Roma Imperial é Aqui II PDF Imprimir E-mail

Somente algumas divergências.

É como o Presidente Lula define a crise no Senado embalado pelo sentimento de que ele pode tudo e alicerçado nos índices de aprovação popular.

Seriam apenas divergências a emissão de inúmeros atos secretos visando manter o nepotismo.

Seriam apenas divergências o neto do presidente do Congresso Nacional ser operador de crédito consignado no próprio Senado?

Seriam simplesmente divergências um político apoderar-se do patrimônio histórico de valor arquitetônico e cultural para sediar seu memorial e pior descobrir que o diretor dessa entidade, que apenas cultua o próprio político e suga recursos públicos, é remunerado pelo Senado.

Na edição de 11 de julho de 2009 o jornal O Globo publicou os perfis dos componentes do Conselho de Ética do Senado e a impressão que temos ao ler a maioria dos perfis é de que se trata de qualquer coisa menos um conselho dedicado a julgar comportamento ético.

Os políticos brasileiros têm uma estranha e relativa noção de ética. Seria mais honesto com a população se denominassem este conselho de conselho político, pois ética não pode estar subordinada a correntes ou partido políticos. Provavelmente eles desconhecem, mas a  Ética é uma necessidade objetiva da sobrevivência humana e não é subordinada a correntes, mas a valores.

Há cerca de um ano escrevi um artigo intitulado "O Império Romano é Aqui" no qual procurei fazer um paralelo entre a política brasileira contemporânea e o patronato romano.

De lá para cá, a política brasileira brilhantemente representada pelo Senado Federal se superou, a ponto do Senado ser rotulado pela imprensa inglesa como uma casa dos horrores.

Alguns senadores ao tomarem conhecimento dessas opiniões se mostraram indignados sugerindo que os ingleses olhassem para seus próprios problemas, pois lá também aconteceram escândalos na Casa dos Comuns relativos a uso indevido de dinheiro público. Aquilo que estamos já acostumados a ver por aqui.

Sim aconteceram, mas a diferença é que os fatos imediatamente provocaram a renuncia do seu líder, mesmo ele não tendo tido qualquer participação pessoal nos eventos. Renunciou por vergonha. Esta mesma vergonha que falta aos políticos brasileiros.

Não há como aceitarmos que as coisas fiquem como estão. Queremos e vamos preservar o Senado, instituição fundamental para a nossa democracia, mas não temos a menor necessidade de manter em atuação políticos retrógrados, vinculados a um tipo de sociedade brasileira que estamos querendo enterrar, aquela do jeitinho, do patronato e das leis que não pegam.

O interessante é que por muito menos Collor foi afastado. Será que nos acostumamos? Não, é isso que eles esperam, mas devemos ficar alertas e nos lembrarmos deles quando sorrateiramente aparecerem novamente como candidatos. Sobre isso eu sugiro que leiam também Uma Alternativa Para 2010 - 2011

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