Mário Porto
Um livro surpreendente e audacioso.
Não são muitas pessoas que tem conhecimento das aventuras de Freud neste tipo de literatura, acostumado que são a apenas identificá-lo como pai da psicanálise.
É fascinante notar a coragem do autor na exposição de sua tese aonde ele tenta provar ou demonstrar que Moisés não era judeu, mas Egípcio.
O argumento da existência de dois Moisés, um do Egito e outro medianita é também surpreendente embora de nenhuma maneira fantasioso.
Em algumas livrarias o livro é incorretamente classificado ma área da psique. Na verdade trata-se de uma verdadeira pesquisa histórica, naturalmente, usando uma abordagem que coloca, nas própria palavras de Freud, o fenômeno religioso como um modelo de sintoma neurótico do indivíduo.
Este tipo de estudo trás certamente alguma dose de especulação e este trabalho de Freud não foi exceção, mas sem perder plausibilidade. Um livro recomendado para quem aprecia e estuda as religiões monoteístas.