Renan, Ernest. Vida de Jesus PDF Imprimir E-mail

Julio Fontana 

RENAN, Ernest. Vida de Jesus (Origens do Cristianismo), trad. Eliana Maria de A. Martins. São Paulo: Editora Martin Claret - Coleção a Obra-Prima de cada autor, 2004, 528 pp.

A "Vida de Jesus" de Renan foi publicada pela primeira vez em Paris no ano de 1863. Em três meses teve oito edições. Os escritos dos que a ele se opuseram tiveram igual sucesso. Foi traduzida para quase todas as línguas modernas, todavia, nunca fora editada no Brasil. A "Vida de Jesus" de Renan comercializada no Brasil era uma tradução feita em Portugal, pela Lello & Irmão Editores (Porto), anterior a 1926, com sucessivas reedições e distribuída aqui por vários importadores de livros. A tradução atual disponibilizada pela Editora Martin Claret é procedente da edição da Gallimard (Paris) de 1992, assim sendo, apresenta uma linguagem moderna e voltada especificamente para o público brasileiro.

A "Vida de Jesus" de Ernest Renan é uma obra que tem causado polêmica e controvérsia entre leitores ortodoxos ou superzelosos pelos textos bíblicos. Atualmente, essa obra já não causa tanto deslumbramento quanto na época que fora lançada. A neo-ortodoxia, o programa hermenêutico da "desmitologização" e as recentes descobertas arqueológicas vieram a confirmar muito do que Renan asseverou no século XIX, diminuindo assim o poder de impacto da obra. O livro de Renan não chama a atenção somente pelo intenso labor histórico nele envolvido, mas também pela sua forma, ou seja, pela maneira com que expõe a biografia do nazareno. Utilizando habilmente recursos artísticos, Renan consegue levar o seu leitor para Galiléia, fazendo com que presencie cada acontecimento da história de Jesus de Nazaré. Sua obra mais se parece uma novela de Jesus[1]. No decorrer da leitura contemplamos não o Jesus crucificado, mas, o Jesus cheio de vida[2] do sermão do monte. Entretanto, essa narrativa peculiar e inovadora da biografia de Jesus, muitas das vezes foi forçada, objetivando o encaixe desta nos cenários idealizados por Renan. Tudo tem ligação na "Vida de Jesus" de Renan. O cenário foi preparado perfeitamente para cada episódio da biografia. A paisagem é descrita por Renan com a ajuda da botânica (p. 26) e do estudo[3] dos costumes da Palestina da época de Jesus (p. 27). Renan faz isso confiando ser esta a primeira tarefa do historiador, ou seja, descrever bem o meio em que se passa o fato que ele relata (p.32).Podemos garantir também que todos os ditos de Jesus foram mencionados pelo autor, nenhum é deixado de lado, mas nenhum aparece em sua colocação histórica[4].

Ernest Renan nasceu em 28 de fevereiro de 1823 em Tréguier na Bretanha. Uma crise de fé, quando cursava o seminário de Saint-Sulpice, em Paris, levou-o em 1845[5] a abandonar a Igreja Católica. Prosseguindo os estudos laicos, formou-se em filosofia e letras[6]. No dia dois de maio de 1847, Renan ganha um prêmio por seu Ensaio histórico e teórico sobre as línguas semíticas. A revolução de 1848 na França inspirou-lhe L'Avenir de la science (O futuro da ciência), livro apenas publicado em 1890, no qual Renan proclama sua crença na libertação da humanidade pela tecnologia e pela cultura. O processo revolucionário criou um ambiente de expectativas messiânicas que Renan interpretou como sendo o início de uma nova religião. Em 1860, Renan recebe do governo uma missão arqueológica na Fenícia. Em 1861, Renan vai para Saïda e Tiro, onde se instala para suas escavações, nesse mesmo ano se dirige à Palestina. No final de 1861 retorna à França, contudo, com sua "Vida de Jesus" já pronta. Em 1862, Renan é nomeado, por decreto, professor no Colégio de França. Na sua aula inaugural, na qual ele trata "Da participação dos povos semíticos na história da civilização", o auditório liberal acolhe com triunfo sua frase sobre Jesus: "homem incomparável, tão grande que eu não gostaria de contradizer os que o chamam de Deus". Em 1863, Renan já suspenso do cargo de professor, em face das acusações de professar doutrinas injuriosas á fé cristã, lança a sua obra "Vida de Jesus". Renan retornou à cátedra apenas em 1871, com o advento da república na França. Ele faleceu em 1892, já meio esquecido pelo público.

Renan era visto como cético[7]. Ele nega tal atributo se autodenominando crítico moderado (p. 19). Renan foi radical em seu anticlericalismo. Foi nome de primeira grandeza na evolução do racionalismo do século XIX, mas não no seu próprio país. A crescente escola francesa de crítica teológica (escola de Strasbourg) estava desapontada com Renan. O porta-voz dessa escola foi Colani que, em 1864, manifestou que o Cristo da obra de Renan "não é o Cristo da história, o Cristo dos sinópticos, mas o Cristo do Quarto Evangelho, porém, em seu halo metafísico, e pintado com um pincel embebido de azul de melancolia da poesia moderna, no rosa do idílio do século XVIII, e no cinza da filosofia moral que parece derivada de La Rochefoucauld"[8]. Mesmo não possuindo popularidade na França, na Alemanha a obra de Renan foi bem recepcionada. No espaço de um ano surgiram cinco diferentes traduções em alemão. Beyschlag viu em Renan um progresso sobre Strauss, Weizsäcker também expressou sua admiração por Renan. Schweitzer nos informa quanto à receptividade alemã para com a obra de Renan, dizendo que "o alemão fica freqüentemente tão completamente fascinado por ela a ponto de perder seu poder de crítica, pois encontra nela o pensamento alemão numa forma nova e picante"[9].

  •  A infalibilidade e a inspiração divina da Bíblia: no prefácio da 13ª edição de sua "Vida de Jesus", ele expõe alguns dos seus pensamentos. Sobre a questão da infalibilidade do texto bíblico ele se coloca como crítico, ou seja, como ele mesmo diz "a crítica não conhece textos infalíveis; seu primeiro princípio é admitir a possibilidade de um erro no texto que estuda" (p.19). Quanto à inspiração divina dos textos bíblicos, o historiador declara que "nenhuma intervenção particular da divindade na confecção de um livro ou em qualquer acontecimento que seja foi provada" (p.19). Em relação aos milagres, Renan não apresenta um estudo detalhado da questão, contudo, ele diz que "os milagres são dessas coisas que nunca acontecem; somente as pessoas crédulas acreditam vê-los; não se pode citar um único que se tenha passado diante de testemunhas capazes de constatá-los" (p.19).
  •  As fontes: o ensaio sobre as fontes que Renan realiza no início de sua obra mostra com objetividade ao leitor um quadro geral sintetizado da crítica de Strauss, de Baur, de Reuss, de Colani. Ele não argumenta, mas simplesmente coloca o resultado vividamente frente ao leitor[10]. Sobre os Evangelhos canônicos ele diz admiti-los como documentos sérios, os coloca na sua totalidade como redacionados no primeiro século e afirma que eles possuem certo valor histórico. Renan declara que Mateus merece toda a confiança para os discursos (Logia) e que Marcos parece para ele cada vez mais o estilo primitivo da narração sinótica e o texto mais autorizado (p.25), Lucas, por sua vez possui valor histórico sensivelmente mais fraco. O caso do quarto Evangelho é mais complicado. Na primeira edição, Ernest Renan defendeu a posição onde este livro possuía como autor o próprio João, tendo sido retocado por alguns dos seus discípulos posteriormente. Ele considerou os fatos contados neste Evangelho como tradições diretas sobre Jesus, no entanto, na sua 13ª edição, admite ter modificado sua opinião, passando a crer que o quarto Evangelho não era obra do apóstolo, que essa autoria foi lhe atribuída por seus discípulos e que os discursos são inteiramente fictícios, mas as partes narrativas encerram preciosas tradições, remontando em parte ao apóstolo João (p. 23)[11].
  • A relação entre Jesus e João: Renan afirma que o motivo o qual levou Jesus a encontrar João foi o fato da fama do Batista ter se espalhado até a Galiléia, chegando aos ouvidos de Jesus. Jesus ao se identificar com as idéias de João partiu, com o grupo que havia se formado ao seu redor, ao encontro do batizador. Os recém-chegados se fizeram batizar como todos os outros [12]. Os dois mestres eram jovens e o autor aponta a influência que João teve sobre Jesus, dizendo até que Jesus foi imitador de João (p. 158-160). O autor declara ainda que a influência de João foi mais prejudicial que proveitosa a Jesus (p. 166).
  • As fases do ministério de Jesus: Renan dividiu a biografia de Jesus em três atos: o primeiro ato se inicia no retorno de Jesus para a Galiléia após ser batizado por João. Durante essa fase ele era um pregador confiante e gentil. Mostrava possuir a felicidade típica do Reino de Deus. Por onde ele andava as pessoas realizavam festas. Era presença certa nos casamentos da região. Quando Jesus sobe para a Páscoa no final do primeiro ano de seu ministério entra em conflito com os rabis da capital[13]. Volta para a Galiléia totalmente descrente das crenças judaicas. Renan dá início ao segundo ato da peça da vida de Jesus. No segundo ato Jesus se torna uma figura proeminente. A tensão surgida entre suas idéias puramente éticas e as expectativas escatológicas dá, a suas palavras deste tempo em diante, uma força especial[14]. Nessa fase Jesus se torna um fazedor de milagres, seus discursos ganham dureza de tom - parece mais um juiz do que o reformador universal da primeira fase (p. 168). Ao final do segundo ato, Jesus já havia perdido todas as suas ambições terrenas. Nada mais na terra existia nele. Uma estranha busca por perseguição e martírio tomou conta dele[15]. Portanto, o terceiro ato da peça de Renan culmina com a morte de seu personagem principal.
  • Reino de Deus: Renan afirma que a idéia fundamental de Jesus foi, desde o seu primeiro dia, o estabelecimento do reino de Deus (p. 279). Renan declara que Jesus, em certos momentos poderia ser tomado por um chefe democrático, desejando apenas o reino dos pobres e dos deserdados. Outras vezes, o reino de Deus é o cumprimento literal das visões apocalípticas relativas ao Messias. Frequentemente, enfim, o reino de Deus é o reino das almas, e a libertação vindoura é a libertação pelo espírito (p. 279, 280). Para o autor, essas três categorias de reino de Deus estiveram ao mesmo tempo na consciência de Jesus, sendo que ele priorizava as duas últimas.
  • As idéias apocalípticas de Jesus: Renan resume as idéias apocalípticas de Jesus da seguinte forma: "A ordem atual da humanidade atinge seu término. Esse término será marcado por uma imensa revolução, ‘uma angústia' parecida com as dores do parto; uma palingenesia ou ‘renascimento', precedido de calamidades sombrias e anunciado por estranhos fenômenos. No grande dia, explodirá no céu o sinal do Filho do Homem. Será uma visão ruidosa e luminosa como a do Sinai, uma grande tempestade rasgando nuvens, um risco de fogo jorrando num piscar de olhos do Oriente ao Ocidente. O messias virá com as nuvens, revestido de glória e majestade, ao som das trombetas, rodeado de anjos. Seus discípulos se sentarão em tronos ao seu lado. Os mortos ressuscitarão, e o Messias procederá ao julgamento. Nesse julgamento, os homens serão divididos em duas categorias, segundo as obras. Os anjos serão os executores da sentença. Os eleitos entrarão numa morada deliciosa, que lhes foi preparada desde o começo do mundo" (p. 281, 282).
  • A prisão e o julgamento de Jesus: utilizando orações diretas, Renan concede dinamicidade ao evento. No entanto, está repleto de falhas. Primeiro Renan diz que "o procedimento adotado pelos sacerdotes contra Jesus estava de acordo com o direito estabelecido" (p. 364). Não possuo tanta certeza. Uma prisão efetuada à noite, sem o conhecimento dos romanos, isso não é o procedimento padrão. O autor mesmo fornece material contra a sua suposta ação regular, dizendo que os membros do conselho que, secretamente, tendiam a Jesus estavam ausentes (p. 367), isso mostra uma ação sigilosa. O autor não se manifesta quanto à possível traição de Judas[16]. Renan mostra um Pilatos benevolente para com Jesus, justifica todas as atitudes de Pilatos e coloca o fardo da condenação de Jesus todo sobre os judeus. Ele também crê que "Pilatos teria então desejado salvar Jesus" (p. 370). Será isso verdade? Muito provável que não. Pilatos era muito preocupado consigo mesmo, ele não hesitaria em ordenar a crucificação de Jesus pelo grande importuno que estava se transfomando para a sua administração.
  • A morte de Jesus: Renan narra o episódio da morte de Jesus conforme a narrativa dos Evangelhos, adaptando um ponto ao outro, tornando assim o relato evangelísticos livre de aparentes contradições. Observa bem a questão da forma do suplício de Jesus. Caso Jesus fosse condenado ao apedrejamento (p. 379), seguramente a condenação seria decorrente de crime religioso, contudo, sabemos que Jesus fora condenado ao suplício da crucificação, assim sendo, a condenação imposta a Jesus emanou da acusação de crime contra Roma, ou seja, sedição. Outro ponto que Renan chama a atenção é sobre a localização do Gólgota. Ele põe um fim na imaginação cristã de que o Gólgota ficaria no alto de um monte, próximo à cidade. Renan afirma que seguramente, o Gólgota, ficava ao norte ou noroeste da cidade, na planície desigual que se estende entre os muros e os dois vales do Cedro e do Hinon" (p. 380)[17].
  • A ressurreição: Renan é contencioso quanto ao evento da ressurreição. Declara que "a vida de Jesus, para o historiador, acaba com seu último suspiro" (p. 393). Não satisfeito por deixar de examinar uma das questões mais complexas da biografia de Jesus, assim como o fez com os milagres, declarou que "a forte imaginação de Maria de Magdala desempenhou, nessa circunstância, papel essencial. Poder divino do amor! Momentos sagrados em que a paixão de uma alucinada dá ao mundo um Deus ressuscitado!" (p. 394).

Apesar da "Vida de Jesus" de Renan apresentar muitas deficiências, exageros e desvios, continua sendo uma obra atual, pois muito de sua exposição foi corroborada com as recentes descobertas arqueológicas. Não podemos esquecer que a sua obra foi fundada sobre intensa pesquisa histórica e geográfica realizada no próprio local onde ocorreram os fatos. Destarte, a leitura dessa obra é profícua e eficaz para uma ampliação do conhecimento histórico das origens do cristianismo.

Julio Fontana*


Vida Jesus_Renan.jpg
 

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[1] Bruno Bauer, em seu "Filo, Strauss e Renan" descreve Renan da seguinte forma: "Renan, que é, ao mesmo tempo, o autor da peça, o produtor e o diretor do teatro dá o sinal para o início, e a um sinal seu as luzes elétricas são ligadas à toda força, as tochas são acesas, as luzes de chão são aumentadas, e enquanto as flautas e charamelas da orquestra tocam a abertura, as pessoas entram e tomam seus lugares entre os arbustos e nas praias do lago" (Fonte: SCHWEITZER, Albert. A Busca do Jesus Histórico: um estudo crítico de seu progresso. São Paulo: Editora Cristã Novo Século, 2003, p. 222).

[2] Noack nota que Renan "toma a figura mumificada do rabi galileu, que a crítica havia exumado, dá-lhe vida e energia, e coloca-o no palco, primeiro com o brilho da felicidade terrena que lhe agradava distribuir, e depois no aspecto comovente de alguém destinado a sofrer" (Fonte: Ibid., p. 223).

[3] Renan realizou intensas pesquisas de campo na Palestina em 1860 e 1861.

[4] SCHWEITZER, A Busca do Jesus Histórico: um estudo crítico de seu progresso, p. 221.

[5] Em 1845, escreveu o Ensaio psicológico sobre Jesus Cristo.

[6] Em 1846 já tendo abandonado o seminário obteve a licenciatura em Letras.

[7]  SCHWEITZER, A Busca do Jesus Histórico: um estudo crítico de seu progresso, p. 217.

[8] Ibid., p.227.

[9] Ibid., p. 230.

[10]Ibid., p. 219.

[11] Isso mostra para Renan que o historiador é passível de erros (e muitos) e que a ciência não é tão exata como ele pensava. A maioria das teorias de Renan está ultrapassada. No Brasil, alguns insistem nessas idéias, contudo, novas descobertas arqueológicas mostram que Renan raramente acertou em suas teses.

[12] Renan persiste em descrever aquilo que é desnecessário nos minímos detalhes e ao chegar em tema controverso, logo prepara um atalho para se esquivar da matéria. Não descreve o batismo de Jesus em particular, com isso deixa de manifestar sua opinião sobre um fato importante.

[13] Bruno Bauer critica Renan de forma inusitada. "O cativante mestre, que oferecia o perdão para todos com a única condição de que o amassem, encontrou na capital pessoas sobre as quais seu charme não tinha nenhum efeito. Quando ele retornou à Galiléia, havia abandonado totalmente suas crenças judaicas, e um ardor revolucionário brilhava em seu coração" (Fonte: SCHWEITZER, Albert. A Busca do Jesus Histórico: um estudo crítico de seu progresso. São Paulo: Editora Cristã Novo Século, 2003, p. 223).  

[14] Ibid., idem.

[15] Ibid., p. 225.

[16] Acredita-se atualmente que Judas não traiu Jesus e sim o entregou às autoridades. Provavelmente, este fora capturado e tenha assim levado as autoridades ao resto do grupo.

[17] Acredita-se hoje que o local da crucificação de Jesus tenha sido um lixão próximo além dos muros da cidade.

* O autor está graduando em Teologia e reside no Rio de Janeiro.

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Comentarios (10)add
Comentario
escrito por MARIANA , 04 abril 2008
É MUITO GRANDE E CONFUSO, VCS DEVERIAM RESUMIR PARA QUE AS PESSOAS POSSAM CONPRENDER MELHOR. smilies/wink.gif
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Grande e Confuso
escrito por Julio Fontana , 07 abril 2008
O livro possui mais de 500pp. Renan é um estudioso da mais alta erudição. Deixei de mencionar diversos aspectos da sua obra que não foram sequer tocados. A resenha está curta, o bom mesmo é ler o livro.
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...
escrito por Michele , 12 março 2010
Estou interessada neste livro. Gostei muito de encontrar esta resenha. Realmente para um livro de 500 pg a mesma é até curta! Deve ter sido um esforço resumir tantos dados em tão poucos tópicos. Achei o texto de fácil compreensão e fiquei feliz por encontrar algo a mais que uma simples "orelha". Parabéns ao autor pela iniciativa. smilies/smiley.gif
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...
escrito por Phablo José Daniel , 16 março 2010
Alguem sabe onde eu posso conseguir esse livro para download? "A vida de Jeses" e se alguem souber também "O anticristo" dele também. O Anticristo de Nietzche estou lendo. Mas gostaria de ler também o de Ernest Renan. obrigado.
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porque complicar?
escrito por Edmar , 21 julho 2010
Meus amigos sempre que leio certos comentários sobre Jesus e sua vida, atos e pensamentos vejo que filósofos, pensadores antigos e modernos não compreendem, nunca compreenderam e jamais iram compreender o simples fato que o torna ser o filho de Deus.

"Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos."

1º Graças ao pai.
2º Usava sua sabedoria para agradar a Deus e não aos homens.
3º A revelação é para os pequenos.
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JESUS CRISTO NUNCA EXISTIU
escrito por Celso Afonso Brum Sagastume , 14 julho 2012

O fato é que Jesus Cristo nunca existiu. Não existe nenhuma evidência histórica da existência de Jesus.
Os evangelhos são todos comprovadamente falsos...

Quem quiser saber mais que pesquise em fontes confiáveis...

Celso Afonso Brum Sagastume
Autor dos livros:
- A busca da Felicidade através das Relações Humanas (esgotado)
- Utopia Real - "Um Outro Mundo é Possível" (esgotado)
- Como Realizar Sonhos e Desejos (esgotado)
- Reflexões sobre a Vida (R$ 15,00)
- Vencendo a Morte - Uma análise filosófica (R$ 20,00)
Para saber mais, faça uma busca na internet, ou entre em contato...

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Celso Afonso Brum Sagastume
escrito por francisco111 , 28 março 2013
"O fato é que Jesus Cristo nunca existiu. Não existe nenhuma evidência histórica da existência de Jesus.
Os evangelhos são todos comprovadamente falsos... "
Quanta asneira numa única frase!
Se bem que, o que esperar de quem escreveu "A busca da Felicidade através das Relações Humanas" ou "Como Realizar Sonhos e Desejos"? Nada mais racionalista, não?

Ah, deu dó daquela mocinha que disse que a resenha está "muito grande e confusa". Claro, um comentário desse vindo de um cristão é normal, uma vez que somos burros e crianças intelectuais. Mas de alguém tão esclarecido e racionalista já se livrou das amarras da religião? Não consigo entender!
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UMA ANÁLISE ISENTA E BEM PRODUZIDA PELO COMENTARISTA DA OBRA DO HISTORIADOR RENAN, QUE SE TORNOU UM APÓSTATA.
escrito por Mauricio Azevedo Gonçalves , 25 maio 2014
Após ler o trabalho sério do graduando em Teologia Julio Fontana sobre o livro "A Vida de Jesus", do historiador e filólogo Ernest Renan, tomo a liberdade de tecer as seguintes considerações, a saber:

A bem da verdade, de dizer-se por primeiro, que, quem não foi despertado pela fé, ou quem perdeu a fé, jamais compreenderá a razão de ser de Jesus Cristo, qual seja de ter sido enviado por Deus à Terra para salvar a alma humana. Com efeito, é sabido e consabido, há aproximadamente dois mil anos, que Deus não poupou nem seu Filho Unigênito para salvar o mundo, ou melhor, para salvar a humanidade !

A mão de Deus, quando pesa sobre alguém, esse alguém não consegue se livrar, a não ser que Deus tenha misericórdia, como foi no caso de Jó, e, Deus, foi até às últimas consequências para salvar a humanidade, ao sacrificar o próprio Filho!

Assim , a mão de Deus pesou inclusive sobre o Filho, o que traz à baila, o que se lê na Carta aos Romanos, cap. 9, vers. 15-18, a saber: "Pois (Deus) diz a Moisés: "Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece quem quer."

O homem que não crê é um ímpio, e, o que perdeu a fé, é um apóstata, que foi o caso do historiador Ernest Renan. O Apóstolo Paulo fala em uma de suas Cartas sobre a apostasia, do grego "apóstasis".

Relembre-se, por oportuno, o que se lê da Palavra, a saber: "É impossível agradar a Deus sem fé".

Digo eu: é impossível enxergar sem os olhos da fé, por isso que o mesmo Apóstolo Paulo, asseverou: " A fé é o firme fundamento das coisas que não se vêem, e a certeza das coisas que se esperam".

Consabidamente, lê-se no grande teólogo Tomás de Aquino, a propósito da verdade revelada, e ainda sobre a fé : "A verdade racional deve estar de acordo com a verdade revelada, sob pena de não ser verdadeiramente racional, e, neste caso, ela deve ser corrigida pela fé, porque a fé esclarece a razão."

Outrossim, já se disse: não se pode separar a natureza humana da natureza divina em Jesus Cristo, e foi o erro do grande historiador Renan; aliás, de tantos outros ... Portanto, o Jesus histórico é o mesmo Jesus divino, do Verbo encarnado, e que veio com a missão de salvar a alma humana. Por isso, indagou Jesus: "De que vale o homem ganhar o mundo e perder a sua alma?". Em apertada síntese, é dizer: não ter fé e ainda, procurar agradar ao mundo, faz perder a alma !

Eis o erro em que incidiu o historiador Renan: perdeu a fé (apostasia), e quis desvendar o mistério em torno da pessoa de Jesus, certamente, com o simples olhar da ciência, esquecendo, todavia, que toda filosofia (ciência) é vã, é falsa, que leva o homem a desviar-se da fé, e o conduz à perdição, como também está escrito numa das Cartas do já citado Apóstolo Paulo.

Finalmente, de dizer-se que, negar é afirmar, que é o mesmo que dar existência, como disse Aristóteles. O raciocínio é o seguinte: é que não se pode negar a existência de algo ou de alguém sem antes dar-lhe existência,; chamar-lhe à existência.

Parabéns, ao graduando em Teologia Julio Fontana, pelo competente trabalho empreendido.

Respeitosamente,
Mauricio Azevedo Gonçalves
(Niterói/RJ)(Email: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email .)
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Paradigma
escrito por juliano cesar de oliveira , 16 junho 2014
Ótimo texto de resenha. Meus parabéns! ....mas vc já leu o livro reverso... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura...a capa do livro é linda ela traz o universo como tema.
http://www.livrariacultura.com...=78725243

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Congratulações
escrito por JL Angaturama , 22 julho 2016
Congratulações, dentro das condições oferecidas pelo vasto trabalho literário do autor Ernest Renan sumarizastes em um belo argumento... uma pena que as gerações recentes ousem dizer que o texto é grande e confuso... a pseudo objetividade de quem alega que textos deste porte com abordagem em nível empírico e cientifico é quase sempre julgado como confuso por pessoas contundentes e agressivas para com as pessoas e ponto...
Preferem ATACAR a ater-se ao ponto que foi argumentado, desqualificar, isto é artimanha de quem não tme paciência de ler, psicologicamente aprenderam bem , querem desestabilizar emocionalmente ... para isto serviu o seu curso "superior"
Não caia em suas armadilhas,então ratifico minha congratulações você argumenta em nível empírico que é o que iniciastes ..
A platéia julgue ... .?
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