objeto, como a área atingida. Um fenômeno meteórico associado com o material ejetado a alta velocidade poderá sujeitar as plantas e animais a um calor abrasador por, aproximadamente, meia hora e uma tempestade de fogo pode então seguir-se. A poeira lançada de um cratera muito grande, conduzirá  a uma total escuridão sobre toda a Terra, que poderá durar por vários meses. A temperatura poderá descer algumas dezenas de graus C. O ácido nítrico, produzido pela queima do nitrogênio atmosférico no impacto da bola de fogo, acidificará os lagos, solos e nascentes e talvez a camada superficial dos oceanos. Meses depois, após a atmosfera ter clareado, vapor d'água e dióxido de carbono liberado para a estratosfera produzirá um profundo efeito-estufa, possivelmente, elevando a temperatura por algumas dezenas de graus C acima das temperaturas ambientais preexistentes. O aquecimento global poderá durar por décadas, uma vez que existem várias realimentações positivas tais como o aquecimento da superfície que aumenta a umidade da troposfera aumentando o efeito-estufa e o aquecimento da superfície dos oceanos que libera dióxido de carbono que também aumenta o efeito-estufa. Tanto os anos iniciais de frio e escuridão, como os anos seguintes de elevada temperatura, agredirão severamente o ambiente e levará a reduções drásticas da população, tanto da vida terrestre como da marinha.
     

    2.3  Tamanho Limite para a Catástrofe Global

    O tamanho limite do objeto que produziria um ou todos os efeitos discutidos acima não é conhecido com precisão. Os registros geoquímicos e paleontologicos tem demonstrado, que um impacto (ou talvez vários impactos seguidos) a 65 milhões de anos atrás de um NEO, de 10-km, resultou na total extinção de, aproximadamente, metade das espécies vivas de animais e plantas (figura 2.3) (Sharton and Ward 1990). Este chamado impacto K-T pode ter excedido 100 megatons de energia explosiva.  Tal extinção em massa de espécies ocorreu muitas vezes nos últimos 100 milhões de anos. Tem sido sugerido, embora não provado ainda, que os impactos foram responsáveis pela maior parte destes eventos de extinção. Sabemos, por evidências astronômicas e geológicas, que impactos de objetos com diâmetros na faixa de 5 km ou maiores, ocorrem uma vez a cada 10 ou 30 milhões de anos.
     

    figure7

    FIGURA 2.3. Uma fina e brilhante camada de argila menor do que uma polegada de espessura (na direção do final do cabo do martelo de rocha, separada do espesso e brilhante arenito por um estreito veio de carvão) assinala os detritos do catastrófico evento da era Cretácea a 65 milhões de anos. O afloramento aqui, é mostrado próximo a Madrid, Colorado. Fotografia por Alan Hildebrand.
     

    Somando-se a todas as variáveis que conhecemos (local do impacto, época do ano) e às incertezas nas conseqüências físicas e ecológicas, existe a questão de quão resiliente seria nossa agricultura, comércio, economia e organização social, em face a uma catástrofe sem precedentes como esta. Estas incertezas podem ser expressas por uma amplo leque de conseqüências possíveis para um particular tamanho (ou energia) do objeto ou por uma gama de tamanhos de objetos que poderiam produzir uma certa escala de catástrofes globais. Tomamos a segunda abordagem e expressamos as incertezas como a variedade de objetos de tamanhos limítrofes que produziria uma catástrofe global das seguintes proporções:

    * Destruiria a maior parte dos grãos por um ano e/ou
    * Resultaria na morte de mais de um quarto da população do mundo e/ou
    * Teria efeitos globais no clima semelhantes àqueles calculados para o inverno nuclear, e/ou
    * Ameaçaria a estabilidade e o futuro da civilização moderna

    Uma catástrofe que possuísse um, ou todos estes aspectos, seria uma coisa pavorosa, sem precedentes na história, com potencial de implicação nas gerações futuras.
    Para apreciar a escala da catástrofe global que definimos , é importante tornar claro aquilo que não está. Estamos falando a respeito de uma catástrofe de proporções maiores do que as Grandes Guerras, resultante de um impacto com explosão, certamente, maior do que se 100 das mais potentes bombas de hidrogênio já testadas, fossem detonadas de uma só vez.
    Por outro lado, estamos falando de uma explosão bem menor (menos do que 1% da energia) do que o impacto K-T de 65 milhões de anos atrás. Estamos nos referindo a uma catástrofe que ameaçaria a civilização moderna e não de um apocalipse que ameaçasse a espécie humana.
    Qual o tamanho do objeto que levaria a esta magnitude de catástrofe global? Na Near Earth Asteroid Conference, em julho de 1991, em San Jaun Capistrano, Califórnia, a estimativa mais, freqüentemente, discutida para o diâmetro do tamanho limite de objeto causal dos efeitos da catástrofe global foi, aproximadamente, 2 km e este número com certeza está situado entre os limites de 0,5 km e 2 km, talvez  mais perto dos 2 km. Impactos de objetos desse tamanhos ocorrem de uma a várias vezes por milhão de anos.
     

    2.4 Análise do Risco

    Se esta freqüência do impacto limite está correta, então as chances de um asteróide catástrofe ocorrer em futuro próximo - enquanto muito baixa - é maior do que a probabilidade de outras ameaças que nossa sociedade considera com muita seriedade. Para propósitos dessa discussão, adotaremos a estimativa de um impacto catastrófico global a cada 500.000 anos. É importante ter em mente que a freqüência pode ser maior do que esta, embora não mais do que por um fator de dois. A freqüência poderia, igualmente, ser um fator dez vezes menor.
    O risco de um impacto como este acontecer num futuro próximo, é muito baixo mas a natureza do danos é única em nossa experiência. E esta justaposição, da pequena probabilidade de ocorrência contrabalançada com as enormes conseqüências em caso de ocorrência, é que tornam o evento do impacto catastrófico um tema tão controvertido.
     

    Freqüência de impactos de diferentes tamanhos

    Começaremos a direcionar o risco dos impactos cósmicos, estudando as freqüências de eventos de diferentes magnitudes. Impactos pequenos são muito mais freqüentes dos que os grandes, como mostrado na figura 2.4. Esta figura ilustra o intervalo médio entre impactos em função da energia e é derivado dos registros das crateras lunares e outras evidências astronômicas. Para propósitos da discussão, consideramos dois casos: O impacto catastrófico limite definido acima, e para comparação, um impacto classe-Tunguska de um objeto menor, talvez 100 m de diâmetro. Em todos os exemplos dados abaixo, os números são aproximados e são usados  somente para ilustrar as magnitudes gerais envolvidas.

    Para o impacto catastrófico global:

    * Intervalo médio entre impactos: 500.000 anos

    Para o impacto classe-Tunguska

    * Intervalo médio de impacto para toda a Terra: 300 anos
    * Intervalo médio de impacto sobra áreas populosas da Terra: 3.000 anos
    * Intervalo médio de impacto sobre área urbanas do mundo: 100.000 anos
    * Intervalo médio de impacto sobra áreas urbanas dos E.U.A somente: 1.000.000 anos
     
     

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    FIGURA 2.4 Freqüência estimada de impactos na Terra da presente população de cometas e asteróides e evidências das crateras lunares. (clique para aumentar)

    Vemos a partir deste simples cálculo que mesmo para um país enorme como os E.U.A., o impacto classe-Tunguska ocorre menos, freqüentemente, nas áreas urbanas do que o impacto catastrófico global, enfatizando o fato de que os impactos grandes dominam o risco. Este ponto é também tornado claro na Figura 2.5, a qual plota as fatalidades esperadas, por evento, em função do diâmetro ( e energia) do objeto impactante. A figura mostra, esquematicamente, a transição nas mortes esperadas por impacto quando ocorre a transição do limite global para objetos entre 0,5 e 5 quilômetros em diâmetro.
     

    Risco anual de mortes por impacto

    Uma maneira de abordar o risco, é expressar este risco na forma da probabilidade anual que um indivíduo seja morto como resultado de um impacto. Esta probabilidade anual é o produto de (a) a probabilidade de ocorrência do impacto e (b) a probabilidade de que este evento cause a morte de qualquer indivíduo aleatoriamente.

    Para o impacto catastrófico global

    * Intervalo médio entre impactos para a Terra toda: 500.000 anos
    * Probabilidade anual de impacto: 1/500.000
    * Mortes assumidas por impacto: um quarto da população mundial
    * Probabilidade de morte de um indivíduo: 1/4
    * Probabilidade anual da morte de um indivíduo: 1/2.000.000
     

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    FIGURA 2.5 Os grandes impactos dominam o risco, como vê-se nesta indicação esquemática da mortes esperadas por evento como função do diâmetro (e energia) do objeto impactante (C, Chapman) (clique para aumentar)

    Para o impacto classe-Tunguska

    * Intervalo médio entre impactos para toda a Terra: 300 anos
    * Área assumida da devastação e mortalidade total do impacto: 5.000 sq km (1/10.000 da superfície da Terra)
    * Probabilidade anual da morte de um indivíduo: 1/30.000.000

    Assim, vemos que o risco anual é cerca de 15 vezes maior para o grande impacto do que para um impacto classe-Tunguska.
     

    Mortes anuais equivalentes como medida de risco

    Um modo alternativo mas equivalente de expressar-se o risco, é colocá-lo em termos de mortes médias anuais. Enquanto um índice como este é conveniente para comparação com outros riscos, estressamos a artificialidade da aplicação desta abordagem para eventos tão raros. O conceito de mortes equivalentes anuais, somente se aplica a um mundo estritamente estático, no qual a população e a taxa de mortalidade por outras causas não variam com o tempo. O dado é obtido pela multiplicação da população da Terra, pela probabilidade anual de morte, calculada acima. No caso do equivalente em mortes dos E.U.A, levamos em conta a densidade populacional acima da média nos E.U.A.

    Para ao impacto catastrófico global

    * Probabilidade total anual de morte: 1/2.000.000
    * Equivalente de mortes anuais para a população dos E.U.A somente: 125
    * Equivalente em mortes anuais para a população mundial: 2.500

    Para o evento classe-Tunguska

    * Probabilidade total anual de mortes: 1/30.000.000
    * Equivalente em mortes anuais para a população dos E.U.A somente: 15
    * Equivalente em mortes anuais para a população mundial: 150

    Estes números podem ser comparados com as taxas de mortalidade de outras causas naturais e humanas para obter um valor bem preliminar do índice de magnitude dos danos do impacto catastrófico. Por exemplo, os dados dos E.U.A podem ser comparados com outras causas tais como morte por envenenamento alimentar por botulismo ( algumas por anos), tornados ( 100 por ano) acidentes de veículos (50.000 por ano).
     

    Diferença Qualitativa para o Impacto catástrofe

    A análise acima foi apresentada para facilitar a comparação de danos de impactos com outros danos com os quais estejamos mais familiarizados. Entretanto, existe uma diferença qualitativa importante entre impactos catástrofe e outros desastres naturais mais comuns. Um impacto global pode levar a um bilhão ou mais de mortes, é o fim do mundo tal qual o conhecemos. Nenhum outro desastre natural, incluindo os impactos classe-Tunguska, possuem esta natureza. Eles representam apenas uma, entre as várias causas de mortes humanas. Em contraste, as conseqüências potenciais de um impacto grande, se destaca de qualquer outro fenômeno, com a exceção de uma guerra nuclear de larga escala.
     
     

    2.5 Conclusões

    O maior risco dos impactos cósmicos está associado com asteróides de poucos quilômetros de diâmetro, tal impacto produziria uma catástrofe ambiental que poderia levar a bilhões de fatalidades.

    Não sabemos o diâmetro limite para o qual os efeitos do impacto assumem estas características globais, mas é provavelmente próximo a 2 km, não sendo menos do que 1 km. Como um primeiro passo na direção da redução deste perigo, precisamos identificar asteróides, potencialmente, perigosos, maiores do que 1 km em diâmetro. Adicionalmente, deve ser dada atenção ao problema, inerentemente, mais complicado da pesquisa da maior quantidade, quanto praticamente possível, de cometas de energia equivalente similar.

    Note-se, que os cometas contribuem com 5 -10 porcento dos objetos nesta faixa de tamanho. Entretanto, em razão de suas maiores velocidades de impacto, estes cometas podem contribuir com cerca de 25  porcento das crateras maiores do que 20 km de diâmetro.

    Finalmente, por causa da alta freqüência e não obstante significativas conseqüências do impacto de objetos com diâmetro entre 100 m a 1 km, a pesquisa deverá incluir também corpos nesta faixa de tamanhos. Existem diferenças entre as pessoas nas respostas a riscos de vários tipos. Nós nos concentramos no caso da catástrofe global, em razão de sua natureza, quantitativamente, mortal. Porém, certas pessoas consideram que a ameaça  dos eventos tipo Tunguska, mais freqüentes, são mais relevantes,  mesmo que o perigo objetivo à vida humana seja menor.

    De maneira a protegermo-nos contra esses eventos ( ou ao menos mitigar seus efeitos), objetos menores do que 100 m em diâmetro deverão ser localizados permitindo um alerta adequado antes de seu impacto, com o fim de destruí-lo ou evacuar as populações locais. Felizmente, a rede de pesquisa projetada para detetar e rastrear os grandes asteróides e cometas também descobrirá dezenas de milhares de objetos na faixa 100-m a 1-km que se aproximam da Terra.

    Até 4 de setembro de 2003, 2457 objetos Próximos da Terra tinham sido descobertos, sendo que 663 destes NEOs são asteróide com diâmetro de aproximadamente 1 km ou mais. Também, 526 destes NEOs foram classificados como Asteróide Potencialmente Perigosos (Potentially Hazardous Asteroids - PHAs)

    Potentially Hazardous Asteroids (PHAs) são atualmente definidos baseados em parâmetros que medem o potencial do asteróide fazer aproximações da Terra ameaçadoras. Especificamente todos os asteróides com uma distância mínima de interceção da órbita (MOID) de 0,05 AU ou menos e uma maginitude absoluta (H) de 22,0 ou menos são considerados PHAs. Em outras palavras, asteróides que não conseguirão chegar perto de uma distância de 0,05 AU da Terra (aproximadamente 7.480.000 km) ou tem diametros menores do que 150m (H=22.0 com albedo assumido de 13%) não são considerados PHAs. O termo "potencial" não quer significar que um PHA vai chocar-se com a Terra. Apenas significa que existe uma possibilidade desta ameaça. Através do monitoramento destes PHAs com a atualização constante de suas órbitas, à medida que novas observações se tornam disponíveis, podemos melhor prever as estatísticas de aproximação e assim a ameaça de impacto com a Terra.

     

    3.0 O Asteróide 1997 XF11

     
    asteroid

    Em março de 1998 um descuidado cálculo, com posterior divulgação pela Internet, alarmou o mundo por  24  horas ao prever a possibilidade de choque com a Terra, em Outubro de 2028, do asteróide 1997 XF11, de diâmetro estimado entre 1.2 Km e 2.4 Km, que de acordo com os cálculos de órbita utilizando um arco de observações de 88 dias, erraria por cerca de 30.000 Km o centro da Terra. Os cálculos refeitos pela NASA, com dados adicionais de posições do mesmo asteróide em 1990, deixaram claro que a passagem do asteróide 1997 XF11, em 26 de outubro de 2028, seria completamente segura para a Terra, passando a cerca de 950.000 km (0,0063 AU) ou 2,5 vezes a distância da Lua.

    Clique aqui e ouça a explicação da NASA para o erro (carregamento em 4 a 5 minutos com Modem 56Kb).

    No entanto, o episódio serviu para chamar mais atenção sobre o assunto, tendo sido no ano de 1999 fonte de inspiração para o roteiro de duas produções de Hollywood: Deep Impact (Impacto Profundo) e Armagedon. Recomendo, fortemente, a primeira que além de ser mais séria, contém uma boa trama em paralelo e não nos obriga a assistir  bravatas como as do Bruce Willis, em Armagedom.
    Informações sobre este asteróide, podem ser vistas  na página da NASA .


    Veja abaixo como as noticias do 1997 XF 11 apareceram e foram corrigidas na imprensa:

    Asteroid makes beeline for earth Mar 98 - An asteroid will pass close by the Earth in the year 2028 and could conceivably hit us astronomers warned yesterday. They said the asteroid, which had not beenseen before, would pass as close as 42,000km to Earth. While chances of a collision were small, it would not be out of the question. "Chances are it will miss, us said Dr Brian Marsden of the International AstronomicalUnion (IAU) said. Even if it were on a path to hit Earth, technologymight be available by then capable of deflecting the asteroid, he said. "If it were going to hit us, and that's a big if, we would have time to plan to do something about it," Dr Marsden said. The asteroid, which is estimatimated tobe 1.6km in diameter, has beep named 1997 XF11. It was discovered by Jim Scotti of the University of Arizona. Latest observations show it wit pass as close as 42,000km from the centre of the Earth. "It was quite startling to find to the nominal orbit we were using brought it as close as we did. I have, not seen anything like that," Dr Marsden said. Even if the asteroid passed by at 320,000km away, that would bring, it inside the Moon's orbit. Dr Marsden said calculations showed the asteroid would be closest at 18.30 GMT on Thursday,October 26, 2028 (7.30 am Friday October 27 New Zealand time). - "If it really is as close as 30,000 miles it will really be quite bright,' Dr Marsden said. It will be evening in Europe and will be visible there with the naked eye. An asteroid that slammed into the Earth 65 million years ago if believed to have knocked up so much dust that it wiped out the dinosaurs. Dr Marsden said the announcement was meant to alert astronomers, not to frighten the public. Apocalypse Postponed New Scientist 21 Mar 98 AFTER a day-long drama, in which it seemed there was an outside chance that civilisation might end 30 years from now with a catastrophic asteroid impact, astronomers declared the all clear last Thursday. Revised calculations based on data from 1990 show that on 26 October 2028 asteroid 1997 XF11 should miss the Earth by 960,000 kilometres-2-5 times farther away than the Moon.

    4.0 O Asteróide Mithra

    Apenas como mais um exemplo para análise, veja-se a situação de Mithra em 26/08/2000 em Peixes Austral, a apenas 19 milhões de quilômetros da Terra (0,1289 AU), 20 vezes menos que a distância de Marte. O Asteróide Mithra, descoberto em 1987, em sua maior aproximação neste ano em 14 de agosto, chegou a cerca de 7 milhões de quilômetros (0,0465 AU) da Terra, pertencendo à lista dos asteróides que atingem maior aproximação (menor que 0,2 AU) nos próximos 33 anos. Como pode ser visto na figura do link afasta-se rapidamente, e em 31/12/2000 estará na constelação de Peixes, a 336,5 milhões de km da Terra (2,25 AU). Leia no link a seguir uma notícia sobre a colisão recente de um meteoro com a atmosfera, fato que demonstra a realidade destes acontecimentos.

    5.0 O Asteróide 2002MN

    AGÊNCIA ESTADO, 20-06-2002
    ASTERÓIDE PASSA 'MUITO PERTO' DA TERRA

    Londres -- O asteróide 2002MN passou "muito perto" da Terra (a apenas 120 mil km) no dia 14 de junho, anunciaram organismos científicos internacionais. Segundo o centro espacial britânico (BNSC), o 2002MN tinha cerca de 120 metros de diâmetro (do tamanho de um campo de futebol) e poderia causar devastação semelhante à causada em Tunguska, na Sibéria, em 1908. O asteróide foi o primeiro corpo celeste a pe- netrar a órbita da Lua em décadas. A Nasa confirmou a "quase colisão", e revelou que a passagem do 2002MN só foi detectada dias depois, em 17 de junho [por ele ter vindo da direção do Sol]. [e]
    http://www.estadao.com.br/agestado/noticias/2002/jun/20/244.htm

    Asteroid size of football pitch just misses Earth
    http://www.guardian.co.uk/uk_news/story/0,3604,741076,00.html

    Asteróide passa a 120.000 km da Terra
    http://www.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u6667.shtml

    Space rock's close approach
    http://news.bbc.co.uk/hi/english/sci/tech/newsid_2056000/2056403.stm

    Asteroid 2002MN gives Earth its closest shave in years
    http://www.spaceref.com/news/viewpr.html?pid=8713

    Asteróide passa perto da Terra
    http://www.cnnemportugues.com/2002/tec/06/20/asteroide/index.html

    Surprise asteroid nearly hits home
    http://fyi.cnn.com/2002/TECH/space/06/20/asteroid.miss/index.html

    6.0 O Asteróide 2002 NT7

    CNN BRASIL, 25-07-2002
    ASTERÓIDE PODERIA ATINGIR A TERRA EM 2019

    LONDRES -- Cientistas de todo o mundo estão monitorando o asteróide 2002 NT7, de 2 km de extensão, que poderia estar em rota de colisão com a Terra. O 2002 NT7 orbita o Sol em 837 dias a 28 km/s, e há chance, segundo cálculos iniciais, de que atinja nosso planeta em 01-02-2019. Astrônomos acreditam que o asteróide, descoberto em 5 de julho pelo programa de mapeamento Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR), do Lincoln Laboratory (MIT), poderia ser o mais ameaçador já detectado no espaço, mas os cientistas disseram que os cálculos são preliminares e o risco para a Terra é pequeno. "A ameaça é mínima", declarou Donald Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, Califórnia. [e]

    http://www.cnnemportugues.com/2002/tec/07/24/asteroide/index.html

    Veja alguns links sobre o assunto:

    New Asteroid Has Long Odds for Earth Crash
    http://www.nytimes.com/2002/07/25/science/25ASTE.html

    Asteróide pode atingir a Terra em 17 anos
    http://www.uol.com.br/folha/reuters/ult112u18922.shl

    Astronomers tracking new near-Earth asteroid
    http://www.newscientist.com/news/news.jsp?id=ns99992591

    Space rock 'on collision course'
    http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/2147879.stm

    Asteróide pode chocar-se com a Terra em 2019
    http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2002/jul/24/129.htm

    Asteroid may hit Earth but don't panic yet
    http://www.cnn.com/2002/TECH/space/07/24/asteroid.encounter.ap/index.html

    Astronomers: Asteroid Hit Unlikely
    http://www.space.com/spacewatch/asteroid_threat_020725.html

    Russo propõe uso de laser para destruir asteróide
    http://www.uol.com.br/folha/reuters/ult112u19056.shl

    Could an asteroid be deflected?
    http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/2148924.stm

    Military Perspectives on the Near-Earth Object (NEO) Threat
    http://www.spaceref.com/news/viewpr.html?pid=8834

    NASA Jet Propulsion Laboratory
    http://www.jpl.nasa.gov/

    The Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR) Program
    http://www.ll.mit.edu/LINEAR/

    Asteróides são mais complexos do que aparentam [2001]
    http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2001/set/26/254.htm

    7.0 O Asteróide 2003 QQ47

    Veja dados sobre novo asteróide PHA, 2003 QQ47, descoberto em 2003 e que recebeu inicialmente a classificação 1 na escala de Impacto Torino.

    8.0 O Observatório Nacional e a Pesquisa dos NEOs .

    Como informação adicional publico abaixo o e-mail enviado pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro , respondendo a uma indagação endereçada ao Serviço "Pergunte a um Astrônomo", quanto à existência de astrônomos do ON envolvidos na pesquisa de N.E.Os..


    Date sent: Mon, 22 Feb 1999 09:07:03 -0300
    From: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email (Jorge Marcio Carvano)
    To: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
    Subject: Pergunte a um astronomo

    Oi Mario.

    Nao ha' nenhum pesquisador do ON trabalhando atualmente com deteccao de NEOs. O grupo da Dra. Daniela Lazzaro trabalha comobservacoes espectroscopicas de NEOs e de asteroides do cinturaoprincipal com o objetivo de determinar sua mineralogia e composicao.O equipamento minimo para este tipo de observacao e' umtelescopio, uma camara CCD, um computador capaz de operar o CCD, rodar programas de reducao dos dados e acessar a internet (ouseja, um 386 ja pode quebrar o galho) e tempo. Este ultimo item e'que torna este tipo de observacao pouco competitiva para astronomos brasileiros. Os grupos envolvidos na busca de NEOscontam com telescopios da classe de 1metro ou maiores cujo tempoe' parcial ou totalmente dedicado a este tipo de observacao, alem de camaras otimizadas para a tarefa. Astronomos amadores podem noentanto cooperar com o esforco de mapear os NEOs, ajudando amelhorar a determinacao das orbitas de objetos ja observados ou mesmo descobrindo novos objetos.Um site com enderecos uteis para quem pretende tentar este tipo deobservacao e' http://www.mi.astro.it/SGF/links.html

    Em particular, de uma olhada em http://cfa-www.harvard.edu/iau/info/Astrometry.html#equipAbracos,
    Cesar Jorge e Marcelo

    *************************************************************
    Caso sejam reproduzidas ou publicadas as informacoes contidas
    nesta resposta, pedimos que os creditos sejam dados a:
    Servico "Pergunte a um Astronomo"
    oferecido pelo Observatorio Nacional (Rio de Janeiro)
    *************************************************************

    Acesse este tema na seção Pergunte a um Astronômo do Observatório Nacional.


     

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