Uma Alternativa para 2010 - 2011 PDF Imprimir E-mail

Mário Porto 

Parece que o arsenal de imoralidades e atitudes contra  a ética não têm fim no Congresso Nacional. Estes pretensos representantes do povo agem como se estivessem acima do bem e do mal e o cinismo é tão grande que já nem se incomodam mais com a opinião pública.

Não acredito que não possamos fazer nada. Temos que tentar alguma coisa para movimentar a sociedade contra esse estado de coisas. Na minha opinião a melhor maneira e circulando idéias e a Internet é um dos melhores instrumentos para isso. Mas é preciso ação. Vejo muitas pessoas acessando, por exemplo o nosso Fórum. É só olhar o número de acessos de cada discussão, mas pouquíssimas deixando suas opiniões, participando. Precisamos ser mais pró-ativos.


Leiam a proposta a seguir. Se gostarem comentem, divulguem, vamos deixar de ser bois de piranha para esses senadores e deputados corruptos.


A idéia se compõe de dois movimentos já divulgados em nosso Blog CanalMPHP e no Fórum da MPHP esse texto, basicamente, repete o que escrevemos no Blog e no Fórum, com referências também no Twitter e para o qual confesso que ainda não tivemos muito retorno.


Mesmo sob a pressão do mar de lama em que se chafurda o Congresso, em surdina esses picaretas tentaram preparar mais um golpe contra a nação. Já não basta você não saber, exatamente, em que votou devido ao voto proporcional, agora, a criatividade destes impunes "cidadãos" do Congresso estava armando uma reforma política na qual os votos se dariam através de listas. Isto é, o eleitor não votaria em um nome, mas em uma lista de nomes.


Ora, este seria um passo urdido para tornar a democracia brasileira, já tão abalada pelos escândalos destes mesmos políticos, numa propriedade dos velhos e conhecidos caciques políticos. Esses caciques seriam, certamente, os donos das listas nas quais só entraria quem eles aprovassem, tornando impossível a um homem comum, sem poder político, sequer se candidatar a um cargo eletivo. Seria o loteamento final da política brasileira para os coronéis que a manobram a mais de um século e mesmo e mesmo se essa proposta não passar ou já estiver retirada é urgente que saneemos o Congresso Nacional.


Isto só não acontecerá se a sociedade civil se rebelar como fez na época dos cara-pintadas em 1992. Será preciso mobilizar todas as forças da sociedade civil contra o loteamento da política brasileira pelos caciques dos partidos e retaliarmos com um golpe branco que incluiria: o voto virgem e uma constituinte específica para a reforma política.


É claro que o ideal seria expulsarmos imediatamente todos eles, mas isso soaria como golpe e não seria internacionalmente bom para o país, pois só nós sabemos com quem estamos lidando e ao resto do mundo poderia parecer uma atitude ditatorial. Afinal aos trancos e barrancos estamos consolidando nossa democracia.


O que envolve estes movimentos?


O voto virgem consiste em, simplesmente, não se votar em ninguém que já esteja ou já esteve lá.

Vamos dar aos políticos pilantras a única lição que entendem não reconduzindo nenhum deles para o Parlamento. No caso do Senado precisaremos de 8 anos para expulsar todos. Não devemos fazer nenhuma exceção mesmo penalizando os poucos bons políticos que conhecemos. Não temos garantia que os novos que colocarmos lá sejam decentes, mas vale o risco sabendo que podemos continuar tentando com a mesma estratégia até limpar o Congresso e pelo menos os novos não terão contato com mestres na corrupção.


O outro movimento é ainda mais complicado, mas não devemos desistir e entregar tudo aos bandidos, com mobilização da sociedade podemos conseguir mudanças importantes, temos mais de uma ano para forçar que as regras sejam estabelecidas.


Uma idéia seria alijar os partidos da Constituinte da Reforma Política gerando os candidatos em número proporcional aos que os partidos indicariam, através de associações de classe da Sociedade Civil, talvez as 20 maiores ou mais representativas como OAB, CREA e outras, somadas a associações da Magistratura, Ministério Público e Centrais Sindicais. O TSE e os TREs poderia coordenar esta escolha. Não podemos viciar os processo mantendo os beneficiários da reforma envolvidos.


Para coordenar os mandatos estenderíamos a atual legislatura por mais uma ano, enquanto a Constituinte trabalha concomitantemente com os salafrários. Seria o canto do cisne desta máfia e ao final de um ano convocaríamos eleições para a nova legislatura estabelecendo exatamente um ano de redução nos mandatos para compensar o ano da Constituinte. A nova legislatura assumiria com as nova lei vigorando.


Confesso que não sei da viabilidade, mas é uma idéia e precisamos discutir outras para tornar viável a melhor das idéias, o que não podemos é continuar aceitando isso que está aí.


Divulguem, discutam, criem novas alternativas. A Internet é uma excelente mola motriz para este movimento. Acompanhe-nos no Twitter e ajude a implementar com novas idéias essa opção.

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