Carrasco Lorenzo e outros, A Máfia Verde PDF Imprimir E-mail
 

Mário Porto

Já tivemos oportunidade de comentar o Livro Máfia Verde, superficialmente, quando abordamos a questão da influência da Organização LaRouche no setor nuclear.

Naquela ocasião, comentamos a atuação do MSIa, então ainda braço do movimento LaRouche no Brasil e do seu representante maior Lorenzo Carrasco. Em 2003 o MSIA e o Grupo Larrouche se divorciaram e este divulgou textos com severas acusações ao MSIa liderado por Lorenzo Carrasco no Brasil e Fernando Quijano no México.

Em um dos trechos deste documento vemos as seguintes estarrecedoras acusações: (deixamos no original para evitar interpretações)

During 1990-2000, when LaRouche was imprisoned or under strict probationary control, Quijano and his circle of accomplices came out openly as a fascist network of John Paul II opponents. From that time on, Quijano, and later the siblings Marivilia and Lorzenzo Carrasco, exposed themselves as a-nominally Catholic-controlled intelligence operation. Although Quijano and the Carrascos were forced to resign from their pretended association with LaRouche, their fascist movement, the Ibero-American Solidarity Movement (MSIa), continues to operate against LaRouche in Ibero-America to this day. The Quijano/Carrasco MSIa represents a Trojan horse enemy operation, rallied around haters of the very existence of the U.S.A., and hysterical adversaries of LaRouche and his movement. Their networks throughout Ibero-America today, pose a similar threat to both the U.S.A. and to any government which commits itself to the General Welfare of its people, in opposition to the International Monetary Fund and George Shultz's free trade privatizers, like Pinochet's Minister of Labor José Piñera (1978-80).

(...)

In 1993, Quijano and those whom he had recruited to his anti-LaRouche operation also made direct contact with Chile's former DINA head Manuel Contreras and other representatives of the Pinochet regime. Alejandro Peña, who brought the brother of Hugo Chávez to the Tlaxcala conference of the MSIa in 1992, now heads Venezuela's anti-Hugo Chávez Democratic Bloc. In 1993, following a military meeting in Lima, Peru, he travelled at Quijano's behest to Chile to resurrect Operation Condor. Peña was introduced to Contreras by Eduardo Casarramona Obiols, the personal representative of Blas Piñar in Ibero-America, with whom representatives of the MSIa in Mexico came in contact after the Tlaxcala conference. Casarramona's relationship to the Pinochet regime was mediated not only through Blas Piñar, but also through Casarramona's wife, who was Pinochet's personal secretary.

(...)

As the world financial system collapses and George W. Bush attempts to prop up the financial bubble by privatizing Social Security, George Shultz, like Hjalmar Schacht before him in Germany in the 1930s, will attempt to assemble a fascist movement to break all political resistance (see Feature in this issue). Today, the MSIa is a pawn of the same international financier faction that put Hitler in power in 1933. By exposing Quijano and the Carrascos now, we intend to deprive Shultz and his friends of the fascist "jackals" they need to impose their genocidal policies today.

São acusações graves e durante algum tempo existia uma defesa no site do MSIa. No entanto, hoje se alguém colocar no site do MSIa a palavra LaRouche, a busca não produz absolutamente nada, o que não deixa de ser estranho.

Mas voltemos à Resenha do livro Máfia Verde.

Como já tivemos oportunidade de deixar claro várias vezes embora não aceitemos os método autoritários do grupo LaRouche e seus associados, do qual o MSIa fazia parte na ocasião da publicação do Máfia Verde, nunca deixamos de reconhecer que em suas fileiras existem pessoas altamente preparadas e capazes de produzir documentos de valor em que pese sua utilização muitas vezes direcionadas por atitudes não muito recomendáveis. Muitas destas pessoas eu já tive oportunidade de conhecer no trabalho Até espero que com sua independência o MSIa se afaste de certas prática LaRoucheanas.

Por isso, se desprezarmos os capítulos iniciais do livro de 1 a 4 e também desprezarmos os apêndices do livros (1 a 4) ficamos com um belo e competente estudo, nos capítulo 5 a 10, sobre as influências das organizações internacionais em assuntos que dizem respeito à soberania nacional brasileira.

O capítulo 11 escrito por Jonathan Tennenbaum, um dos PHDs do grupo LaRouche, deve ser lido com muita atenção, pois por trás de idéias muitos boas e bem elaboradas se esconde uma firme e velada reprovação integral a todas as ações ambientalistas. Temos a certeza que não é isto que o livro desejaria transmitir de forma explícita, mas eu acredito que a idéia defendida é o desenvolvimento a qualquer preço, minimizando qualquer possível dano ambiental. Até hoje, a organização Larouche nega os efeitos das emissões de CFC na camada de ozônio e até publicou em 1989 um livro para contestar estes dados. Igualmente nega o aquecimento global, embora neste caso existam realmente pontos obscuros.

Nos capítulos de 5 a 10 citados acima está muito bem documentada a ação de grupos estrangeiros que financiam ONGs internacionais para agitar populações locais e indígenas contra os projetos de desenvolvimento que ameaçam a competitividade do agronegócio em países que financiam estas ONGs. Os problemas artificiais gerados contra os projetos das Hidrovias Araguaia-Tocantis e Paraná-Paraguai estão muito bem explanados nestes capítulos.

Nesta parte do livro fica claro que este é um estudo do MSIa e não um estudo importado da matriz LaRouche. Os capítulos que estou deixando de fora desta análise o faço movido pelo conhecimento que tenho das teorias conspirativas tão a gosto de LaRouche e que servem sempre aos seus propósitos de momento, como podemos deduzir sobre as acusações acima imputadas a fiéis colaboradores por longos anos. Na organização LaRouche são muito comuns estas defecções seguidas de acusações escabrosas que, até com freqüência, envolvem aspectos familiares dos antagonistas.

Por outro lado, nas seções indicadas o livro é um documento importante que justifica as suas já 17 edições que foram seguidas, em 2005, por um novo Livro; "Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo", escrito com o MSIa já sem a influência direta da Organização LaRouche e que em breve estaremos analisando aqui.

Máfia Verde - O ambientalismo a serviço do Governo Mundial EIR -2001

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