Cuidado com a Cientologia ou Cienciologia PDF Imprimir E-mail
Voce sabe o que é Cientologia ou Cienciologia, CUIDADO!!!

Mário Porto

Desde junho de 1997, quando coloquei este alerta na página, não tive oportunidade de preparar textos em português sobre o que havia lido em inglês a respeito dessa perigosa seita. Limitei-me a apresentar os "links" abaixo relacionados e postar uma cópia de artigos, naquela época, publicados na imprensa brasileira.

Impressionado com o que havia lido sobre Hubbard e sua seita, eu visava assim, dar uma idéia do que vem a ser a Cientologia (Scientology). Na ocasião, imaginava que a seita não havia ainda, se estabelecido no Brasil. Ledo engano, como sabemos essa terra é fertil para cultos e seitas.

Em 08/08/99, recebí na minha página uma visita de Marco Martinelli, italiano, apaixonado pelo Brasil e que possui uma página crítica sobre a Cientologia que é tudo o que precisamos. Portanto, além de deixar os "links" antigos e os extratos da imprensa brasileira apresento o caminho para a página do Marco Martinelli, que preenche todas as informações que precisamos sobre o perigo da Cientologia.

O site é:allarme
Alguns dos "links", indicados desde 1997 e que permanecem ativos, continuam sendo mostrados.

 

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O texto abaixo retrata alguma coisa do que foi publicado sobre a seita, em 1996 e 1997, na imprensa brasileira.

A CIENTOLOGIA NA IMPRENSA BRASILEIRA FOLHA DE SP. E ESTADÃO
(1996 e 1997)
Ex-líder da Cientologia francesa é condenado
 
26/11/96
 
Editoria: MUNDO Página: 1-14
Edição: Nacional Nov 26, 1996
 
Ex-líder da Cientologia francesa é condenado
 
Uma corte francesa sentenciou ontem o ex-líder da Igreja da Cientologia de Lyon
(França) Jean-Jacques Mazier a 18 meses de prisão por homicídio culposo e fraude
num processo iniciado com o suicídio de um de seus seguidores. Outros 14
integrantes da igreja foram sentenciados.
 
Cientologista é condenado à prisão; Peru confirma compra para 'repor' arsenal
 
23/11/96
 
Editoria: MUNDO Página: 1-13
Edição: Nacional Nov 23, 1996
Seção: COLUNÃO
 
Cientologista é condenado à prisão
 
O antigo presidente da Igreja da Cientologia de Lyon (centro-sul da França), Jean-
Jacques Mazier, foi condenado ontem a 18 meses de prisão por homicídio
involuntário e 500 mil francos (US$ 100 mil) de multa. Ele foi julgado junto com
outros 22 membros da igreja depois do suicídio de um dos fiéis.
 
30/10/96
 
Editoria: MUNDO Página: 1-14
Edição: Nacional Oct 30, 1996
Seção: COLUNÃO
 
Baviera checa elo entre servidor e Cientologia
 
O Estado da Baviera (Alemanha) disse que vai pedir a todos os seus empregados que
preencham um questionário detalhando as suas ligações com a Igreja da Cientologia.
Os pretendentes a cargos públicos não serão contratados se recusarem a colaborar. Os
já empregados vão ser punidos.
 
Estados da Alemanha querem vigiar a Cientologia
 
26/10/96
 
Origem do texto: Das Agências Internacionais
Editoria: MUNDO Página: 1-12
Edição: Nacional Oct 26, 1996
Vinheta/Chapéu: RELIGIÃO
Assuntos Principais: ALEMANHA; RELIGIÃO; IGREJA DA CIENTOLOGIA
 
Estados da Alemanha querem vigiar a Cientologia das agências internacionais Líderes
dos 16 Estados alemães disseram ontem que querem examinar se a Igreja da
Cientologia deve ser colocada sob vigilância pelo governo da Alemanha.
Eles também disseram que iriam pedir ao governo federal para estabelecer um
escritório de coordenação central para recolher informações sobre a Cientologia.
''É incrível e assustador ver como os Estados estão passando por cima dos direitos
humanos'', disse um porta-voz do grupo.
Dois Estados pediram que fosse considerada uma proibição nacional de exercício do
serviço público por membros da Cientologia.
O grupo é acusado de ser totalitário e de usar a manipulação para obter proveito em
dinheiro.
A Igreja da Cientologia colocou mais um anúncio no ''The New York Times''
criticando a Alemanha. O título do anúncio era: ''Incitando a paranóia religiosa''.
 
Polônia; Cientologia é acusada de insultar os judeus
 
19/10/96
 
Editoria: MUNDO Página: 1-14
Edição: Nacional Oct 19, 1996
Seção: COLUNÃO
 
Cientologia é acusada de insultar os judeus
O governo alemão disse que a Igreja da Cientologia insultou milhões de judeus
vítimas do Holocausto ao publicar anúncio acusando a Alemanha de perseguir seus
seguidores. Anúncio publicado anteontem em jornal comparava a ameaça alemã de
banir a religião à perseguição nazista.
 
Igreja paga anúncio para acusar alemães
 
18/10/96
 
Origem do texto: Das Agências Internacionais
Editoria: MUNDO Página: 1-12
Edição: Nacional Oct 18, 1996
Vinheta/Chapéu: CIENTOLOGIA
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA
 
Alemanha e fiéis travam disputa
 
Igreja paga anúncio para acusar alemães das agências internacionais
A Igreja da Cientologia publicou ontem um anúncio de página inteira em um dos
principais jornais americanos, o ''The New York Times'', para ''esclarecer'' a disputa
travada com a Alemanha.
Com os títulos ''Praticando a intolerância religiosa'' e ''Alemanha ontem e hoje'' sobre
os desenhos de uma águia e de uma suástica, símbolos do Terceiro Reich de Adolf
Hitler, o texto afirma que a Alemanha é o único país no mundo que persegue
sistematicamente cientologistas.
Há alguns meses, o governo alemão anunciou que a cientologia poderia ser banida do
país ou seus membros seriam submetidos a vigilância. O país não considera a prática
como religião.
Segundo o anúncio, na década de 30 o discurso de Hitler foi que o judaísmo não era
uma religião, o que serviu como justificativa para perseguir os hebreus, dos quais seis
milhões foram mortos no Holocausto.
A cientologia foi criada em 1954 pelo escritor americano L. Ron Hubbard, que disse
ter descoberto a ciência da saúde mental.
 
Filha de Elvis vira estrela
 
13/10/96
 
Autor: J. RANDY TARABORRELLI
Origem do texto: do International Press Syndicate
Editoria: REVISTA DA FOLHA Página: -16
Edição: Nacional Oct 13, 1996
Legenda Foto: Lisa Presley e seu ex, Michael Jackson; Lisa Marie fotografada por
Mario Testino para a campanha Versace
Crédito Foto: Folha Imagem; Divulgação
Observações: TRADUÇÃO: TOMAZ AUTRAN
Vinheta/Chapéu: ENTREVISTA
Assuntos Principais: ENTREVISTA; LISA MARIE PRESLEY
 
Filha de Elvis vira estrela
 
Lisa Marie Presley é nova top model de Versace e lança disco em 1997
Há pouco mais de um ano, em 14 de junho de 1996, Lisa Marie Presley e Michael
Jackson concordaram em ser entrevistados no programa de televisão norte-americano
"Dateline".
Antes dessa entrevista, apenas imagens congeladas de Lisa Marie Presley vêm à
memória, a maioria fotos de uma criança frágil e loura, com olhar triste e boca
amuada, lembrando a expressão de seu pai, Elvis Presley.
Mas, na noite de sua entrevista, Lisa é uma sofisticada morena de 27 anos (hoje 28),
linda e longe de ser uma vítima.
Quando Jackson senta ao seu lado e o casal começa a responder às perguntas, ele é a
criança tímida e inconstante, e ela, a adulta séria e sem frescuras.
Segundo Monica Pastelle, amiga de Lisa há dez anos, a filha de Elvis queria que o
casal tivesse uma imagem séria. Mas as caretas e brincadeiras de Jackson minaram
seus esforços. "Foi muito frustrante para Lisa. Ela ficou exasperada. Mas, no fundo, o
relacionamento com Michael era esse. Ela era a séria e ele, a criança. Lisa é forte.
Michael, não."
O casamento durou até dezembro do ano passado, quando finalmente Lisa pediu o
divórcio e decidiu dar seqüência à sua vida e à sua carreira, o que inclui virar modelo
da nova campanha de Versace, em que ela aparece mais bela do que nunca, e o
lançamento do disco solo.
"Minha melhor característica é que não faço tipo com ninguém", diz Lisa Marie.
"Minha vida tem sido difícil. Mas tenho superado tudo e encarado bem os
problemas."
 
Michael Jackson
Lisa Marie conhece Michael Jackson desde 1974. Os dois se encontraram em Las
Vegas, quando Michael, então com 16 anos, e seus irmãos, os Jackson Five, estavam
fazendo shows no MGM Grand Hotel. Elvis havia levado a filha de seis anos para
assistir ao show.
Anos depois, em 1993, Lisa e Michael foram reapresentados na casa de Brett
Livingston-Stone, um amigo em comum. Lisa Marie havia acabado de gravar quatro
músicas, produzidas pelo seu marido, Danny Keough (de quem se separaria após
cinco anos juntos). Ela queria ser uma "pop star", como o pai. Foram oferecidos a ela
vários contratos com grandes gravadoras, mas ela não assinou com nenhuma.
"Ela não tinha confiança em si própria", diz Livingston-Stone. "Ela tinha medo de ser
comparada a Elvis e da rejeição. Quando sugeri a ela que Michael Jackson poderia
ajudá-la, ela disse: 'Ele é um superastro. Você acha que ele iria me ajudar?' Após o
jantar em minha casa, Michael ficou maravilhado com as músicas de Lisa."
Os dois começaram a se tornar amigos; na verdade, Lisa falava com Michael pelo
telefone toda semana. "Desde o início, sabia que Michael era especial. Que, juntos,
poderíamos ser especiais", diz Lisa.
Começaram a namorar em segredo. Divertiam-se juntos, e tudo parecia correr bem até
que, em agosto de 93, aos 34 anos, Jackson foi acusado de molestar sexualmente um
menino de 12 anos.
Ansioso com a investigação policial e a publicidade negativa, Jackson começou a
abusar dos medicamentos. Segundo ele, tornou-se um viciado.
Lisa Marie já tinha passado por problemas de dependência de drogas no passado.
"Não sei como me viciei, só sei que ia morrer se não me ajudassem. O vício estava
estragando tudo. Finalmente, eu e minha mãe decidimos que eu iria para o Centro de
Cientologia, em Hollywood, para me desintoxicar. Isso salvou minha vida."
 
O casamento
Quando Jackson ligou para Lisa do exterior, em setembro de 93, ele parecia
totalmente fora de si.
Ela tentou convencê-lo a entrar em um programa de reabilitação. Foi nesse
telefonema, diz Lisa, que Michael a pediu em casamento.
Sobre o pedido, Jackson relembra: "Sou a pessoa mais tímida do mundo. Disse a ela,
estávamos ao telefone: 'Se pedisse sua mão em casamento, você aceitaria?' Ela
respondeu: 'É claro!' Depois, silêncio. Então eu disse: 'Com licença, tenho de ir ao
banheiro'."
Em novembro de 93, Michael seguiu os conselhos de Lisa e se internou no Charter
Nightingale Hospital, em Londres. Ao final de janeiro do ano seguinte, ele decidiu
pagar supostos US$ 20 milhões para a família que o acusava de molestar sexualmente
o filho.
Cinco meses depois, a 26 de maio, Michael e Lisa se casaram na República
Dominicana. Para alguns, o casamento inesperado pareceu um pouco calculado
demais. Especulou-se na mídia que Jackson teria casado com a filha de Elvis para
tentar salvar sua imagem pública.
E os motivos de Lisa? Apesar dos seus "sentimentos amorosos" por Michael, Lisa
também tinha certos objetivos que queria atingir como resultado da união, como a sua
carreira musical.
"Michael prometeu à Lisa que conseguiria um contrato para ela na Sony", disse
Monica Pastelle.
"Lisa disse que o amava. Mas a maioria de seus amigos achava que eram sentimentos
de compaixão e não amor. Ela não casou com Michael porque ele ofereceu ajudá-la
com sua carreira. Mas, ajudou..."
Em 95, o casal passou a dividir o tempo entre o rancho de 27 mil hectares de Jackson,
em Santa Ynez, Califórnia, e a propriedade de um hectare de Lisa em Hidden Hills, a
100 milhas de distância.
"Lisa sentia que ele era muito introvertido, muito estranho. Ela queria ajudar", disse
Monica Pastelle. "Mas o relacionamento ficou forçado à medida que Lisa tentava
mudar Michael."
E piorou quando Michael insistiu em passar férias acompanhado de jovens meninos.
Apesar de Lisa afirmar que em momento algum acreditou que seu marido era
pedófilo, preocupava-se com sua imagem. "Lisa não achava justo que Michael não
desse importância aos seus sentimentos", disse o amigo James Cruse. "Ela se sentia
envergonhada de sempre ter de defender as ações dele."
Outra complicação para o casamento foi o fato de que, até setembro de 1995, Michael
ainda não havia começado a trabalhar no disco que prometera à sua mulher. Estava
absorvido em promover seu próprio disco e não tinha tempo para os objetivos de Lisa.
Em dezembro de 95, Lisa pediu o divórcio. "É uma pena que não tenha dado certo",
disse.
Em uma casa localizada a cerca de 30 milhas ao norte de Los Angeles, no subúrbio de
Hidden Hills, Califórnia, Lisa Marie vive agora com seus dois filhos, Dannielle, 6, e
Benjamin, 3. Ela comprou a casa, avaliada em US$ 2 milhões, em dezembro de 1993.
A herdeira Lisa Marie também faz parte do conselho de Graceland, o conjunto de
bens criado por sua mãe após a morte de seu pai, Elvis. O legado está avaliado em
US$ 300 milhões. Ela é a única herdeira e participa de todas as decisões.
Hoje, Lisa está se preparando para lançar sua carreira artística. A campanha que fez
para Versace já foi lançada. Ela também se ocupa com o tão desejado disco solo.
Aliás, parte do acordo do divórcio diz que Michael Jackson deve produzir duas
músicas para ela. O disco deve ser lançado em janeiro de 1997.
"Com certeza, não estou fazendo isso pelo dinheiro ou fama", diz Lisa. "É
artisticamente importante para mim, e, se não funcionar, então minha carreira de
artista pára por aí."
 
Texto: J. Randy Taraborrelli, do International Press Syndicate.
Tradução: Tomaz Autran.
 
Cientologia foge de polêmicas no Brasil
 
06/10/96
 
Autor: RICARDO FELTRIN
Origem do texto: Da Reportagem Local
Editoria: MUNDO Página: 3-9
Edição: Paulistana Oct 6, 1996
Leia Mais: X
Observações: COM SUB-RETRANCA
Vinheta/Chapéu: NOVAS CRENÇAS
Assuntos Principais: CIENTOLOGIA /RELIGIÃO/
 
Igreja tem ganho adeptos e inimigos no mundo
 
Cientologia foge de polêmicas no Brasil
 
RICARDO FELTRIN
da Reportagem Local
 
A cientologia, uma das igrejas mais controvertidas no mundo, cresce no Brasil de
forma lenta e longe das polêmicas.
Nascida nos EUA na década de 50, a religião começou a ficar famosa _e a ganhar
inimigos_ há cerca de dois anos, depois que astros como John Travolta e Tom Cruise
anunciaram publicamente seu envolvimento com a igreja fundada por Ron Hubbard.
Nos EUA e Europa, a cientologia vem sendo combatida tanto na esfera política como
na judicial.
''Creio que o motivo disso é que poucas pessoas querem que as outras melhorem'',
afirma a líder da igreja no Brasil, Lúcia Winther, cientóloga há dez anos.
Segundo ela, no país há 800 cientólogos cadastrados, mas apenas cerca de 50
participam ativamente da igreja.
Winther fundou o ramal brasileiro da cientologia há dois anos, na Vila Mariana (zona
sul de São Paulo). A religião está em cerca de cem países e conta, segundo
estimativas, com pelo menos 2 milhões de fiéis.
Embora seja chamada de religião, as técnicas da cientologia assemelham-se mais a
uma terapia.
''É uma filosofia, mas também pode ser considerada uma técnica terapêutica'', diz
Winther.
Um dos resultados, segundo ela, é que 69% dos consumidores de drogas que entraram
na cientologia ''nunca mais usaram drogas''.
Os dependentes são submetidos a um curso chamado Narconon, que não existe ainda
no Brasil.
Para entrar na cientologia, é preciso fazer um teste de personalidade (tipo perguntas e
respostas).
Depois, os cientólogos podem fazer vários cursos de aplicação prática, como ''inicial'',
''técnicas de trabalho'' e ''comunicação''.
Os cursos são pagos. O mais barato custa R$ 70. O mais caro, R$ 135. Duram, em
média, um mês.
Além dos cursos, há sessões chamadas de ''audição''. Nelas, o indivíduo é submetido a
um questionário enquanto segura um aparelho chamado e-metro. Cada sessão custa
R$ 20 e dura uma hora.
O objetivo dessas sessões seria eliminar a mente reativa (depósito de imagens
gravadas de dor física e emocional, como traumas).
 
LEIA MAIS sobre a cientologia na pág. 10
 
O que é a cientologia
 
06/10/96
 
 
Editoria: COTIDIANO Página: 3-9
Edição: Paulistana Oct 6, 1996
Arte: QUADRO: O QUE É A CIENTOLOGIA
Observações: SUB-RETRANCA
Vinheta/Chapéu: NOVAS CRENÇAS
Assuntos Principais: CIENTOLOGIA /RELIGIÃO/
 
O que é a cientologia
O que é
É uma ciência de auto-melhoramento que, em essência, estuda mente, seu
funcionamento e com ela afeta o comportamento
 
Como surgiu
Surgiu nos EUA na década de 50, criada pelo escritor e filósofo Ron Hubbard, que
morreu em 1986. Ele desenvolveu um sistema terapêutico que acabou ganhando
caráter de igreja, de religião.
 
Qual seu fundamento
Hubbard afirma que a mente humana é dividida em duas e passa o tempo todo
gravando os acontecimentos na vida de cada indivíduo. A mente se divide em
analítica e reativa (gravada no inconsciente).
 
Exemplos
- Se um indivíduo tem pavor de cães, por exemplo, isso seria provocado por uma
''gravação'' na sua mente reativa, ocorrida no passado
- Para fazer cálculos matemáticos, mesmo os mais simples, ou para escrever um
livro, tocar um instrumento ou pintar um quadro é usada a mente analítica
 
Seu objetivo
A cientologia visa extinguir a mente reativa, onde estariam gravados os traumas
infantis, por exemplo. O processo pode levar meses ou anos, afirma Hubbard.
 
Seus resultados
Segundo os cientólogos, quando o indivíduo elimina a mente reativa tem mais energia
mental para utilizar. A pessoa se torna mentalmente ''limpa''.
 
Paga-se para ser um cientólogo?
Não. Segundo a igreja no Brasil qualquer um pode aplicar os conceitos da cientologia.
Basta comprar livros de Hubbard. A igreja ministra cursos. Um curso inicial custa R$
60.
 
Igreja quer tornar mente humana 'limpa'
 
06/10/96
Autor: RICARDO FELTRIN
Origem do texto: Da Reportagem Local
Editoria: COTIDIANO Página: 3-10
Edição: Paulistana Oct 6, 1996
Legenda Foto: A líder da cientologia no Brasil, Lúcia Winther, que diz não haver
queixas judiciais contra a igreja no país
Crédito Foto: Cesar Itiberê/Folha Imagem
Observações: COM SUB-RETRANCA
Vinheta/Chapéu: NOVAS CRENÇAS 2
Assuntos Principais: CIENTOLOGIA /RELIGIÃO/
 
Nos EUA e na Europa, a cientologia vem sendo acusada de praticar ''lavagem
cerebral'' em seus membros
 
Igreja quer tornar mente humana 'limpa'
da Reportagem Local
Ao contrário de outras religiões, a cientologia não tem orações ou rituais. Seu
objetivo seria levar o indivíduo a um novo estado de consciência: ''clear'' (limpo).
Essa ''limpeza'' é a eliminação da mente reativa (veja quadro na página anterior), que
faria com que as pessoas não tivessem mais traumas ou fobias.
Segundo Winther, isso pode ser conseguido por meio das sessões de audição. Ela
afirma que, com a leitura dos livros de Ron Hubbard e a aplicação das técnicas
descritas neles, qualquer pessoa pode atingir o estado ''clear''.
Há sete livros de Hubbard em português. O principal é ''Dianética'' (Record, 400 págs.,
R$ 17).
(RF)
 
Padre critica termo 'igreja'
 
06/10/96
 
Autor: RICARDO FELTRIN
Origem do texto: Da Reportagem Local
Editoria: COTIDIANO Página: 3-10
Edição: Paulistana Oct 6, 1996
Observações: SUB-RETRANCA
Vinheta/Chapéu: NOVAS CRENÇAS 2
Assuntos Principais: CIENTOLOGIA /RELIGIÃO/
 
Padre critica termo 'igreja'
da Reportagem Local
Padres ouvidos pela Folha criticam o fato de a cientologia assumir a denominação de
''igreja''.
Segundo eles, esse termo só pode ser utilizado pelos cristãos.
O dicionário ''Aurélio'' define igreja como ''templo cristão'' e ''comunidade de cristãos''.
Para Avelino Bernardo, 75, padre secular da Diocese de São Paulo, a cientologia
''pode ter valor, mas não encontra as soluções para problemas mais graves, como
nossa relação com Deus''.
Segundo o padre, como a religião não usa a palavra de Cristo, não poderia usar o
título de igreja.
''Creio que as pessoas podem até usar sua filosofia, mas sem jamais abandonar os
ensinamentos de Cristo e a palavra de Deus.''
O monsenhor Carlos de Souza Calazans considera o surgimento da cientologia como
um ''sinal'' de fim de século.
''Isso (o surgimento de novas religiões) também aconteceu na virada do ano 1000.
Pode ter certeza que vão surgir muitas outras'', diz o monsenhor (um título de
deferência conferido pelo papa a alguns padres).
Calazans também critica o uso do termo igreja pela cientologia.
(RF)
 
Kohl conta em livro ação de KGB e Stasi; França julga adeptos da Cientologia;
 
30/09/96
 
 
Editoria: MUNDO Página: 1-11
Edição: Nacional Sep 30, 1996
Seção: COLUNÃO
 
Kohl conta em livro ação de KGB e Stasi
Os serviços secretos KGB, da ex-URSS, e Stasi, da antiga Alemamha Oriental,
tentaram impedir a unificação alemã. O chanceler alemão, Helmut Kohl, conta em
''Eu Quis a Unidade Alemã'' que eles enviaram notícias falsas para o ex-líder soviético
Mikhail Gorbatchov. O livro sai nesta semana.
 
França julga adeptos da Cientologia
Vinte e três membros da Igreja da Cientologia vão a julgamento hoje em Lyon, na
França. Eles são acusados de conivência no caso de um suicídio de um seguidor da
seita. A Cientologia é conhecida por ter entre seus adeptos estrelas de cinema, como
Tom Cruise, Nicole Kidman e John Travolta.
 
Cientologia atrai artistas nos EUA
 
15/09/96
 
Editoria: PRIMEIRA PÁGINA Página: 1-1
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Vinheta/Chapéu: MAIS!
 
Cientologia atrai artistas nos EUA
Caderno mostra os segredos da igreja que tem entre os seus seguidores John Travolta
e Nicole Kidman.
 
Cientologia leva estrelas ao céu
 
15/09/96
 
Editoria: MAIS! Página: 5-1
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Legenda Foto: John Travolta no filme "Olha Quem Está Falando"
Observações: CAPA
 
Cientologia leva estrelas ao céu
A conversão de astros de Hollywood como John Travolta e Tom Cruise faz da
misteriosa e polêmica crença um das religiões em ascensão no mundo
 
Ricos, crentes e famosos
 
15/09/96
 
Autor: WILLIAM SHAW
Origem do texto: Da ''Details''
Editoria: MAIS! Página: 5-4
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Legenda Foto: John Travolta e sua mulher, Kelly Preston, ambos membros da
Cientologia, em cena de ''Os Espertinhos''
Crédito Foto: Folha Imagem
Primeira: Chamada
Observações: COM SUB-RETRANCAS
Vinheta/Chapéu: ESPÍRITO PÓS-MODERNO
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA; JOHN TRAVOLTA
 
Ricos, crentes e famosos
Jornalista penetra na secreta Cientologia e é iniciado na fé que tem entre seus
apóstolos estrelas
como John Travolta e Nicole Kidman
WILLIAM SHAW da ''Details''
Na esquina das ruas Franklin e Bronson, em Los Angeles, um cortejo de limusines
desliza em direção ao falso château em estilo normando. À porta, celebridades,
advogados, produtores e filhos de milionários da indústria do divertimento caminham
pela calçada coberta com tapete vermelho, atravessam conversando o saguão rosa e
dourado e saem para os jardins com árvores enfeitadas de luzinhas, trocando beijos no
rosto e apertos de mão.
Nancy Cartwright, conhecida por todos como a voz de Bart Simpson, num vestido
branco explosivo, cumprimenta os amigos com sua eterna voz de adolescente. A atriz
Anne Archer sorri para as câmeras. O jazzista Chick Corea, ao lado de sua mãe e sua
mulher, tira o paletó do smoking. Travolta está de gravata prateada; sua mulher, Kelly
Preston, cintila junto dele. Isaac Hayes também está presente; mais tarde tocará uma
versão de "The Long and Winding Road" (A Longa e Sinuosa Estrada) e lembrará aos
ouvintes o profundo significado que o título tem para todos eles.
Ao entrarmos no prédio, uma mulher encantadora nos entrega cópias de um livro de
poemas escrito pelo homem que tornou tudo isto possível.
Intitula-se "Ron - o Poeta Lírico". Esta é uma espécie de festa de igreja, mas nunca
estive em nada parecido: é o 26º aniversário do Centro Internacional de Celebridades
da Igreja da Cientologia. "Comemora o dia em que L. Ron Hubbard confiou ao Centro
de Celebridades a missão de cuidar dos artistas e formadores de opinião de nossa
sociedade", anuncia orgulhosamente do palco o presidente do centro.
Passeio entre os presentes como um penetra numa excursão de turismo espiritual,
segurando uma taça de Chardonnay e o livro de poemas, e escuto as conversas. "Estou
sempre reclamando do dinheiro que temos de dar para a Cientologia, mas sempre vale
a pena! Realmente ninguém pode dizer que só gente rica tem acesso", proclama uma
moça sentada a uma das mesas. Uma equipe de vídeo da Cientologia cerca algumas
das celebridades em busca de declarações. "O Centro de Celebridades salvou minha
vida", diz a sorridente Kelly Preston. "A Cientologia nos considera como espíritos,
não como o corpo de um animal", declara John Travolta. "Esse é o ponto de partida.
Daí para a frente há conceitos ilimitados. É indiscutível o impacto que a Cientologia e
o Centro de Celebridades tiveram sobre a comunidade artística. Eles ajudam os
artistas a aperfeiçoar sua atuação e a se concentrar melhor _e dão uma ajuda real às
suas carreiras."
Com muito champanhe e muita bonomia, esse grupo chique e confiante parece jamais
ter-se considerado uma minoria religiosa oprimida e, no entanto, há uma sensação
generalizada de "nós e os outros". Essas pessoas acreditam num sistema que a maioria
de nós acharia estranho. Mas o que pode ser estranho para nós é tão normal e
eficiente para eles quanto o dinheiro que levam na carteira.
O culto, o novo movimento religioso, a seita _chame-o como quiser_ é um ato
coletivo de rebelião espiritual. Coloca as questões que nós todos nos perguntamos,
como: "Por que estamos aqui?" e "Por que alguns são ricos e outros pobres?". Mas
cada culto produz todo um conjunto de explicações diferentes. E todo culto deve
empenhar-se numa batalha sobre o território de nossa normalidade. Eles se aferram
tenazmente às suas próprias realidades diante de um mundo hostil.
Para alguns, como o Templo do Povo de Jim Jones, do Ramo Davidianos, a luta
revelou-se catastrófica. Outros acabam conquistando aceitação: os Estados Unidos
aprenderam a conviver com seitas como os amish e os mórmons.
 
Um Vietnã na Internet
 
15/09/96
 
Autor: MARIA ERCILIA
Origem do texto: Do Universo Online
Editoria: MAIS! Página: 5-4
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Observações: SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA; INTERNET
 
Um Vietnã na Internet
MARIA ERCILIA do Universo Online
 
Uma igreja contra uma rede de computador _Philip K. Dick ou Arthur Clarke não
fariam melhor. A igreja da Cientologia enfrenta a Internet há dois anos, num feudo
em que as armas vão de programas de computador traiçoeiros a hackers e advogados
milionários.
Quando um serviço da Internet fechou as portas, há uma semana, poucos se
aperceberam de que se tratava de uma discreta vitória da Cientologia. Johan
Helsingius, um finlandês conhecido dos usuários mais antigos da rede, deixou de
operar um computador que garantia a quem quisesse a possibilidade de mandar
mensagens anônimas.
Helsingius teve sua casa invadida em fevereiro do ano passado pela polícia
finlandesa. A busca foi um dos muitos pedidos pela Cientologia, que acusou uma
série de ex-cientologistas e anticientologistas de distribuírem na Internet material
cujos direitos autorais pertencem à igreja.
O verdadeiro começo da história foi em 91, quando, Scott Goehring, por piada e por
querer criar um espaço para ''divulgar a verdade'' sobre a Cientologia, criou o grupo
alt.religion.scientology.
No final de 94, algumas mensagens começaram a desaparecer misteriosamente do
fórum.
Chris Schafmeister, um ativo anticientologista, escreveu um programa que apelidou
de Lazarus, para descobrir o que estava acontecendo. A igreja tinha colocado um
outro programa, que cancelava mensagens que supostamente estariam infringindo
copyright, copiadas dos arquivos da Cientologia.
Outro anticientologista, o norte-americano Roger Erlich, teve sua casa revistada e seu
computador levado embora pela polícia também no ano passado.
A Factnet, biblioteca eletrônica dedicada a desmistificar a Cientologia, teve destino
semelhante.
Segundo seus membros, porém, os arquivos secretos da igreja que eles possuíam
foram espalhados e copiados na Internet, e a igreja nunca mais terá o controle de
todos novamente.
O que está em jogo é a impossibilidade de manter informação trancada entre quatro
paredes, no mundo da Internet. Não é necessariamente um mundo melhor, mas com
certeza é um novo jogo de forças. A Cientologia não é um adversário tímido _tem
muito dinheiro e influência.
Mesmo assim... O ex-cientologista Robert Vaughn Young afirmou, numa entrevista:
''Graças a Deus não tenho que enfrentar a Internet. Vai ser o Vietnã da Cientologia.
Foi criado o primeiro lugar do mundo onde ela pode ser livremente discutida''.
 
No epicentro da vida hollywoodiana
 
15/09/96
 
 
Origem do texto: Da ''Details''
Editoria: MAIS! Página: 5-4
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Observações: SUB-RETRANCA; COM CONTINUAÇÃO
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA
 
No epicentro da vida hollywoodiana
Para os de fora é um enigma como pessoas inteligentes e poderosas acreditam num
sistema que a maioria de nós acharia maluco
da ''Details''
O extraordinário a respeito da Cientologia é que ela lutou pela sobrevivência com
uma sagacidade sem paralelo.
Seu falecido fundador, L. Ronald Hubbard, sabia da fragilidade de sua crença. Desde
o início tentou reforçar a igreja com o poder da fama, o poder do que ele chamava de
"líderes de opinião".
Em 1955, o Escritório de Comunicação Hubbard lançou o Projeto Celebridade, que
instava os cientólogos a converter pessoas famosas, e chegou a indicar quem desejava
ter a bordo. A lista incluía 63 nomes, uma mistura de gente como Ernest Hemingway,
Danny Kaye, Orson Welles, Liberace, Charles Laughton, John Ford e Bing Crosby.
Pablo Picasso estava ao lado de Al Capp e Disney. "Essas celebridades estão
entrincheiradas, exaustas, são uma presa inacessível", dizia a revista da Cientologia,
"Ability". "Se você conseguir trazer para casa uma delas, ganhará uma placa como
recompensa."
Não é de surpreender que nenhum dos citados tenha se filiado. Mas um punhado de
outros interessou-se. Alguns atores que reconhecem seu envolvimento são John
Travolta, Kelly Preston, Tom Cruise, Nicole Kidman, Anne Archer, Juliette Lewis,
Kirstie Alley e Priscilla Presley.
Para os de fora, é um enigma. São pessoas bem-sucedidas, inteligentes e poderosas e,
no entanto, acreditam num sistema que a maioria de nós acharia maluco. Em 1993, a
revista "Première" publicou a reportagem "Agarre uma estrela em ascensão", que
sugeria que a fama estava sendo explorada cinicamente pelos asseclas de Hubbard.
Uma reportagem anterior, na "Time", acusava a Cientologia de ser "o culto da
cobiça", pintando uma organização que se dedicava mais a arrancar contribuições de
seus membros do que ao bem-estar espiritual deles.
Os membros famosos da igreja ficaram magoados e convenceram-se de que o mundo
exterior realmente não compreendia a magnitude de seu empreendimento. Com graus
variáveis de empenho, eles iniciaram uma batalha em prol de Ron, manifestando-se a
favor da igreja, promovendo suas atividades, empurrando a Cientologia para o
epicentro da vida hollywoodiana, onde achavam que devia estar, esperando que a
religião descoberta por eles se tornasse a ortodoxia de Los Angeles.
As pessoas acreditam porque querem _na maioria das vezes, ao menos_ e com uma
força capaz de deixar atônito um agnóstico como eu.
 
Continua à pág. 5-5
 
Do 'pulp fiction' à saúde mental
 
15/09/96
 
 
Origem do texto: Da ''Details''
Editoria: MAIS! Página: 5-5
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Legenda Foto: Tom Cruise e Nicole Kidman (de óculos), membros da Cientologia,
em Veneza, durante o festival de cinema da cidade, na última semana; O cantor e
compositor norte-americano Isaac Hayes
Crédito Foto: France Presse; Divulgação
Observações: CONTINUAÇÃO; COM SUB-RETRANCAS
Vinheta/Chapéu: ESPÍRITO PÓS-MODERNO
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA
 
Do 'pulp fiction' à saúde mental
da ''Details''
Pouco tempo atrás, quando perguntei a dirigentes da Cientologia se eu poderia ver
qual era a sensação de participar de sua igreja, eles hesitaram muito antes de permitir.
Como em todas as fés, acreditam que se tivermos uma única oportunidade de
enxergar a verdade também nos tornaremos crentes.
"Ninguém recebeu autorização para tanto acesso até hoje", disse o publicitário,
lisonjeando-me.
Isso não é estritamente verdadeiro; jornalistas e sociólogos já foram recebidos antes,
na esperança de que fizessem propaganda benéfica. É uma estratégia arriscada; é fácil
ridicularizar os obscuros meandros de qualquer fé, especialmente uma tão temida
quanto a Cientologia. Seus adversários foram intimidados por meio de ações judiciais
e campanhas pelo correio e alegam ter sido vítimas de golpes sujos. Em 1982 a
mulher de Hubbard e dez outros importantes cientólogos foram condenados a cinco
anos de prisão por terem invadido repartições do governo e roubado milhares de
documentos sobre a Cientologia. Líderes da igreja afirmam que a ação foi cometida
por alguns desorientados, que foram expulsos da igreja há muito tempo.
Algumas semanas depois, Tom Davis, assistente do presidente do Centro
Internacional de Celebridades e filho da atriz Anne Archer, leva-me ao terraço no
sexto andar do edifício. Ele aponta para o renque de palmeiras do Hollywood
Boulevard, que 60 anos atrás delimitava o enorme terreno da Cientologia, antes que a
cidade o engolisse. "Era uma propriedade e tanto", diz Tom, orgulhoso.
É o tipo de prédio que fascina Hollywood, cheio de lendas do mundo das estrelas.
Terminado em 1929, foi um presente para a viúva de um grande e esquecido pioneiro
da indústria do cinema, Thomas Ince, que ajudou a criar a western e construiu um dos
primeiros estúdios em Culver City.
Assim como na época de sua construção, o prédio proclama a riqueza exibicionista
dos arrivistas.
Tom e eu descemos de elevador até o porão. Perto do hall há um grande escritório
vazio com uma mesa lúgubre no centro. Há rosas vermelhas frescas. Pousada na
mesa, uma grande pluma branca para escrever, numa referência cafona à erudição. E
uma grande placa de ouro gravada anuncia o ausente: "L. Ron Hubbard, fundador".
Em todo grande escritório da Cientologia no mundo há uma mesa vazia à espera dele.
"Não que a gente ache que ele vá voltar e de repente se sentar em sua cadeira",
discursa Tom com a voz comovida, a menos que eu me engane. "É um tributo a
alguém que consideramos um grande homem."
Nas décadas de 30 e 40, Hubbard, a verdadeira estrela de ''pulp fiction'', era um bem-
sucedido produtor em massa de histórias de caubóis e ficção científica para revistas
como "Astouding Science Fiction". Em 1950 sua imaginação parece ter-se fundido
com a realidade, quando publicou "Dianetics: The Modern Science of Mental Health"
(Dianética: a Ciência Moderna da Saúde Mental), a primeira flor da indústria da auto-
ajuda no pós-guerra. No livro ele anunciava que todos poderíamos nos libertar das
aberrações e psicoses se enfrentássemos os incidentes traumáticos que criam em
nossas mentes os bloqueios, ou "marcas", da memória (''engrams''). Em quatro anos
essa psicoterapia transformou-se na igreja da Cientologia, ordenando ministros e
realizando serviços. O culto havia se elevado à categoria de religião. Mas isso
também significa que, como em qualquer religião, ela encerrava em seu cerne uma
magia: ao executar os rituais da "tecnologia" religiosa de Hubbard, um fiel seria capaz
de transformar o mundo.
A Cientologia sustenta que somos almas puras, seres espirituais chamados de
"tetanos" (''thetans''), ameaçados pelos ''engrams''. Na medida em que a terapia se
transformava em religião, o problemático ''engram'' foi gradativamente ganhando um
teor místico. Os ''engrams'' não eram apenas produtos desta vida, mas também de
vidas passadas, remontando a milhares de anos.
Apenas uma extensa série de cursos conhecida como "treinamento" e "auditoria"
poderia realmente libertar a pessoa (a auditoria tornou-se na essência uma espécie de
exorcismo). A consciência aplicada finalmente atinge os Níveis Operativos Thetan
_ou Níveis OT_ ao se fazer os cursos mais avançados, de conteúdo secreto. Os ex-
membros mais vociferantes e desiludidos estimam que, com o preço dos livros, vídeos
e equipamentos exigidos, poderia facilmente custar mais de US$ 100 mil atingir o
nível mais alto hoje disponível: OT 8.
O mundo secular de Hubbard tem uma hierarquia igualmente elaborada. Durante a
Segunda Guerra Mundial, ele serviu como tenente na Marinha e apaixonou-se pela
burocracia naval.
Durante algum tempo a Cientologia foi dirigida a partir de uma flotilha de iates
chamada Organização Mar (Sea Organization). O corpo diretivo da igreja, hoje mais
orientado para a terra, ainda é chamado de Org Mar; seus membros usam uniformes e
têm patentes navais.
 
Igreja não existe no Brasil
 
15/09/96
 
 
Origem do texto: Da Redação
Editoria: MAIS! Página: 5-5
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Observações: SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA
 
Igreja não existe no Brasil
da Redação
A Cientologia não possui igreja no Brasil. Na América do Sul, só as capitais Caracas
(Venezuela) e Bogotá (Colômbia) possuem centros de culto.
Sua home page na Internet pode ser encontrada no seguinte endereço:
http://www.scientoloty.org.
O site traz escritos do fundador da igreja, L. Ronald Hubbard, e vários textos sobre o
credo em cinco línguas: inglês, francês, espanhol, italiano e alemão.
É neste site que se encontra a explicação etimológica do nome da igreja: ''O termo
Cientologia _do latim 'scio', saber, e do grego 'logos', a palavra ou a forma exterior
pela qual um pensamento interior é expresso ou comunicado_ significa o
conhecimento do conhecimento''.
 
A tecnologia do sagrado E-metro
 
15/09/96
 
 
Origem do texto: Da ''Details''
Editoria: MAIS! Página: 5-5
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Observações: SUB-RETRANCA; COM CONTINUAÇÃO
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA
 
A tecnologia do sagrado E-metro
Seguro os tubos de metal do E-metro e o auditor me pede para falar
da ''Details''
Hospedo-me no Manor Hotel, parte do complexo do centro de celebridades. Qualquer
um pode ficar aqui, embora normalmente só cientólogos o façam. Tenho uma suíte
duplex de US$ 250 dólares, o quarto mais opulento e cheio de lustres que já vi. O
quarto tem uma camareira. Ela se chama Beatrix, é húngara e membro da Org Mar.
Vestida num uniforme preto e branco de empregada, quer desfazer minhas malas. Eu
a dispenso delicadamente. Elas estão cheias de cuecas velhas, e não quero que
ninguém as veja além de mim.
À noite o publicitário me chama. Decidiram contornar o regulamento e permitir que
amanhã eu experimente uma sessão de auditoria. (O credo da Cientologia diz que não
se deve brincar com essas coisas; somente os que embarcam para valer devem
experimentá-las.) Ao anoitecer, Beatrix entra sorridente, abre minha cama e deixa um
chocolate e um cartão de boa-noite, como em outros hotéis, onde a gerência lhe
deseja bons sonhos e dá a previsão do tempo. O cartão diz:
"±'No dia em que confiarmos completamente uns nos outros, haverá paz na Terra' _L.
Ron Hubbard. Tenha uma boa noite'±''.
No dia seguinte sou auditado por um ministro da Cientologia, o reverendo Anthony
Wyant. É um inglês simpático e complacente que hoje dirige sua própria auditoria
particular em Glendale (Califórnia). Ele conta que conheceu Hubbard em 1968,
quando embarcou no primeiro navio da Org Mar, o Apollo, no Mediterrâneo. Os
voluntários tinham de trabalhar muito, era uma vida dura. Um dia, tomando um
atalho proibido pelos aposentos de Hubbard, Tony ficou envergonhado ao encontrar o
grande homem no corredor. Ele lembra as palavras que Hubbard lhe dirigiu: "Olá,
jovem companheiro". Para Tony, essa comunicação fugaz constitui a prova de que
Ron era um homem verdadeiro, bom e compreensivo como um grande Papai Noel,
diz ele.
Tony me convida a sentar a uma mesa, na frente dele. Seguro os dois tubos de metal
do E-metro (um objeto sagrado para os cientólogos, apesar de, basicamente, não ser
nada mais que o galvanômetro usado no detetor de mentiras), e ele me pede para falar
sobre algum fato que eu tenha em mente.
Ele sorri, esperançoso e receptivo. O que eu lhe disser permanecerá estritamente entre
nós, garante. Ele espera que eu conquiste méritos (os ganhos obtidos por meio da
auditoria), não apenas para fazer publicidade da igreja, mas porque acredita que sua
habilidade possa ajudar meu aperfeiçoamento. Ele quer transmitir para mim o milagre
que aprendeu com Ron. Tentando corresponder a sua sinceridade, falo de algo que
realmente me afetou _a morte de meu pai. Tony pouco fala; simplesmente pede-me
para contar a experiência diversas vezes. A cada vez que termino, ele diz apenas:
"Obrigado. Agora volte para o começo e conte de novo". Se eu hesito, ele insiste:
"Conte-me o que aconteceu depois". Só. Enquanto falo, ele observa a agulha do E-
metro e rabisca num bloquinho.
Falo com toda a sinceridade e clareza possíveis. Ao fim de três longas horas, ele pára:
"Acha que fizemos o suficiente?". Tenho certeza de que, se eu dissesse que queria
mais, ele teria pegado o bloquinho e recomeçaria.
O regulamento da auditoria obriga o auditor a permanecer passivo. Não deve fazer
comentários ou avaliações. Ele simplesmente me presenteia com um exemplar do
livro de Hubbard "O Caminho da Felicidade", que na Cientologia eqüivale aos dez
mandamentos, com a dedicatória:
"Para William, de Tony". Só. Fui auditado. Curiosamente, sinto-me decepcionado.
Havia esperado algo grandioso, misterioso.
Para mim, toda a história de Hubbard havia desmoronado no que os terapeutas
chamam hoje de aconselhamento não-diretivo. (Os líderes da igreja teriam fortes
objeções a essa comparação; consideram a auditoria completamente diferente de
qualquer tipo de psiquiatria.)
Mas a auditoria funciona _se você acreditar. E, para o convertido, é a substantificação
da própria verdade da mensagem de Ron. Nos dias que passei no Centro de
Celebridades conheci dezenas de pessoas _músicos, produtores, âncoras de programas
de rádio, fotógrafos, um campeão de motociclismo e até um vendedor de carros_ que
contaram como para elas funcionou.
Depois que voltei ao quarto do hotel naquela noite, Beatrix bateu à porta. Ela repara
que estive assistindo ao vídeo chamado "Introdução à Dianética", e pergunta-me
ansiosamente: "Gostou do vídeo?"
"Foi... muito interessante."
"Também é interessante ler o livro", diz Beatrix, notando o exemplar sobre a mesa.
"Mas você realmente só o compreende quando faz a auditoria."
"Eu li hoje", digo-lhe.
"Ah." Ela sorri. Feliz porque encontrei o caminho certo.
Esse é um dos pontos positivos de se ingressar num culto. Num momento de
aceitação, se eu decidisse acreditar e iniciar a longa subida da ladeira, poderia
recomeçar a vida ali mesmo.
Poderia dar as costas ao passado e ter um novo emprego, uma nova casa e um novo
grupo de amigos, simplesmente por ter dado o salto da fé.
À noite, o cartão que ela deixa diz: " 'Toda a felicidade que existe está dentro de
você'. _L. Ron Hubbard. Durma bem".
 
A ascensão de Kelly Preston ao nível 12 da Cientologia
 
15/09/96
 
 
Origem do texto: Da ''Details''
Editoria: MAIS! Página: 5-6
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Legenda Foto: Juliette Lewis, membro da Cientologia, em ''Assassinos por Natureza'';
A atriz e cientóloga Kelly Preston
Crédito Foto: Folha Imagem
Observações: CONTINUAÇÃO; COM SUB-RETRANCA
Vinheta/Chapéu: ESPÍRITO PÓS-MODERNO
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA
 
A ascensão de Kelly Preston ao nível 12 da Cientologia
da ''Details''
Los Angeles é o quartel-general mundial da Cientologia: aqui trabalha uma equipe de
cerca de 2.500 pessoas. Mais abaixo no Hollywood Boulevard fica a Exposição da
Vida de L. Ron Hubbard. É um passeio de Disneylândia pela vida de Ron,
apresentando filmes, cenas animadas e monstros mecânicos gigantes baseados em
seus livros de ficção científica. Há pouca coisa que Hubbard não tenha feito. Na
juventude viajou para a China, supostamente com piratas. Conduziu expedições
científicas ao Caribe. É um dos pioneiros do radar. Na guerra, foi herói; mutilado
num mortífero ato de coragem, ele efetuou a descoberta milagrosa que constitui a
base da "dianética", a maior invenção do século 20. É um ótimo fotógrafo, um grande
músico, excelente aviador, escritor, datilógrafo etc. Biografias, inúmeras reportagens
de jornal e até mesmo registros de tribunal sugerem que muitas das histórias sobre as
conquistas do Hubbard pré-Cientologia são mentiras ou exageros. Não importa. Há
pessoas que acreditam nelas.
No hall de entrada há testemunhos _sinceros, carinhosos_ gravados em placas: "Todo
mundo deve conhecer L. Ron Hubbard e suas obras" _Tom Cruise. E a minha
favorita, por seu conteúdo irônico: "Graças à tecnologia de L. Ron Hubbard,
'subconquistas' não está no meu vocabulário" _Nancy Cartwright, a voz de Bart
Simpson.
A exposição celebra até um dos fracassos pessoais de Hubbard: L. Ron queria fazer
sucesso no cinema. Seu maior êxito foi em 1937, quando passou quatro meses em
Hollywood escrevendo seriados para a Columbia Pictures. Mas nunca foi bem
recebido. Ao contrário, teve de se contentar em fazer seus próprios filmes de
treinamento da Cientologia, segurando um megafone e sentado numa cadeira com a
inscrição "L. Ron Hubbard - diretor".
Mas o Projeto Celebridade teve maior impacto em Hollywood do que a visita de
Hubbard em 1937. É lógico que a Cientologia prosperaria aqui: afinal, é a cidade que
sonha as novas realidades. Não surpreende que seja um lugar cheio de novas religiões.
Em troca, a Cientologia oferece aos famosos uma fé que lhes convém, uma religião
que prega que a ambição é louvável e que as artes populares devem ser promovidas,
um lugar em que aspirantes a estrelas podem aprender uma tecnologia que
supostamente lhes dará um empurrão para subir. O processo de auditoria é delicado.
Jamais julga o ego frágil, agredido pela impiedosa Hollywood: simplesmente o
processa. Nunca é crítico ou avaliador; apenas balança a cabeça e diz: "Obrigado".
Olhando para trás, Kelly Preston vê sangue na neve e o corte na testa. Foi sua culpa.
Aos 13 anos, nunca havia subido num teleférico de esqui. Ela o soltou, fazendo o
suporte de ferro balançar e atingir a cabeça do esquiador que vinha atrás.
A aceitação disfarçada dessa pequena violência conviveu durante anos com a atriz de
Hollywood, assim como dezenas de outros incidentes ligeiros, perdas e infrações. As
coisas insensatas que as pessoas diziam em momentos desprevenidos, desde o instante
em que ela saiu do ventre de sua mãe. A morte do pai quando ela tinha só três anos,
ou aos seis, quando viu o ônibus capotado no Iraque e os corpos de crianças
esmagados sob ele. Mesmo assim, ela acreditava que sua infância fora maravilhosa e
saudável.
Só quando conheceu os ensinamentos de L. Ron Hubbard percebeu o significado mais
sombrio dessas coisas: como elas a freavam, impedindo-a de ser realmente livre,
colocando obstáculos em seu caminho; assim como toda a cocaína que consumiu
quando era uma jovem aspirante a atriz. A Cientologia ensinou-lhe sobre os
''engrams'', os nós, as correntes, os bloqueios. Hoje tudo isso lhe parece senso comum.
Agora está liberta. É uma Operadora Thetan: completou os níveis OT até o 4. Atriz de
sucesso,
Preston é casada com um dos maiores nomes de Hollywood, tem um filho lindo e
uma ótima vida.
Está conversando comigo na suíte Première, do Manor Hotel. Alegre e linda, usa
botas pretas de cano alto e um minivestido preto. Ela varia entre Marlboro Lights e
outra marca de cigarros, educadamente oferecendo-me antes de acender.
Conheceu a Cientologia quando estudava, junto com o primeiro marido, com o
renomado professor de interpretação Milton Katselas. Ele utilizava alguns dos
princípios por trás da tecnologia de Hubbard. O que mais impressionou Kelly foi a
forma como ele aplicava a filosofia da auditoria: não incentivava comentários ou
críticas sobre o desempenho dos outros alunos. "O importante era o fato de não haver
qualquer avaliação ou invalidação por parte dos outros atores.
A pessoa saía de lá com a capacidade de melhorar. Ser tímido pode ser terrível para
um artista", diz ela, sorrindo.
Kelly percebeu que ali estavam as respostas que queria. Trabalhou duro na
Cientologia.
Completou recentemente o nível 12. "Balançou o meu mundo", sorri. Não pode me
contar exatamente o que fez, porque em parte é confidencial e "a maior parte você
tem de experimentar para saber do que se trata. Chamam-se Fazer, Ser e Estar", diz
ela, e tenta elucidar: "O Ser de alguém... quem você é... suas vidas. É um ser tão puro
quanto você poderia se tornar".
Quando terminou o curso de Ser, sua vida havia mudado completamente. Tanto que
ela quase não sabia mais andar. Teve de se segurar à parede quando saiu da sala;
lembrou-se, colocando um pé à frente do outro, e pensando: "Tudo bem. Ponho um pé
na frente do outro. É assim que se caminha com este corpo".
"Aquilo explodiu minha mente", conta. Depois do curso de Ter, ela achou que podia
ter tudo o que quisesse: casou-se com John Travolta. Tiveram um bebê. Ela conseguiu
os papéis em filmes que sempre desejara. "Meu Ter ficou... hummm!" Faz a mímica
de uma avião decolando.
Kelly teve seu filho, Jett, em silêncio. Hubbard achava que qualquer som ou palavra
murmurada durante o trauma do nascimento poderia ser registrada como ''engram''.
"Isso é uma das coisas mais incríveis", diz ela com um orgulho natural. "Acho que dei
um presente ao meu filho."
Ontem à noite ela conversou com Quentin Tarantino sobre uma atuação especial em
"Um Drinque no Inferno". Acaba de terminar sua participação num novo filme, "The
Devil Inside". Kelly representa uma advogada lésbica militante. Quando ensaiava o
personagem, conversou com advogadas e lésbicas, mas também utilizou o sistema
hiperespecífico de Hubbard de mapeamento das emoções humanas: a Escala de Tons,
que vai de menos 40,00 (Fracasso Total) a mais 40,00 (Serenidade do Ser). Ela
avaliou que seu personagem estaria ao redor de 1.1 na escala: Hostilidade Disfarçada.
"Acho que há um preconceito em Hollywood: o de que quanto mais você tiver
sofrido, quanto mais f... for, melhor ator será. Não é verdade. Você não precisa se
atolar em problemas para ser capaz de criar." Faz uma pausa. "Quero dizer, veja o
meu marido, que eu considero um ator brilhante e que fez muito pela Cientologia. Ele
é extremamente feliz. Acho que fumou maconha uma vez... talvez duas na vida. Fez o
papel de um viciado em heroína, e os viciados diziam: 'Puxa, cara, é assim mesmo.
Foi barra-pesada'." Kelly é feliz: borbulha de contentamento e autoconfiança. "Minha
vida é tão plena e rica sem minha carreira", ela conta, "que não me defino em termos
profissionais. Sei que terei sucesso", diz, como se fosse fato consumado. "É apenas
questão de tempo."
 
O crente que se tornou destruidor
 
15/09/96
 
Origem do texto: Da ''Details''
Editoria: MAIS! Página: 5-6
Edição: Nacional Sep 15, 1996
Observações: SUB-RETRANCA; TRADUÇÃO: LUIZ ROBERTO MENDES
GONÇALVES
Assuntos Principais: RELIGIÃO; CIENTOLOGIA
 
O crente que se tornou destruidor
Desertores da igreja de Hubbard são chamados de "esquilos"
da ''Details''
No passado, os Estados Unidos moldaram sua identidade nacional em torno de cultos
e seitas.
Seus pioneiros foram os dissidentes religiosos e inconformistas, desde os Pilgrim
Fathers (os 102 puritanos ingleses que fundaram a primeira colônia nos EUA, em
1620). No clima moderno, cada vez mais paranóico e confuso, a relativa tolerância
pelos cultos está diminuindo. Hoje tendemos a imaginar que todos os cultos praticam
rituais obscuros, negros, de controle da mente.
Um dos opositores mais visíveis e manifestos da Cientologia nos últimos 20 anos tem
sido a Rede de Consciência de Cultos (Cult Awareness Network - CAN), um

 

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Comentarios (3)add
quero ser
escrito por teixeira philho , 05 junho 2008
olá
eu me chamo raimundo teixeira mais conhecido por teixiera philho
como eu faço para ser um membro de vcs?
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Cadastro
escrito por MPHP Admin , 12 junho 2008
Olá
Para ter direito a downloads etc., basta se cadastrar no menu lateral direito e usar os parâmetros informados para se logar.

MPHP
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Canal Informativo "O que é uma Seita"
escrito por Flávio Amaral , 17 abril 2015
Obrigado pelas informações.
Abri um canal no Youtube chamado ?O que é Uma Seita?, onde atualizo videos com esclarecimentos sobre como funcionam e como não cair nos discursos sedutores de grupos manipuladores e sectários. Espero que gostem! Segue o link do canal, abraços: https://www.youtube.com/channel/UCisnj-7zBRYe5E-Ze_Oj96Q
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